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A cabeça
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A cabeça repousa
livre, solta, alienante.
Sobre o piso de cimento,
sob a faixa isolante,
entre as linhas do tormento
desse vento que soprou
e trouxe a fé,
revolta e medo,
desse corpo que sangrou.
Jack
Sk. |
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Factitìus

Fetiche
Datação
1873 cf. DV
Acepções
n
substantivo
masculino
1
objeto a que se atribui poder sobrenatural
ou mágico e se presta culto
2
Rubrica:
psicopatologia.
objeto inanimado
ou parte do corpo considerada como
possuidora de qualidades mágicas ou
eróticas
Etimologia
fr. fétiche (1605) 'sortilégio, amuleto'; o voc. fr. é considerado emprt. do port.
feitiço (sXV) 'id.', este, do lat.
factitìus,a,um, us. já no sXVI em línguas africanas e, na área ibérica, em concorrência com
bruxaria (cp. esp. hechizo); ver
faz-
Gramática
voc. consid. gal. pelos puristas, que sugeriram em seu lugar:
feitiço, manipanso
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Ialda Iafa: Ivrit
Quando você tem um
blog com meia dúzia de leitores (contando
você mesmo), não pode se dar ao luxo de
decepcioná-los. Portanto, atendendo a
pedidos (tá bom, o plural é um exagero,
foi uma pessoa só que pediu), resolvi
postar hoje um poema meu, em hebraico:
Jack
Sk.
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Cartas
"Perdemos nosso juízo --
para June. Ambos, você e eu,
seguiríamos-na até a morte…
nestes momentos. Ela destruiu
realidade. Ela destruiu a consciência.
(Você diz que vc não tem nenhuma
-- digo que eu não tenho nenhuma, mas isso não é tão verdade
sobre nós como é sobre June. Por
exemplo: Então considere, por que
você é sempre tão pensativo
sobre Hugh?
June não
é tão perturbada pela verdade.
Ela Inventa sua vida e segue em
frente -- ela não vê nenhuma
diferença entre ficção e
realidade. Como amamos isso em
June -- leva sua imaginação
seriamente.
Às
vezes, você quer seguir June até
morte, mas em outros você reage
violentamente com uma afirmação
vigorosa de sua própria vivência
magnífica. Inconscientemente, você
tem empurrando-me para dentro da
escuridão.
Eu
não necessitei muito assim de um
empurrão. Uma pequena palavra sua
contra a mente… Você entende?
Meu ser está sendo dividido ao
meio, está desmoronando.
Pensei que minha razão de ser
fosse minha mente. Pensei que
fosse fácil (ao menos para mim)
ser exaltado, viver na linha da
vida e da morte como June faz,
entregar-se até a morte… a
coisa mais dura é parar
repentinamente, parar porque alguém
apela lamentavelmente a sua razão
como a um presente maior.
Eu quis, quando alguém vem
pleiteante a mim, entender,
lucidamente. O Pouvoir,
meio de au de la folie, humaine
de redevenir et pitoyable. Mas
a cada dia tenho menos força para
fazer tanto. Ele é que tem a
coragem de machucar… para
grandes razões… ele sempre faz
o bem. Isso é June.
Algum dia talvez eu possa
compartilhar inteiramente,
inteiramente a loucura de June.
Questiono minha mente antes que se
vá."
Trecho de uma das cartas de
Anaïs Nin a Henry Miller |
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Simples assim Um
porco não voa simplesmente porque ele
não tem asas. Não queira entender o
motivo: aceite o fato de que ele apenas
não nasceu com asas.
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Kati Rudlova

Kati
Rudlova nasceu aos 28 dias do mês de
agosto de 1974, em Ostrava, na República
Tcheca. Obteve o doutorado em Francês e
Ciências Sociais aos 24 anos, na University
of the Letters, também em Ostrava.
Começou sua carreira como modelo em 2000,
tendo dado seus primeiros passos como
fotógrafa em 2002, quando fez seus
primeiros auto-retratos.
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A cópula de
Bandeira
| A
cópula
Depois
de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a
boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem
que trouxe:
culhões e membro, um membro
enorme e tungescente.
Ela
toma-o na boca e morde-o.
Incontinente,
Não pode ele conter-se, e, de um
jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais
rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida,
ela sente
que
vai morrer: - "Eu morro! Ai,
não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como
um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa
gangorra
E
titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração
de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho
até o cabo.
Manuel
Bandeira
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Milkmag.org
Starve
me, whip me, break my bones,
Laugh hearty as you hear our moans.
Cruelty can take no toll
When you have a hardy soul.
Mais
AQUI.
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Interjeição

Eu gostaria de escrever muitas e muitas
linhas sobre o que me passa pela cabeça
quando eu olho uma coisa dessas, mas eu
prefiro, neste momento, expressar-me
através de uma breve interjeição:
Huuummmm...
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Catulo
| Gozemos
a vida, Lésbia...
Gozemos
a vida, Lésbia, fazendo amor,
desprezando o falatório dos
velhos puritanos.
A luz do sol pode morrer e
renascer
mas a nós, quando de vez se nos
apaga a breve luz da vida,
resta-nos dormir toda uma noite
sem fim.
Beija-me mil vezes, mais cem;
outras mil, outras cem.
Depois, quando tivermos ajuntado
muitos milhares,
vamos baralhá-los, perdendo-lhes
a conta,
para que nenhum invejoso, incapaz
de contar beijos tantos,
possa mau-olhado nos lançar.
Catulo
|
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O Jack não é
mais aquê-lê! Segundo
uma das minhas leitoras, eu ando um pouco
viadinho demais:
-- Esse Jack anda muito florzinha, muito
delicadinho, só anda postando poesias
bonitinhas, Nerudinhas em quadrinhos,
borboletinhas góticas, desenhinhos...
Até Alice nos País das Maravilhas anda
postando. Logo vai estar publicando
Chapeuzinho Vermelho também. Muito
românticuzinho pro meu gosto... --
disse-me ela.
E eu, um
pobre e ébrio psicopata, um depressivo
gaitista de última categoria e dependente
de uma receitinha azul para não produzir
novas vítimas, apenas ouço, resignado e
ciente de que as mulheres suplicam
por minha devassidão. Não sei o que
dizer, pois como um homem tradicional,
católico apostólico romano e freqüentador
de bordéis de família, nada mais me
resta a fazer a não ser lutar com toda a
pureza da minha alma, contra toda essa
luxúria que vocês, mulheres, tentam me
socar sobre o pênis.
Mas se vocês insistirem demais não vai
dar não, viu: vou ter que acabar enfiando
a rola.
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Ray Caesar

