Sexo, erotismo, pornografia, fetiches. Violência, criminologia, parafilias, patologias.
Psicanálise, antropologia, teologia, literatura, arte, fotografia, filosofia, cultura, comportamento etc. Se você é um conservador, este não é um lugar pra você. 
    Este é um blog sobre o lado vermelho da vida, um blog sobre a minha vida, sobre a minha arte e espero que você goste bastan- te daqui.  Mas se não gostar, também, foda-se.


bloodpack@uol.com.br

 

 




 




 
 

 

30 de Novembro de 2007.
 
A cabeça

A cabeça repousa
livre, solta, alienante.
Sobre o piso de cimento,
sob a faixa isolante,
entre as linhas do tormento
desse vento que soprou
e trouxe a fé,
revolta e medo,
desse corpo que sangrou.

Jack Sk.


 

         12h47min     Posted By Jack Skellington  

Factitìus

  Fetiche

   Datação
   1873 cf. DV

   Acepções
  
n substantivo masculino
   1    objeto a que se atribui poder sobrenatural ou mágico e se presta culto
   2    Rubrica: psicopatologia.
     objeto inanimado ou parte do corpo considerada como possuidora de qualidades mágicas ou eróticas


   Etimologia
   fr. fétiche (1605) 'sortilégio, amuleto'; o voc. fr. é considerado emprt. do port. feitiço (sXV) 'id.', este, do lat.    factitìus,a,um, us. já no sXVI em línguas africanas e, na área ibérica, em concorrência com bruxaria (cp. esp. hechizo); ver faz-

   Gramática
   voc. consid. gal. pelos puristas, que sugeriram em seu lugar: feitiço, manipanso


 

         12h33min     Posted By Jack Skellington  


29 de Novembro de 2007.
 
Ialda Iafa: Ivrit

   Quando você tem um blog com meia dúzia de leitores (contando você mesmo), não pode se dar ao luxo de decepcioná-los. Portanto, atendendo a pedidos (tá bom, o plural é um exagero, foi uma pessoa só que pediu), resolvi postar hoje um poema meu, em hebraico:

Jack Sk.     

 

 

         15h57min     Posted By Jack Skellington  

Cartas
    "Perdemos nosso juízo -- para June. Ambos, você e eu, seguiríamos-na até a morte… nestes momentos. Ela destruiu realidade. Ela destruiu a consciência. (Você diz que vc não tem nenhuma -- digo que eu não tenho nenhuma, mas isso não é tão verdade sobre nós como é sobre June. Por exemplo: Então considere, por que você é sempre tão pensativo sobre Hugh?
     June não é tão perturbada pela verdade. Ela Inventa sua vida e segue em frente -- ela não vê nenhuma diferença entre ficção e realidade. Como amamos isso em June -- leva sua imaginação seriamente.
      Às vezes, você quer seguir June até morte, mas em outros você reage violentamente com uma afirmação vigorosa de sua própria vivência magnífica. Inconscientemente, você tem empurrando-me para dentro da escuridão.
      Eu não necessitei muito assim de um empurrão. Uma pequena palavra sua contra a mente… Você entende? Meu ser está sendo dividido ao meio, está desmoronando.
      Pensei que minha razão de ser fosse minha mente. Pensei que fosse fácil (ao menos para mim) ser exaltado, viver na linha da vida e da morte como June faz, entregar-se até a morte… a coisa mais dura é parar repentinamente, parar porque alguém apela lamentavelmente a sua razão como a um presente maior.
       Eu quis, quando alguém vem pleiteante a mim, entender, lucidamente. O Pouvoir, meio de au de la folie, humaine de redevenir et pitoyable. Mas a cada dia tenho menos força para fazer tanto. Ele é que tem a coragem de machucar… para grandes razões… ele sempre faz o bem. Isso é June.
       Algum dia talvez eu possa compartilhar inteiramente, inteiramente a loucura de June. Questiono minha mente antes que se vá."