Madre
- 23''X28'': Digital Ultrachrome and
Acrylic Emulsion on Panel.
"Ray
Caesar is a digital Lowbrow Pop Surrealist.
He is represented by Tinmanally Gallery in
Philadelphia. His work is best described
as 3D digital mystical visitations of Good
and Evil."
Ray
Caesar é um Surrealista Pop Lowbrow.
Ele é representado pela Tinmanally
Gallery, na Philadelphia. Seu trabalho é
melhor descrito como visitações
místicas tridimensionais do Bem e do Mal.
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Manifestul
Dada
Domingo
passado eu postei um pedaço de um texto
do Tristan Tzara, onde ele ensina as
técnicas para se elaborar um poema
dadaísta. Como o dadaísmo é um dos
movimentos artísticos que eu mais curto,
eu andei pensando em ler e tentar traduzir
algum trecho particularmente interessante
a partir do texto original do Manifesto
do senhor Antipirina, também
conhecido por Manifesto Dadaísta e
que começa assim:
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"Dadá é a vida sem pantufas nem paralelos: quem é contra e pela unidade e decididamente contra o futuro; nós sabemos ajuizadamente que os nossos cérebros se tornarão macias almofadas, que nosso antidogmatismo é tão exclusivista como o funcionário e que não somos livres e gritamos liberdade; necessidade severa sem disciplina nem moral e escarramos na humanidade."
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Se você sabe onde conseguir uma versão
integral e original desse texto, seja uma
pessoinha supermegafofa e dê
um toque para este gentil sociopata
que vos escreve.
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Think about
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Simone Racheli 
"Le recenti sculture di Simone Racheli sono state realizzate fondendo la cera e
confondendo le forme in specie di golem biomeccanici che stanno tra
il manichino anatomico e l'elettrodomestico, tra l'orrore del cadavere sezionato
e la rassicurante normalità delle cose di casa." "As recentes esculturas de Simone Racheli foram elaboradas fundindo a cera e
confundindo as formas em uma espécie de golem biomecânico que estão entre
o manequim anatômico e o eletrodoméstico, traz o
horror do cadáver secionado
e a tranqüilizadora normalidade das coisas de casa." Pescoçado
aqui
e aqui
também.
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Scarlett
Johansson

Olhe bem pras duas fotos acima. Olhou?
Agora olha de novo, mas com mais calma:
prestenção nos peitos. Prestenção no
umbiguinho. Prestenção nas coxas.
Prestenção, principalmente, no rosto
dessa mulher. Scarlett
Johansson é uma espécie de
brincadeira desenvolvida por
alguém-lá-em-cima, com o objetivo de
fazer você ralar o carro no portão ou
produzir saliva mais rápido do que é
capaz de engolir, simplesmente passando na
sua frente com suas 23 primaveras de
loirice e graça.
Scarlett é uma singela manifestação da
boa intenção divina para com nós,
pobres homens.
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Pretty baby

Pretty
Baby, rodado em 1978 sob a direção
do francês Louis Malle, apresentou à
macharada da época a interessantíssima
Violet, uma prostituta interpretada pela
não menos interessantíssima Brooke
Shields. Tudo não passaria de mais um
filme de pseudo-putaria, onde ninfetas de
12 anos têm seus selinhos do apocalipse
leiloados, se a atriz em questão não
tivesse meros 13 aninhos de idade.
As imagens da garotinha nua deixaram não
apenas o fotógrafo Ernest Bellocq (Keith
Carradino), mas muito marmanjo com a
barraca armada. Entretando, a grande
verdade em toda essa história é que o
senhorito Louis Malle conseguiu causar
exatamente o que desejava, portanto não se sinta
culpado se a idéia de ser seduzido por
uma pirralha algumas décadas mais jovem
do que você também colocar em xeque os seus
ideais mais viris.
Mas nunca, nunca mesmo
e em momento algum, se esqueça disto.
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Tristan Tzara
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Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que
você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público." |
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Poemas Visuais
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Augusto dos
Anjos
SONETO
Ao meu primeiro filho nascido
morto com 7 meses incompletos.
2 fevereiro 1911
Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,
Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
Em tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na noumenalidade do NÃO SER! Augusto
dos Anjos
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FICEB
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Para
M.B.
Nota:
para que este post seja melhor
compreendido, aconselho a leitura prévia
do conto "Uma
História de tanto amor", de
Clarice Lispector.
Querida amiga M.B.,
Curioso como nesse conto, as galinhas possuem nome, mas as pessoas são apenas "a menina", "o pai", "a tia"... Enquanto a complexidade humana é reduzida por esses supostos anonimatos, a simplicidade das galinhas recebe nomes. Talvez seja porque o que importa, nesse caso, é o objeto amado, que acaba por ocupar uma importância tão grande na vida de cada um de nós, que chega a exigir definição. Quase como um fetiche, a galinha é mais do que um mero símbolo, não é mesmo? Ela é, para a menina, uma espécie de elo entre seu mundo interno e seu mundo externo. A idéia da comunhão, vista através dos olhos da galinha enquanto refeição, me lembrou aquele caso do canibal alemão Armin
Meiwes, que degolou, esquartejou e passou meses devorando os pedaços de sua vítima antes de ser denunciado à polícia e preso.
Meiwes, quando preso, declarou exatamente a mesma idéia: o ato de devorar o amigo foi a maneira que a imagem da criança estranha que sua infância insistia em guardar em suas lembranças encontrou para mantê-lo para sempre perto de si. Esse é, de fato, o sentido mágico-religioso que existe por trás desse comportamento em praticamente todas as sociedades que o praticam ou praticaram. E As necessidades da menina parecem ser tantas para com a galinha, que chegam a dar um sentido quase canibalesco ao ato.
Pensando assim fica complicado achar que podemos ser alguém sem sermos, ao mesmo tempo, mais de um. E isso nos leva a enxergar a situação de duas formas: "o outro está em nós" ou "nós estamos no outro". O que parece ser a mesma coisa sob o aspecto da lógica, não é, pois nesse caso, se A é igual a B, B não é igual a A. As implicações psicológicas dessas proposições deveriam mesmo ser entendidas com frieza matemática, quase calculista, mas a gente sabe que na prática as coisas não são bem assim. Essa fórmula tem mais variáveis do que somos capazes de calcular. Nos resta, então, apelar ao recurso da simplificação algébrica e isso seria fácil se todos fossemos homens de números e não de letras, se amássemos mais às equações do que aos versos, se
sorríssemos mais pela beleza dos logaritmos
do que pela graciosidade das rimas, se o conjunto de nossos interesses e necessidades ironicamente não tendesse ao infinito e fosse igual ao dos números "racionais".
Ainda vendo o mundo com os olhos da Clarice, há aquela passagem na história do matemático que enterra o cachorro, onde ela escreve que
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"(...) Era no ponto de realidade resistente das duas naturezas que esperavas que nos entendêssemos: Minha ferocidade e a tua não deveriam se trocar por doçura: era isso o que pouco a pouco me ensinavas, e era isto também que estava se tornando pesado. Não me pedindo nada, me pedias demais."
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Isso me lembra Nietzsche, em "Assim falava Zaratustra":
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"Dai-nos um prazo, uma breve união para vermos se somos capazes de uma longa união! Grave coisa é sermos sempre
dois!"
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Novamente o fatídico número dois! Outra vez o diabo do Outro. E tudo isso poderia ser conclusivo se pouquíssimas linhas antes de declarar as crises das divergências humanas, o mesmo Nietzsche não escrevesse o seguinte:
"Eis como quero o homem e a mulher: um apto para a guerra, a outra, apta para dar à luz; mas
os dois aptos para dançar com cabeças e pernas.
E que todo dia em que se não haja dançado, pelo menos uma vez, seja para nós perdido! E toda verdade que não traga ao menos um sorriso nos pareça verdade falsa."
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Pois é... A frieza quase calculista de nosso amigo matemático encerra uma poderosa verdade, mas parece ser mais difícil de ser
atingida do que a comunhão da pequena menina.
Fica a dúvida: Qual dos desejos deve ser sublimado? E a resposta não nos vem, ô parto difícil. E eu então me pergunto se é preciso que algum desejo seja sublimado, se não somos capazes de sermos dois sem deixarmos de ser um só. Será que não podemos ser personagens de nós mesmos, se isso nos trouxer a paz sem tirar a do Outro?
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"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre."
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Eu queria ter sido capaz de explicar melhor, mas outra vez, a Dona Clarice pensou na mesma coisa antes de mim e me tirou as palavras.
Até breve!
Jack Sk.
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Poesia
experimental: Kanji I
Kanji I
- poesia experimental de Jack
Skellington
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Poema Nupcial
Poema
Nupcial
- Joan
Brossa (1919-1998), Barcelona
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Só as mães
são felizes
Só as mães são felizes
Você nunca varou
A Duvivier às cinco
Nem levou um susto
Saindo do Val Improviso
Era quase meio-dia
Do lado escuro da vida
Nunca viu Lou Reed
Walkin ' on the wild side
Nem Melodia transvirado
Rezando pelo Estácio
Nunca viu Allen Ginsberg
Pagando um michê na Alaska
Nem Rimbaud pelas tantas
Negociando escravas brancas
Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo
Nem quis ver a face de Deus
Eu já freqüentei grandes festas
Nos endereços mais quentes
Tomei champanhe e cicuta
Ouvindo comentários inteligentes
Mais triste do que de uma puta
No Barbarela às quinze pras sete
Já reparou como os velhos
Vão perdendo a esperança
Com seus bichinhos de estimação e plantas
Eles já viveram tudo
E sabem que a vida é bela
Já reparou na inocência cruel das criancinhas
Com seus comentários desconcertantes
Elas adivinham tudo
E sabem que a vida é bela
Você nunca sonhou
Em ser currada por animais
Nem transou com cadáveres
Nunca traiu o teu melhor amigo
Nem quis comer a sua mãe
Só as mães sãos felizes
Porque nos dão a vida
Só as mães são felizes
Porque podem nos dar a vida
Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo
Nem quis ver a face de Deus
Só as mães são felizesCazuza
e Frejat
|
Música muito foda. Se você não sabe
exatamente o que eles quiseram dizer com
Dividier, Val Improviso, Lou Reed
walkin' on the wild side,
Alaska, Barbarela e tals, sugiro dar uma
longa navegada pelo Google
e descobrir por conta própria. Essa é a
melhor maneira de entender porque só
as mães são felizes...
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Rimbaud
Foi enfim achada.
Quê? a eternidade.
É o mar ao sol.
Minha alma eterna,
mantém tua promessa
apesar da noite
ou do dia em fogo.
Assim te libertas
de humanas querelas
e impulsos comuns!
Voarás por ti...
Nada de esperanças
nem de recomeço.
Ciência e paciência,
o suplício é certo.
Fim dos amanhãs,
brasas de cetim.
É no teu fervor
que está o dever.
Foi enfim achada!
Quê! A eternidade.
É o mar ao sol.Arthur
Rimbaud,
em
.
Uma temporada no inferno:
Delírios, II , Alquimia do verbo,
na
tradução de Paulo Hecher Filho.
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Quando
nos faltam palavras, as palavras dos
outros sempre nos vêm a calhar.
|
A arte
psicodélica de Naoto Hattori
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Preto &
Branco
Olha só essa boquinha... Prestenção nos
biquinhos... Essa é gata em
P&B, tons de cinza, RGB, CMYK e escala
Pantone.