Trecho de uma das cartas de Anaïs Nin a Henry Miller

 

         15h34min     Posted By Jack Skellington  

ET  Eu  Tu

in   ET Eu Tu
Arnaldo Antunes e Marcia Xavier
São Paulo: Cosac & Naify, 2003

 

 

         09h24min     Posted By Jack Skellington  

Simples assim

   Um porco não voa simplesmente porque ele não tem asas. Não queira entender o motivo: aceite o fato de que ele apenas não nasceu com asas.    

 

 

         08h20min     Posted By Jack Skellington  


28 de Novembro de 2007.
 
Kati Rudlova

 

   Kati Rudlova nasceu aos 28 dias do mês de agosto de 1974, em Ostrava, na República Tcheca. Obteve o doutorado em Francês e Ciências Sociais aos 24 anos, na University of the Letters, também em Ostrava. Começou sua carreira como modelo em 2000, tendo dado seus primeiros passos como fotógrafa em 2002, quando fez seus primeiros auto-retratos.

           23h38min     Posted By Jack Skellington     

A cópula de Bandeira
A cópula

Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e tungescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinente,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.

Manuel Bandeira

           14h56min     Posted By Jack Skellington     

Milkmag.org

Starve me, whip me, break my bones,
Laugh hearty as you hear our moans.
Cruelty can take no toll
When you have a hardy soul.


Mais AQUI.

           14h39min     Posted By Jack Skellington     

Interjeição

   Eu gostaria de escrever muitas e muitas linhas sobre o que me passa pela cabeça quando eu olho uma coisa dessas, mas eu prefiro, neste momento, expressar-me através de uma breve interjeição:

   Huuummmm...

 

           14h16min     Posted By Jack Skellington     

Catulo
Gozemos a vida, Lésbia...

Gozemos a vida, Lésbia, fazendo amor,
desprezando o falatório dos velhos puritanos.
A luz do sol pode morrer e renascer
mas a nós, quando de vez se nos apaga a breve luz da vida,
resta-nos dormir toda uma noite sem fim.
Beija-me mil vezes, mais cem;
outras mil, outras cem.
Depois, quando tivermos ajuntado muitos milhares,
vamos baralhá-los, perdendo-lhes a conta,
para que nenhum invejoso, incapaz de contar beijos tantos,
possa mau-olhado nos lançar.

Catulo

           14h00min     Posted By Jack Skellington     

O Jack não é mais aquê-lê!

   Segundo uma das minhas leitoras, eu ando um pouco viadinho demais: 

   -- Esse Jack anda muito florzinha, muito delicadinho, só anda postando poesias bonitinhas, Nerudinhas em quadrinhos, borboletinhas góticas, desenhinhos... Até Alice nos País das Maravilhas anda postando. Logo vai estar publicando Chapeuzinho Vermelho também. Muito românticuzinho pro meu gosto... -- disse-me ela. 

    E eu, um pobre e ébrio psicopata, um depressivo gaitista de última categoria e dependente de uma receitinha azul para não produzir novas vítimas, apenas ouço, resignado e ciente de que as mulheres  suplicam por minha devassidão. Não sei o que dizer, pois como um homem tradicional, católico apostólico romano e freqüentador de bordéis de família, nada mais me resta a fazer a não ser lutar com toda a pureza da minha alma, contra toda essa luxúria que vocês, mulheres, tentam me socar sobre o pênis.

   Mas se vocês insistirem demais não vai dar não, viu: vou ter que acabar enfiando a rola.

 

           13h53min     Posted By Jack Skellington     


27 de Novembro de 2007.
 
Ray Caesar


Madre - 23''X28'': Digital Ultrachrome and Acrylic Emulsion on Panel.

"Ray Caesar is a digital Lowbrow Pop Surrealist. He is represented by Tinmanally Gallery in
Philadelphia. His work is best described as 3D digital mystical visitations of Good and Evil."

   Ray Caesar é um Surrealista Pop Lowbrow. Ele é representado pela Tinmanally Gallery, na Philadelphia. Seu trabalho é melhor descrito como visitações místicas tridimensionais do Bem e do Mal.