Típica mulher pra levar pra almoçar na
casa dos pais num domingo. Simplesmente
linda.
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O
expressionismo de Jakob van Hoddis
|
O
visiotário
Lâmpada, não esquente.
Da parede saiu um braço magro de
mulher.
Era pálido e tinha veias azuis.
Os dedos estavam carregados de
preciosos anéis.
Quando beijei a mão, assustei-me:
Estava viva e quente.
Arranhou-me o rosto.
Peguei uma faca de cozinha e cortei
algumas veias.
Um grande gato lambeu graciosamente
o sangue do chão.
Entretanto um homem de cabelos
arrepiados subiu
Por um cabo da vassoura encostado à
parede. |
O sonhador
Esbatida de todo toda fria
cor, da noite permanece o verde azul.
Vermelhos raios lanças
ameaçam-no, cruzando-se chocam-se
no rude rebrilhar de couraças? Ou será que
exércitos de Satanás desfilam?
Manchas que nadam nas sombras
amarelas, são olhos arrancados às carnes dos cavalos.
Indefeso, despido, o pálido corpo.
Da terra espreme-se, ralada, uma rosa-
pus.
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Poeta expressionista, Jakob van
Hoddis, anagrama de Hans Davidsohn,
nasceu em Berlim no dia 16 de Maio de 1887.
Em 1893 entrou para o Friedrich-Wilhelm
Gymnasium, e mais tarde, para a Friedrich-Wilhelms
University. Estudou arquitetura, filologia clássica e filosofia.
Foi em 1909, que Jakob, na companhia de Kurt
Hiller, Georg Heym e Erwin Loewenson,
fundou o Neuen
Club e o Neopathetisches
Cabaret, considerados parte do primeiro expressionismo alemão.
Recuperado dos primeiros sintomas de esquizofrenia, viajou por Paris em 1912.
Em 1914 realizou suas últimas leituras no
Neuen
Club. Em 1915, Jakob perdeu seu
irmão, soldado na I Guerra Mundial, ano
em que iniciou seus tratamentos de maneira
mais constante. Em 1927 sua condição
piorou e teve um tio nomeado como seu
guardião. Morreu em 1942, em um asilo
para alienados.
Assim que eu estiver a fim, vou postar a
minha tradução de Weltende,
publicado por Jakob van Hoddis em 1911 e
provavelmente o mais conhecido de seus
poemas.
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Facas
japonesas
Excelentes
para fatiar e separar a carne com cortes
precisos, estas facas japonesas, com
lâminas de aço-carbono de cerca de 25cm
e cabos de chifre de búfalo, jamais devem
ser usadas para cortar ossos, para que
seus gumes sejam preservados por mais
tempo.
Equipamentos
indispensáveis para a cozinha de qualquer
esquartejador que se preze.
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Pernas
São nessas horas em que eu sinto uma
certa inveja dos polvos, que podem ter uma
fêmea com oito pernas.
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Venha ver o
pôr-do-sol
"Pararam diante de uma
capelinha coberta de alto a baixo
por uma trepadeira selvagem, que a
envolvia num furioso abraço de
cipós e folhas. A estreita porta
rangeu quando ele a abriu de par
em par. A luz invadiu um cubículo
de paredes enegrecidas, cheias de
estrias de antigas goteiras. No
centro do cubículo, um altar meio
desmantelado, coberto por uma
toalha que adquirira a cor do
tempo. Dois vasos de desbotada
opalina ladeavam um tosco
crucifixo de madeira. Entre os braços
da cruz, uma aranha tecera dois
triângulos de teias já rompidas,
pendendo como farrapos de um manto
que alguém colocara sobre os
ombro do Cristo. Na parede
lateral, à direita da porta, uma
portinhola de ferro dando acesso
para uma escada de pedra, descendo
em caracol para a catacumba.
Ela entrou na
ponta dos pés, evitando roçar
mesmo de leve naqueles restos da
capelinha.
-- Que triste
é isto, Ricardo. Nunca mais você
esteve aqui?
Ele tocou na
face da imagem recoberta de
poeira. Sorriu melancólico.
-- Sei que você
gostaria de encontrar tudo
limpinho, flores nos vasos, velas,
sinais da minha dedicação,
certo?
-- Mas já
disse que o que eu mais amo neste
cemitério é precisamente esse
abandono, esta solidão. As pontes
com o outro mundo foram cortadas e
aqui a morte se isolou total.
Absoluta.
Ela adiantou-se
e espiou através das enferrujadas
barras de ferro da portinhola. Na
semi-obscuridade do subsolo, os
gavetões se estendiam ao longo
das quatro paredes que formavam um
estreito retângulo cinzento.
-- E lá
embaixo?
-- Pois lá estão
as gavetas. E, nas gavetas, minhas
raízes. Pó, meu anjo, pó-
murmurou ele. Abriu a portinhola e
desceu a escada. Aproximou-se de
uma gaveta no centro da parede,
segurando firme na alça de
bronze, como se fosse puxá-la.
– A cômoda de pedra.
Não é grandiosa?
Detendo-se no
topo da escada, ela inclinou-se
mais para ver melhor.
-- Todas estas
gavetas estão cheias?
-- Cheias?...-
Sorriu.- Só as que tem o retrato
e a inscrição, está vendo?
Nesta está o retrato da minha mãe,
aqui ficou minha mãe- prosseguiu
ele, tocando com as pontas dos
dedos num medalhão esmaltado,
embutido no centro da gaveta.
Ela cruzou os
braços. Falou baixinho, um
ligeiro tremor na voz.
-- Vamos,
Ricardo, vamos.
-- Você está
com medo?
-- Claro que não,
estou é com frio. Suba e vamos
embora, estou com frio!
Ele não respondeu. Adiantara-se
até um dos gavetões na parede
oposta e acendeu um fósforo.
Inclinou-se para o medalhão
frouxamente iluminado:
-- A priminha
Maria Emília. Lembro-me até do
dia em que tirou esse retrato. Foi
umas duas semanas antes de
morrer... Prendeu os cabelos com
uma fita azul e vejo-a se exibir,
estou bonita? Estou bonita?...-
Falava agora consigo mesmo, doce e
gravemente.- Não, não é que
fosse bonita, mas os olhos...Venha
ver, Raquel, é impressionante
como tinha olhos iguais aos seus.
Ela desceu a
escada, encolhendo-se para não
esbarrar em nada.
-- Que frio que
faz aqui. E que escuro, não estou
enxergando...
Acendendo outro
fósforo, ele ofereceu-o à
companheira.
-- Pegue, dá
para ver muito bem...- Afastou-se
para o lado.- Repare nos olhos.
-- Mas estão tão
desbotados, mal se vê que é uma
moça...- Antes da chama se
apagar, aproximou-a da inscrição
feita na pedra. Leu em voz alta,
lentamente.- Maria Emília,
nascida em vinte de maio de mil
oitocentos e falecida...- Deixou
cair o palito e ficou um instante
imóvel – Mas esta não podia
ser sua namorada, morreu há mais
de cem anos! Seu menti...
Um baque metálico
decepou-lhe a palavra pelo meio.
Olhou em redor. A peça estava
deserta. Voltou o olhar para a
escada. No topo, Ricardo a
observava por detrás da
portinhola fechada. Tinha seu
sorriso meio inocente, meio
malicioso.
-- Isto nunca
foi o jazigo da sua família, seu
mentiroso? Brincadeira mais
cretina! – exclamou ela, subindo
rapidamente a escada. – Não tem
graça nenhuma, ouviu?
Ele esperou que
ela chegasse quase a tocar o
trinco da portinhola de ferro. Então
deu uma volta à chave, arrancou-a
da fechadura e saltou para trás.
-- Ricardo,
abre isto imediatamente! Vamos,
imediatamente! – ordenou,
torcendo o trinco.- Detesto esse
tipo de brincadeira, você sabe
disso. Seu idiota! É no que dá
seguir a cabeça de um idiota
desses. Brincadeira mais estúpida!
-- Uma réstia
de sol vai entrar pela frincha da
porta, tem uma frincha na porta.
Depois, vai se afastando
devagarinho, bem devagarinho. Você
terá o pôr do sol mais belo do
mundo.
Ela sacudia a
portinhola.
-- Ricardo,
chega, já disse! Chega! Abre
imediatamente, imediatamente!-
Sacudiu a portinhola com mais força
ainda, agarrou-se a ela,
dependurando-se por entre as
grades. Ficou ofegante, os olhos
cheios de lágrimas. Ensaiou um
sorriso. - Ouça, meu bem, foi
engraçadíssimo, mas agora
preciso ir mesmo, vamos, abra...
Ele já não
sorria. Estava sério, os olhos
diminuídos. Em redor deles,
reapareceram as rugazinhas abertas
em leque.
-- Boa noite,
Raquel.
-- Chega,
Ricardo! Você vai me pagar!... -
gritou ela, estendendo os braços
por entre as grades, tentando
agarrá-lo.- Cretino! Me dá a
chave desta porcaria, vamos!-
exigiu, examinando a fechadura
nova em folha. Examinou em seguida
as grades cobertas por uma crosta
de ferrugem. Imobilizou-se. Foi
erguendo o olhar até a chave que
ele balançava pela argola, como
um pêndulo. Encarou-o, apertando
contra a grade a face sem cor.
Esbugalhou os olhos num espasmo e
amoleceu o corpo. Foi
escorregando.
-- Não, não...
Voltado ainda
para ela, ele chegara até a porta
e abriu os braços. Foi puxando as
duas folhas escancaradas.
-- Boa noite,
meu anjo.
Os lábios dela
se pregavam um ao outro, como se
entre eles houvesse cola. Os olhos
rodavam pesadamente numa expressão
embrutecida.
-- Não...
Guardando a
chave no bolso, ele retomou o
caminho percorrido. No breve silêncio,
o som dos pedregulhos se
entrechocando úmidos sob seus
sapatos. E, de repente, o grito
medonho, inumano:
-- NÃO!
Durante algum
tempo ele ainda ouviu os gritos
que se multiplicaram, semelhantes
aos de um animal sendo estraçalhado.
Depois, os uivos foram ficando
mais remotos, abafados como se
viessem das profundezas da terra.
Assim que atingiu o portão do
cemitério, ele lançou ao poente
um olhar mortiço. Ficou atento.
Nenhum ouvido humano escutaria
agora qualquer chamado. Acendeu um
cigarro e foi descendo a ladeira.
Crianças ao longe brincavam de
roda."
Lygia Fagundes Telles, em
Antes do Baile Verde
Venha ver o pôr-do-sol |
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Judite e
Holofernes