 

 

         11h33min     Posted By Jack Skellington  

Manifestul Dada

   Domingo passado eu postei um pedaço de um texto do Tristan Tzara, onde ele ensina as técnicas para se elaborar um poema dadaísta. Como o dadaísmo é um dos movimentos artísticos que eu mais curto, eu andei pensando em ler e tentar traduzir algum trecho particularmente interessante a partir do texto original do Manifesto do senhor Antipirina, também conhecido por Manifesto Dadaísta e que começa assim:

   "Dadá é a vida sem pantufas nem paralelos: quem é contra e pela unidade e decididamente contra o futuro; nós sabemos ajuizadamente que os nossos cérebros se tornarão macias almofadas, que nosso antidogmatismo é tão exclusivista como o funcionário e que não somos livres e gritamos liberdade; necessidade severa sem disciplina nem moral e escarramos na humanidade."

    Se você sabe onde conseguir uma versão integral e original desse texto, seja uma pessoinha supermegafofa e dê um toque para este gentil sociopata que vos escreve.

 

         11h17min     Posted By Jack Skellington  

Think about

 

         07h40min     Posted By Jack Skellington  


26 de Novembro de 2007.
 
Simone Racheli

"Le recenti sculture di Simone Racheli sono state realizzate fondendo la cera e
confondendo le forme in specie di golem biomeccanici che stanno tra
il manichino anatomico e l'elettrodomestico, tra l'orrore del cadavere sezionato
e la rassicurante normalità delle cose di casa."
 

"As recentes esculturas de Simone Racheli foram elaboradas fundindo a cera e
confundindo as formas em uma espécie de golem biomecânico que estão entre
o manequim anatômico e o eletrodoméstico, traz o horror do cadáver secionado
e a tranqüilizadora normalidade das coisas de casa."

Pescoçado aqui e aqui também.

           21h55min     Posted By Jack Skellington     

Scarlett Johansson

 

   Olhe bem pras duas fotos acima. Olhou? Agora olha de novo, mas com mais calma: prestenção nos peitos. Prestenção no umbiguinho. Prestenção nas coxas. Prestenção, principalmente, no rosto dessa mulher. Scarlett Johansson é uma espécie de brincadeira desenvolvida por alguém-lá-em-cima, com o objetivo de fazer você ralar o carro no portão ou produzir saliva mais rápido do que é capaz de engolir, simplesmente passando na sua frente com suas 23 primaveras de loirice e graça. 

   Scarlett é uma singela manifestação da boa intenção divina para com nós, pobres homens.

           18h09min     Posted By Jack Skellington     

Pretty baby

   Pretty Baby, rodado em 1978 sob a direção do francês Louis Malle, apresentou à macharada da época a interessantíssima Violet, uma prostituta interpretada pela não menos interessantíssima Brooke Shields. Tudo não passaria de mais um filme de pseudo-putaria, onde ninfetas de 12 anos têm seus selinhos do apocalipse leiloados, se a atriz em questão não tivesse meros 13 aninhos de idade. 

   As imagens da garotinha nua deixaram não apenas o fotógrafo Ernest Bellocq (Keith Carradino), mas muito marmanjo com a barraca armada. Entretando, a grande verdade em toda essa história é que o senhorito Louis Malle conseguiu causar exatamente o que desejava, portanto não se sinta culpado se a idéia de ser seduzido por uma pirralha algumas décadas mais jovem do que você também colocar em xeque os seus ideais mais viris. 

   Mas nunca, nunca mesmo e em momento algum, se esqueça disto.

 

           17h33min     Posted By Jack Skellington     


25 de Novembro de 2007.
 
Tristan Tzara

 

 

 

 

  Pegue um jornal.
  Pegue a tesoura.
  Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
  Recorte o artigo.
  Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
  Agite suavemente.
  Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
  Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
  O poema se parecerá com você.
  E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público."

         13h09min     Posted By Jack Skellington  

Poemas Visuais


Clemente Padín  in  Ovum 10


Joan Brossa: Poema Visual, 1982


Seiichi Niikumi (1925-1977): Kawa

 

         12h48min     Posted By Jack Skellington  


24 de Novembro de 2007.
 
Augusto dos Anjos
SONETO

Ao meu primeiro filho nascido
morto com 7 meses incompletos.
2 fevereiro 1911


Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,

Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
Em tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!

Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!

Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Panteisticamente dissolvido
Na noumenalidade do NÃO SER! 