Judite e Holofernes,
Caravaggio, 1595 - Galleria Nazionale dell'Arte
Antica, Roma
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Um dia...
Um dia...
...Quando eu morrer
espero que o mundo sorria.
Porque morrer não é, senão,
nascer de novo outro dia,
pois para a vida, morrer, ou não,
em nada mais influencia.
É esperar o pardal voltar,
mas não ouvir a ave que pia.
Afinal por que raios se vive?
Se ao final da vida está uma porta,
que mesmo que a gente não bata,
ela se abre dura, e morta?
A morte não é
escura, torta.
Porque escuridão é o contrário de Sol.
Acho até mesmo que essa
dura porta,
esconde muito mais do que o Sol.
A porta sem expressão,
expressionista,
impressiona no canto da sala.
Ela se abre, se fecha, e então
esconde a gente e se cala.
E se até o dia morre
quando o sol vai dormir,
e nasce de novo amanhã,
por que sou eu quem vou sentir
o medo tolo da vida
que teme, em vão, se extinguir?
E se até o Sol vai morrer,
quando não tiver mais nada a queimar,
em seu escuro leito de vácuo
e então parar de brilhar,
porque sou eu que vou temer,
o dia em que não mais vou cantar?
Não me assusta a noite.
Noite
Amiga,
Que bate como o açoite
e me lembra que deste lado,
é que se diz que está a vida.
Mas não vejo por essa face.
Afinal
Sim,
Não pode ser, que quem aqui nasce,
morra no momento da luz,
porque nascerá apenas no fim?
Quando eu morrer,
não vou me preocupar, porque
simplesmente, não acredito
que terei realmente com o quê.
Então peço que ninguém se preocupe.
Pois se aborrecer por quê,
se tal nem a mim incomoda?
Vivo feliz porque vivo vivo
e viver vivo já me basta.
Porque há quem morra ainda vivo,
e morto, até a morte se arrasta.
Procurei sempre viver calmo,
mas nem sempre consegui.
Mas consegui viver vivo,
E assim, viver bem, eu vivi.
Nunca fui nada que ninguém
Nunca ter sido, pudesse.
Nem fui nada que ninguém
Nunca ter sido, quisesse.
Não fui mais do que alguém comum,
tão comum quanto pudesse ter sido.
Alguém que nasceu e respirou e viveu
e sentiu dor e amou e sofreu,
igual a qualquer um.
Fui senão uma ave num porto,
que como qualquer outra
das milhares de aves que tem,
cantei um música um dia
e não sei se cantei bem.
Também não me importo,
pois apenas canta, quem
vivo está e não está morto.
Não guardei mágoas de ninguém.
E mesmo que tenha dito que sim,
Menti.
Menti para esconder a fraqueza
que sempre escondi em mim.
Amei o mais que pude,
tudo o que pude amar.
Amei.
Só não amei mais, por medo.
E o medo me fez calar.
Quando eu morrer,
vou-me embora nas asas de um anjo,
para onde ninguém sabe onde.
Sobre o mar, as estrelas, a Lua,
vou pra onde o Sol se esconde.
E se na volta, uma andorinha
não trouxer então, o verão,
que ela chegue até ti, sozinha,
e lhe aqueça o coração...
...Um dia.
Jack
Skellington
-
Rest
In Peace, Ed...
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Pierre Louÿs
Pierre
Louÿs, nasceu na Bélgica em 1870 e
estudou na Ècole Alsacienne de
Paris. Poeta e romancista de língua
francesa, Pierre escreveu, em 1917, o Manuel
de civilité pour les petites filles à l'usage
des maisons d'éducation, uma obra
da literatura erótica que tinha como
objetivo zoar a goma dos rigorosos e moralistas manuais de educação e boas maneiras utilizados na
Belle Époque. Apesar de
manifestar-se como um contundente ataque desferido contra as regras vigentes do puritanismo burguês,
seu Manual de civilidade destinado às meninas para uso nas escolas
só foi levado a público dois anos após
sua morte, em 1927, sob alcunha
anônima.
Pra quem se interessa pela coisa, eis um
pequeno trecho da obra, com conselhos
extremamente importantes e que devem ser
seguidos também por todas as garotas de
família de hoje:
Não diga: "Minha
boceta".
Diga: "Meu coração".
Não diga: "Estou com vontade de foder".
Diga: "Estou nervosa".
Não diga: "Acabo de gozar como uma louca".
Diga: "Sinto-me um pouco fatigada".
Não diga: "Vou masturbar-me".
Diga: "Vou voltar".
Não diga: "Quando eu tiver pentelho no cu".
Diga: "Quando eu for grande".
Não diga: "Eu prefiro a língua ao pau".
Diga: "Só gosto de prazeres delicados".
Não diga: "Entre as refeições só bebo porra".
Diga: "Sigo uma dieta especial".
Não diga: "Tenho doze consolos em minha gaveta".
Diga: "Nunca me entedio quando estou só".
Não diga: "Os romances honestos me chateiam".
Diga: "Eu gostaria de ter algo interessante para ler".
Não diga: "Quando se lhe mostra uma pica, ela se zanga".
Diga: "É uma original".
Não diga: "É uma menina que se masturba até quase morrer".
Diga: "É uma sentimental".
Não diga: "É a maior puta da terra".
Diga: "É a melhor menina do mundo".
Não diga: "Ela deixa-se enrabar por todos aqueles que a masturbam".
Diga: "Ela flerta um pouco".
Não diga: "Ela é uma lésbica raivosa".
Diga: "Ela não flerta de jeito nenhum".
Não diga: "Eu a vi ser fodida pelos dois buracos".
Diga: "É uma eclética".
Não diga: "Ele dá três sem tirar da
boceta".
Diga: "Ele tem o caráter muito firme".
Não diga: "Ele gozou em minha garganta e eu na dele".
Diga: "Trocamos algumas impressões".
Não diga: "Seu pau é demasiado grosso para minha boca".
Diga: "Sinto-me bem pequena quando converso com ele".
Não diga: "Ele fode muito bem as menininhas, mas não sabe enrabá-las".
Diga: "É um simplório".
Muito bom... Pena que ele teve essa idéia
uns 90 anos antes de mim, porque queria eu
ter escrito uma coisa dessas. Qualquer
hora eu preciso escrever alguma coisa do
tipo.
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Criatividade
Odeio pessoas sem criatividade.
Ô povinho sem imaginação...
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Lindsay Lohan
e Vanessa Minnillo
Minina, minina, minina... Num brinca com
isso que o diabo atenta...
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Clayton
Bailey

The
Murder Victim, Clayton Bailey, 1973: Low
fire ceramic, China paint, Luster
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confiteur Deo omnipotenti
Eu nunca entendi teu amor pela cruz. Mesmo desdobrando meus mais aguçados sentidos, nunca fui capaz de entender todos os significados da tradição que insistiu em tirar você de mim. E foi por isso e bebi teu sangue enquanto sentia o cheiro do lodo na clareira encharcada pelo sereno da noite. Senti o gosto de tua língua inerte, que pendia diante da minha tal e qual uma sanguessuga, envolta por lábios roxos como os hematomas em tua face. Já não sentia mais a mesma raiva, e a certeza de tua presença sem desejo de fuga em meus braços, sossegava-me o coração. Teus olhos leitosos espiavam-me sem piscar enquanto teus fluídos escorriam-me pelos cantos da boca. Meus dentes vermelhos, vermelhos e quase cerrados, vermelhos como nosso amor eternizado naquele instante fugaz, serviam-nos como janelas, levando para meus pulmões o ar úmido e com o cheiro acre de tua sagrada defunção. Depois de muitos dias arrastando-te pela escuridão da densa mata tropical, minhas pernas cansadas defrontaram-nos com a luz. Enquanto os primeiros raios de sol abençoavam teu corpo renhido ao qual eu me abraçava, reuni tudo o que restava de minha coragem e mordi teu coração.
E nesse momento sublime, quando tua carne finalmente me tocou o estômago antes alimentado por teu sangue, senti que nem mesmo o fim dos tempos testemunhariam o fim de nossa união. Ao mesmo tempo em que mastigava teu corpo, cerrei meus olhos para ouvir melhor todas aquelas palavras que você jamais voltaria a dizer e a paz daquela liturgia tomou conta de mim.
Com teu corpo dentro do meu, entendi pela primeira vez em minha vida o verdadeiro significado da comunhão.
Jack
Skellington
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É
cor-de-rosa-choque