Augusto dos Anjos

                   16h26min     Posted By Jack Skellington    

 

22 de Novembro de 2007.
 
FICEB

 

         20h04min     Posted By Jack Skellington  

Para M.B.

   Nota: para que este post seja melhor compreendido, aconselho a leitura prévia do conto "Uma História de tanto amor", de Clarice Lispector.

   Querida amiga M.B.,

   Curioso como nesse conto, as galinhas possuem nome, mas as pessoas são apenas "a menina", "o pai", "a tia"... Enquanto a complexidade humana é reduzida por esses supostos anonimatos, a simplicidade das galinhas recebe nomes. Talvez seja porque o que importa, nesse caso, é o objeto amado, que acaba por ocupar uma importância tão grande na vida de cada um de nós, que chega a exigir definição. Quase como um fetiche, a galinha é mais do que um mero símbolo, não é mesmo? Ela é, para a menina, uma espécie de elo entre seu mundo interno e seu mundo externo. A idéia da comunhão, vista através dos olhos da galinha enquanto refeição, me lembrou aquele caso do canibal alemão Armin Meiwes, que degolou, esquartejou e passou meses devorando os pedaços de sua vítima antes de ser denunciado à polícia e preso. Meiwes, quando preso, declarou exatamente a mesma idéia: o ato de devorar o amigo foi a maneira que a imagem da criança estranha que sua infância insistia em guardar em suas lembranças encontrou para mantê-lo para sempre perto de si. Esse é, de fato, o sentido mágico-religioso que existe por trás desse comportamento em praticamente todas as sociedades que o praticam ou praticaram. E As necessidades da menina parecem ser tantas para com a galinha, que chegam a dar um sentido quase canibalesco ao ato.

   Pensando assim fica complicado achar que podemos ser alguém sem sermos, ao mesmo tempo, mais de um. E isso nos leva a enxergar a situação de duas formas: "o outro está em nós" ou "nós estamos no outro". O que parece ser a mesma coisa sob o aspecto da lógica, não é, pois nesse caso, se A é igual a B, B não é igual a A. As implicações psicológicas dessas proposições deveriam mesmo ser entendidas com frieza matemática, quase calculista, mas a gente sabe que na prática as coisas não são bem assim. Essa fórmula tem mais variáveis do que somos capazes de calcular. Nos resta, então, apelar ao recurso da simplificação algébrica e isso seria fácil se todos fossemos homens de números e não de letras, se amássemos mais às equações do que aos versos, se sorríssemos mais pela beleza dos logaritmos do que pela graciosidade das rimas, se o conjunto de nossos interesses e necessidades ironicamente não tendesse ao infinito e fosse igual ao dos números "racionais". 

   Ainda vendo o mundo com os olhos da Clarice, há aquela passagem na história do matemático que enterra o cachorro, onde ela escreve que 

   "(...) Era no ponto de realidade resistente das duas naturezas que esperavas que nos entendêssemos: Minha ferocidade e a tua não deveriam se trocar por doçura: era isso o que pouco a pouco me ensinavas, e era isto também que estava se tornando pesado. Não me pedindo nada, me pedias demais."

   Isso me lembra Nietzsche, em "Assim falava Zaratustra": 

   "Dai-nos um prazo, uma breve união para vermos se somos capazes de uma longa união! Grave coisa é sermos sempre dois!"

    Novamente o fatídico número dois! Outra vez o diabo do Outro. E tudo isso poderia ser conclusivo se pouquíssimas linhas antes de declarar as crises das divergências humanas, o mesmo Nietzsche não escrevesse o seguinte:

   "Eis como quero o homem e a mulher: um apto para a guerra, a outra, apta para dar à luz; mas os dois aptos para dançar com cabeças e pernas. 
   E que todo dia em que se não haja dançado, pelo menos uma vez, seja para nós perdido! E toda verdade que não traga ao menos um sorriso nos pareça verdade falsa."

   Pois é... A frieza quase calculista de nosso amigo matemático encerra uma poderosa verdade, mas parece ser mais difícil de ser atingida do que a comunhão da pequena menina. 

   Fica a dúvida: Qual dos desejos deve ser sublimado? E a resposta não nos vem, ô parto difícil. E eu então me pergunto se é preciso que algum desejo seja sublimado, se não somos capazes de sermos dois sem deixarmos de ser um só. Será que não podemos ser personagens de nós mesmos, se isso nos trouxer a paz sem tirar a do Outro?

    "Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
    Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir.
    Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
    Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.
    Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
    As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam.
    Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
    O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
    A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
    A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre."

   Eu queria ter sido capaz de explicar melhor, mas outra vez, a Dona Clarice pensou na mesma coisa antes de mim e me tirou as palavras.

   Até breve!

   Jack Sk.

 

         11h16min     Posted By Jack Skellington  


21 de Novembro de 2007.
 
Poesia experimental: Kanji I



Kanji I - poesia experimental de Jack Skellington

         17h21min     Posted By Jack Skellington  

Poema Nupcial



Poema Nupcial - Joan Brossa (1919-1998), Barcelona

         16h27min     Posted By Jack Skellington  

Só as mães são felizes
Só as mães são felizes

Você nunca varou
A Duvivier às cinco
Nem levou um susto
Saindo do Val Improviso

Era quase meio-dia
Do lado escuro da vida
Nunca viu Lou Reed
Walkin ' on the wild side
Nem Melodia transvirado
Rezando pelo Estácio
Nunca viu Allen Ginsberg
Pagando um michê na Alaska

Nem Rimbaud pelas tantas
Negociando escravas brancas

Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo
Nem quis ver a face de Deus

Eu já freqüentei grandes festas
Nos endereços mais quentes
Tomei champanhe e cicuta
Ouvindo comentários inteligentes

Mais triste do que de uma puta
No Barbarela às quinze pras sete
Já reparou como os velhos
Vão perdendo a esperança
Com seus bichinhos de estimação e plantas

Eles já viveram tudo
E sabem que a vida é bela

Já reparou na inocência cruel das criancinhas
Com seus comentários desconcertantes
Elas adivinham tudo
E sabem que a vida é bela

Você nunca sonhou
Em ser currada por animais
Nem transou com cadáveres
Nunca traiu o teu melhor amigo
Nem quis comer a sua mãe

Só as mães sãos felizes
Porque nos dão a vida
Só as mães são felizes
Porque podem nos dar a vida

Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo
Nem quis ver a face de Deus
Só as mães são felizes

Cazuza e Frejat

   Música muito foda. Se você não sabe exatamente o que eles quiseram dizer com Dividier, Val Improviso, Lou Reed walkin' on the wild side, Alaska, Barbarela e tals, sugiro dar uma longa navegada pelo Google e descobrir por conta própria. Essa é a melhor maneira de entender porque só as mães são felizes...

         16h12min     Posted By Jack Skellington  


20 de Novembro de 2007.
 
Rimbaud
Foi enfim achada.
Quê? a eternidade.
É o mar ao sol.

Minha alma eterna,
mantém tua promessa
apesar da noite
ou do dia em fogo.

Assim te libertas
de humanas querelas
e impulsos comuns!
Voarás por ti...

Nada de esperanças
nem de recomeço.
Ciência e paciência,
o suplício é certo.

Fim dos amanhãs,
brasas de cetim.
É no teu fervor
que está o dever.

Foi enfim achada!
Quê! A eternidade.
É o mar ao sol.

Arthur Rimbaud, em .
Uma temporada no inferno:
Delírios, II , Alquimia do verbo,

na tradução de Paulo Hecher Filho.

Quando nos faltam palavras, as palavras dos outros sempre nos vêm a calhar.

           13h51min     Posted By Jack Skellington     

The Dark Side of Christian History


A tortura infligida sobre as mulheres acusadas de bruxaria era especialmente cruel.
Imagem obtida em The Dark Side of Christian History, de Helen Ellerbe.

           12h54min     Posted By Jack Skellington     

A arte psicodélica de Naoto Hattori

GATHERING
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MOTHER'S MILK
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High Quality Giclee Print on Fine Art Paper
Sign and Numbered Edition of 125

Conheça o site deste grande artista da Arte Psicoldélica!