Eu nunca imaginei que um elefantinho de
pelúcia sobre um edredom de cetim
púrpura e um carpete pink pudessem ser
assim, tão... tão... fotogênicos.
Conheço caras que matariam por muito
menos.
|
Alice in
Wonderland
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|
'Fury said to a
mouse, That he
met in the
house,
|
"Let us
both go to
law: I will
prosecute
|
YOU. --Come,
I'll take no
denial; We
must have a
|
trial: For
really this
morning I've
nothing
|
to do."
Said the
mouse to the
cur, "Such
|
a trial,
dear Sir,
With
no jury
|
or judge,
would be
wasting
our
|
breath."
"I'll be
judge, I'll
be jury,"
|
Said
cunning
old Fury:
"I'll
|
try the
whole
cause,
and
|
condemn
you
to
death."'
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Texto
de Lewis Carroll, desenho de John Tenniel.
http://www.ebbemunk.dk/alice/alice1.html
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Pintura,
baixo-relevo e fotografias

Ilustração
da decapitação de soldados chineses
violentos - Utagawa Kokunimasa, 1894
Sharf Collection, Museum of Fine Arts, Boston

Mulheres da
Dacia torturam prisioneiros romanos.
Detalhe da Coluna
de Trajano, reproduzido
em plaster-cast
no Museum of Romanian History em Bucharest,
Romênia - Foto: Joe Mabel, 2006

Um ladrão tem
sua mão direita amputada - Foto: Uthman El Kadi, 1953
- Fonte: Al
Mashiriq

Amputação da
segunda mão - Foto: Uthman El Kadi, 1953
- Fonte:
Al
Mashiriq
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Charles
Bukowski

Confissão
esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo e
talvez
sacudi-lo de novo:
“Henry!”
e Henry não vai
responder.
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto,
eu quero que ela
saiba
que dormir
todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:
eu
te amo.
Charles
Bukowski
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Pablo Neruda,
por Jack
Na
época eu chamei essa proposta de Poesia
em Quadrinhos. O
trabalho faz parte de uma idéia que eu
tive há alguns anos atrás, onde eu
adaptava algumas das poesias que eu mais
gostava a imagens que podiam se relacionar
a seus conteúdos. O desafio reside no
fato de que
nem sempre você consegue encontrar uma
fotografia que sirva direitinho como plano
de fundo para determinados trechos de
determinadas poesias.
|
Rose McGowan

Rose
McGowan, uma das estrelas de Grindhouse,
escrito, produzido e dirigido por Tarantino
(Pulp Fiction) e Rodriguez
(Sin City) para homenagear os
filmes de terror dos anos 70, é a prova
de que mulher que nasce gostosa, continua
gostosa mesmo depois da terceira década
de vida. A mulher tem que ter muita moral
pra desfilar com meio vestidinho,
transparente e sem soutien durante uma
Premiere, com diversas lentes prontas pra
captar o menor traço de celulite.
Essa eu comia beijando e ainda pagava uma
pizza.
|
Pérolas da
sabedoria cibernética

Homo hominis lupus*,
já propunha o velho Plauto em sua peça Asinaria.
A citação, mais tarde assumida por
Thomas Hobbes, é companheira de outra de
suas muito sensíveis descrições da
realidade humana: Bellum omnium contra omnes**.
Em le Père Goriot, Balzac nos
apresenta o intrigante Sr. Vautrin, que a
certa altura, diz ao estreante Eugênio
que "como não há cinqüenta bons
lugares, vocês terão de devorar-se uns
aos outros, como aranhas num frasco".
O tempo passou, o mundo girou, a ciência
cresceu e a tecnologia despontou no
horizonte de eventos de nosso grande
buraco-negro antropocentrista como uma
provável solução para os males da
civilização. Mais tarde, apoiado em
conceitos considerados radicais por
muitos, o americano John Zerzan, quase um
Kaczynski melhorado, revelou ao mundo sua
filosofia anarco-primitivista.
Moral da história: Seja você quem
for -- filósofo real, personagem
fictício ou simples mortal -- e esteja
você onde estiver -- nas modernas
sociedades cibernéticas ou na mais
primitiva e luddita delas --, a grande verdade é que, desde
os primeiros séculos da Era Cristã, (ou
provavelmente desde muito antes) tudo
o que terá visto com relação à
humanidade, será um macaco cuidando do
rabo do outro. É cobra comendo cobra.
* O
homem é o lobo do homem.
**
A guerra de todos contra todos.
PS: este post não traz links com nenhuma
referência externa, só de sacanagem.
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Bloodworks, por
Pete Doherty
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BLOOD
PORTRAIT (2007)
pigment print on paper - A2 |
NO.3
ON THE 2'S (2007)
blood on canvas - 36inX48in |
Pra quem não sabe, Pete
Doherty, vocal, guitarra e um dos
fundadores da ex-banda de punk rock
britânica The
Libertines, tirou do armário seu lado
freak artist com a exposição Bloodworks.
Levada a público há alguns meses pela
Galeria Bankrobber,
em Londres, Bloodworks esfregou na
cara do povo diversos quadros pintados por
Pete com o próprio sangue.
Durante a mostra, gravuras assinadas pelo
artista com seu viscoso fluído
avermelhado chegaram a ser vendidas por
2.500 libras.
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Nelson Rodrigues
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"Mas não vou acabar sem referir um outro episódio da Guerra Civil Espanhola. Prenderam uma freira que, por infelicidade, era mocinha. Se tivesse 85 anos, seria apenas fuzilada. Mas, repito, era mocinha. Um miliciano pergunta-lhe: — “Queres casar comigo?”. Não quis. E, então, ele tomou-lhe o rosário e enfiou-lhe no ouvido as contas do rosário. Em seguida, bateu-lhe na orelha com a mão aberta, até rebentar-lhe os tímpanos. Ato contínuo, fez o mesmo na outra orelha. E, por fim, a violou. Transfiram o mesmo fato para o Brasil dos nossos dias. As nossas classes dominantes estão encantadas com a letra de Vandré. Há grã-finas que a cantam, deliciadas, como se cada qual fosse a própria “Passionaria”. É uma pose, claro, mas uma pose pode comprometer ao infinito. Em caso de Guerra Civil, prendem a capa de Manchete. Um sujeito pergunta: — “Queres casar comigo?”. Não. O revolucionário faz o seguinte: — enfia-lhe pedrinhas no ouvido. Depois dá murros na orelha. Os tímpanos explodem. Faz o mesmo na outra orelha. E depois, depois. Paro aqui."
Nelson
Rodrigues, em
A cabra vadia: novas confissões
Sangue como groselha, Pág. 281 |
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Evan Rachel
Wood