           12h48min     Posted By Jack Skellington     


18 de Novembro de 2007.
 
Orthosia gothica (Linnaeus, 1758)

Mais sobre a Orthosia gothica: Svenska fjärilar, Moths and Butterflies of Europe, UK Moths.

         22h57min     Posted By Jack Skellington  

Preto & Branco

   Olha só essa boquinha... Prestenção nos biquinhos... Essa é gata em P&B, tons de cinza, RGB, CMYK e escala Pantone. Típica mulher pra levar pra almoçar na casa dos pais num domingo. Simplesmente linda.

         21h51min     Posted By Jack Skellington  

O expressionismo de Jakob van Hoddis

O visiotário

Lâmpada, não esquente.
Da parede saiu um braço magro de mulher.
Era pálido e tinha veias azuis.
Os dedos estavam carregados de preciosos anéis.
Quando beijei a mão, assustei-me:
Estava viva e quente.
Arranhou-me o rosto.
Peguei uma faca de cozinha e cortei algumas veias.
Um grande gato lambeu graciosamente o sangue do chão.
Entretanto um homem de cabelos arrepiados subiu
Por um cabo da vassoura encostado à parede.

O sonhador

Esbatida de todo toda fria
cor, da noite permanece o verde azul.
Vermelhos raios lanças
ameaçam-no, cruzando-se chocam-se
no rude rebrilhar de couraças? Ou será que
exércitos de Satanás desfilam?
Manchas que nadam nas sombras
amarelas, são olhos arrancados às carnes dos cavalos.
Indefeso, despido, o pálido corpo.
Da terra espreme-se, ralada, uma rosa-
pus.

   Poeta expressionista, Jakob van Hoddis, anagrama de Hans Davidsohn, nasceu em Berlim no dia 16 de Maio de 1887. Em 1893 entrou para o Friedrich-Wilhelm Gymnasium, e mais tarde, para a Friedrich-Wilhelms University. Estudou arquitetura, filologia clássica e filosofia. Foi em 1909, que Jakob, na companhia de Kurt Hiller, Georg Heym e Erwin Loewenson, fundou o Neuen Club e o Neopathetisches Cabaret, considerados parte do primeiro expressionismo alemão. Recuperado dos primeiros sintomas de esquizofrenia, viajou por Paris em 1912. Em 1914 realizou suas últimas leituras no Neuen Club. Em 1915, Jakob perdeu seu irmão, soldado na I Guerra Mundial, ano em que iniciou seus tratamentos de maneira mais constante. Em 1927 sua condição piorou e teve um tio nomeado como seu guardião. Morreu em 1942, em um asilo para alienados.

   Assim que eu estiver a fim, vou postar a minha tradução de Weltende, publicado por Jakob van Hoddis em 1911 e provavelmente o mais conhecido de seus poemas. 

 

         11h55min     Posted By Jack Skellington  


17 de Novembro de 2007.
 
Facas japonesas

    Excelentes para fatiar e separar a carne com cortes precisos, estas facas japonesas, com lâminas de aço-carbono de cerca de 25cm e cabos de chifre de búfalo, jamais devem ser usadas para cortar ossos, para que seus gumes sejam preservados por mais tempo.

    Equipamentos indispensáveis para a cozinha de qualquer esquartejador que se preze.

                   19h32min     Posted By Jack Skellington    

 

16 de Novembro de 2007.
 
Pernas

   São nessas horas em que eu sinto uma certa inveja dos polvos, que podem ter uma fêmea com oito pernas.