Tem dias em que eu topava ser feio que nem
o Manson, só pra poder chegar em casa e
achar uma Evan
Rachel Wood da vida assim, na minha
cama, com scarpin de oncinha e comendo um Good
& Plenty com essa carinha de
ninfeta safada.
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Implicância
Andei olhando esse troço que eu fiz aí
ao lado pra relacionar os posts por
categorias e de repente, comecei a achar
feio. Simplesmente deixei de achar bonito,
sabe. Vou fazer de outra forma, abrindo
numas janelinhas com uns trecos mórbidos
ilustrando.
Pois sim, eu sou o único neurótico que
implica consigo mesmo.
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cacos et phonias
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Amor,
te cedo
a morte
amortecida
a morteirada.
A morte irada,
a morte-cor,
amor tecido
em teu calor.
Calor que ama,
calorama,
ama a calpa,
na cautela
desta tela.
Amor,
te cedo
em trevas,
atrevidas,
outras vidas,
para teres
outras terras
para teres
outras teses,
para tantas
e outras muitas
teorias.
Theo, rias,
se tivermos,
novos turnos,
novas vidas,
novos mundos,
no vácuo,
no vacilo,
no asilo,
na vieira,
na videira
e vide a eira,
sem poeira,
sem sua beira,
pó poluto
e luto em pó,
pois só o luto,
só soluto,
tece a morte,
amortecida
em teu amor.
Jack
Skellington
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The Boy with Nails
in His Eyes
Tim
Burton, cineasta, escritor e desenhista
americano,
traduzido por Jack
Skellington

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The
Boy with the Nails in His Eyes
The
boy with the nails in his eyes
put up his aluminum tree.
It looked pretty strange
because he couldn't really see.
Tim
Burton
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O
Menino com Pregos em Seus Olhos
O
menino com pregos em seus olhos
pôs sua árvore de alumínio a montar.
Isso um pouquinho estranho ficou
pois ele não podia mesmo enxergar.
Tim
Burton
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Tim Burton

Sábado eu ganhei um livrinho intitulado O
triste fim do Menino Ostra e outras histórias,
escrito e ilustrado por ninguém menos do que o
genial Tim
Burton. Ao contrário do que a historiadora Dida
Bessana afirma em sua resenha para o UOL
Educação, não achei a que tradução de
Márcio Suzuki preserva tão bem assim os jogos de palavras, as figuras de linguagem e a métrica do original
(acho que na verdade ela não leu o original),
embora concorde que sob os aspectos da recriação,
o trabalho dele seja de fato criativo.
Por isso eu resolvi fazer uma nova tradução
pra esse livro, pra ver se consigo fazer algo
mais fiel na minha opinião de amador e fã
deslumbrado do Tim Burton. Vou postar, antes do
final desta tarde, minha homenagem a esse
artista, na forma de minha primeira tradução a
uma de suas poesias.
Poucos sujeitos conseguem me sensibilizar da
mesma forma que Tim
Burton. Eu enxergo Tim como uma espécie de
híbrido gótico incubado por caras como Baudelaire
e van
Gogh. Não consigo olhar para um de seus
bonecos e não enxergar, dentro deles, uma alma
com as mesmas cores e traços d'O
Grito de Edvard
Munch. A obra de Tim Burton possui um
encanto inocente, característico de suas
fábulas escritas para crianças que não são
mais crianças. Tim tem o poder de reacender em
cada um de nós os medos e as angústias ocultos
sob a sombra dos anos.
Tim é foda.
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Novembro começa
agora
Bem-vindo ao mês de Novembro. Após
alguns dias fora do ar ajustando os
arquivos desta porcaria e me acabando por
aí, o Blood Pack começa a retomar o seu
ritmo normal. Se você quiser ler algum
post antigo, basta clicar na singela
imagem localizada abaixo deste texto (onde
está escrito voltar) ou procurar
por ele na coluna ao lado, em uma das
categorias disponíveis. Não sei se vai
ficar fácil pra encontrar as coisas por
aqui, mas por enquanto essa foi a melhor
solução que eu fui capaz de desenvolver.
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Blood
Pack é escrito e produzido por
Jack Skellington. Você pode reproduzir os meus textos
onde quiser, mas cite a fonte. Se você gostou do que
leu aqui, escreva um e-mail
comentando, pra gente conversar. Se não gostou, nem perca
tempo tentando me azucrinar, porque eu não vou estar nem
aí pra tua crítica. Se curtiu o blog, indique-o para os
seus inimigos. Se não curtiu, vá tomar no cu e não volte
mais aqui, que você ganha mais. |
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