         15h40min     Posted By Jack Skellington  

Venha ver o pôr-do-sol
    "Pararam diante de uma capelinha coberta de alto a baixo por uma trepadeira selvagem, que a envolvia num furioso abraço de cipós e folhas. A estreita porta rangeu quando ele a abriu de par em par. A luz invadiu um cubículo de paredes enegrecidas, cheias de estrias de antigas goteiras. No centro do cubículo, um altar meio desmantelado, coberto por uma toalha que adquirira a cor do tempo. Dois vasos de desbotada opalina ladeavam um tosco crucifixo de madeira. Entre os braços da cruz, uma aranha tecera dois triângulos de teias já rompidas, pendendo como farrapos de um manto que alguém colocara sobre os ombro do Cristo. Na parede lateral, à direita da porta, uma portinhola de ferro dando acesso para uma escada de pedra, descendo em caracol para a catacumba.
    Ela entrou na ponta dos pés, evitando roçar mesmo de leve naqueles restos da capelinha.
    -- Que triste é isto, Ricardo. Nunca mais você esteve aqui?
    Ele tocou na face da imagem recoberta de poeira. Sorriu melancólico.
    -- Sei que você gostaria de encontrar tudo limpinho, flores nos vasos, velas, sinais da minha dedicação, certo?
    -- Mas já disse que o que eu mais amo neste cemitério é precisamente esse abandono, esta solidão. As pontes com o outro mundo foram cortadas e aqui a morte se isolou total. Absoluta.
    Ela adiantou-se e espiou através das enferrujadas barras de ferro da portinhola. Na semi-obscuridade do subsolo, os gavetões se estendiam ao longo das quatro paredes que formavam um estreito retângulo cinzento.
    -- E lá embaixo?
    -- Pois lá estão as gavetas. E, nas gavetas, minhas raízes. Pó, meu anjo, pó- murmurou ele. Abriu a portinhola e desceu a escada. Aproximou-se de uma gaveta no centro da parede, segurando firme na alça de bronze, como se fosse puxá-la. – A cômoda de pedra.     Não é grandiosa?
    Detendo-se no topo da escada, ela inclinou-se mais para ver melhor.
    -- Todas estas gavetas estão cheias?
    -- Cheias?...- Sorriu.- Só as que tem o retrato e a inscrição, está vendo? Nesta está o retrato da minha mãe, aqui ficou minha mãe- prosseguiu ele, tocando com as pontas dos dedos num medalhão esmaltado, embutido no centro da gaveta.
    Ela cruzou os braços. Falou baixinho, um ligeiro tremor na voz.
    -- Vamos, Ricardo, vamos.
    -- Você está com medo?
    -- Claro que não, estou é com frio. Suba e vamos embora, estou com frio!
Ele não respondeu. Adiantara-se até um dos gavetões na parede oposta e acendeu um fósforo. Inclinou-se para o medalhão frouxamente iluminado:
    -- A priminha Maria Emília. Lembro-me até do dia em que tirou esse retrato. Foi umas duas semanas antes de morrer... Prendeu os cabelos com uma fita azul e vejo-a se exibir, estou bonita? Estou bonita?...- Falava agora consigo mesmo, doce e gravemente.- Não, não é que fosse bonita, mas os olhos...Venha ver, Raquel, é impressionante como tinha olhos iguais aos seus.
    Ela desceu a escada, encolhendo-se para não esbarrar em nada.
    -- Que frio que faz aqui. E que escuro, não estou enxergando...
    Acendendo outro fósforo, ele ofereceu-o à companheira.
    -- Pegue, dá para ver muito bem...- Afastou-se para o lado.- Repare nos olhos.
    -- Mas estão tão desbotados, mal se vê que é uma moça...- Antes da chama se apagar, aproximou-a da inscrição feita na pedra. Leu em voz alta, lentamente.- Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida...- Deixou cair o palito e ficou um instante imóvel – Mas esta não podia ser sua namorada, morreu há mais de cem anos! Seu menti...
    Um baque metálico decepou-lhe a palavra pelo meio. Olhou em redor. A peça estava deserta. Voltou o olhar para a escada. No topo, Ricardo a observava por detrás da portinhola fechada. Tinha seu sorriso meio inocente, meio malicioso.
    -- Isto nunca foi o jazigo da sua família, seu mentiroso? Brincadeira mais cretina! – exclamou ela, subindo rapidamente a escada. – Não tem graça nenhuma, ouviu?
    Ele esperou que ela chegasse quase a tocar o trinco da portinhola de ferro. Então deu uma volta à chave, arrancou-a da fechadura e saltou para trás.
    -- Ricardo, abre isto imediatamente! Vamos, imediatamente! – ordenou, torcendo o trinco.- Detesto esse tipo de brincadeira, você sabe disso. Seu idiota! É no que dá seguir a cabeça de um idiota desses. Brincadeira mais estúpida!
    -- Uma réstia de sol vai entrar pela frincha da porta, tem uma frincha na porta. Depois, vai se afastando devagarinho, bem devagarinho. Você terá o pôr do sol mais belo do mundo.
    Ela sacudia a portinhola.
    -- Ricardo, chega, já disse! Chega! Abre imediatamente, imediatamente!- Sacudiu a portinhola com mais força ainda, agarrou-se a ela, dependurando-se por entre as grades. Ficou ofegante, os olhos cheios de lágrimas. Ensaiou um sorriso. - Ouça, meu bem, foi engraçadíssimo, mas agora preciso ir mesmo, vamos, abra...
    Ele já não sorria. Estava sério, os olhos diminuídos. Em redor deles, reapareceram as rugazinhas abertas em leque.
    -- Boa noite, Raquel.
    -- Chega, Ricardo! Você vai me pagar!... - gritou ela, estendendo os braços por entre as grades, tentando agarrá-lo.- Cretino! Me dá a chave desta porcaria, vamos!- exigiu, examinando a fechadura nova em folha. Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. Imobilizou-se. Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo. Encarou-o, apertando contra a grade a face sem cor. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. Foi escorregando.
    -- Não, não...
    Voltado ainda para ela, ele chegara até a porta e abriu os braços. Foi puxando as duas folhas escancaradas.
    -- Boa noite, meu anjo.
    Os lábios dela se pregavam um ao outro, como se entre eles houvesse cola. Os olhos rodavam pesadamente numa expressão embrutecida.
    -- Não...
    Guardando a chave no bolso, ele retomou o caminho percorrido. No breve silêncio, o som dos pedregulhos se entrechocando úmidos sob seus sapatos. E, de repente, o grito medonho, inumano:
    -- NÃO!
    Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado. Acendeu um cigarro e foi descendo a ladeira. Crianças ao longe brincavam de roda.
"

Lygia Fagundes Telles, em
Antes do Baile Verde
Venha ver o pôr-do-sol

         14h28min     Posted By Jack Skellington  

Judite e Holofernes


Judite e Holofernes, Caravaggio, 1595 - Galleria Nazionale dell'Arte Antica, Roma


         13h27min     Posted By Jack Skellington  


15 de Novembro de 2007.
 
Um dia...
   Um dia...

...Quando eu morrer
espero que o mundo sorria.
Porque morrer não é, senão, 
nascer de novo outro dia, 
pois para a vida, morrer, ou não,
em nada mais influencia.
É esperar o pardal voltar,
mas não ouvir a ave que pia.

Afinal por que raios se vive?
Se ao final da vida está uma porta,
que mesmo que a gente não bata,
ela se abre dura, e morta?

A morte não é 
escura, torta.
Porque escuridão é o contrário de Sol.
Acho até mesmo que essa
dura porta,
esconde muito mais do que o Sol.

A porta sem expressão,
expressionista, 
impressiona no canto da sala.
Ela se abre, se fecha, e então
esconde a gente e se cala. 

E se até o dia morre
quando o sol vai dormir,
e nasce de novo amanhã,
por que sou eu quem vou sentir
o medo tolo da vida
que teme, em vão, se extinguir?

E se até o Sol vai morrer,
quando não tiver mais nada a queimar,
em seu escuro leito de vácuo
e então parar de brilhar,
porque sou eu que vou temer,
o dia em que não mais vou cantar?

Não me assusta a noite.
Noite
Amiga,
Que bate como o açoite
e me lembra que deste lado,
é que se diz que está a vida. 

Mas não vejo por essa face.
Afinal
Sim, 
Não pode ser, que quem aqui nasce,
morra no momento da luz,
porque nascerá apenas no fim?

Quando eu morrer,
não vou me preocupar, porque
simplesmente, não acredito
que terei realmente com o quê.
Então peço que ninguém se preocupe.
Pois se aborrecer por quê, 
se tal nem a mim incomoda?

Vivo feliz porque vivo vivo 
e viver vivo já me basta.
Porque há quem morra ainda vivo,
e morto, até a morte se arrasta.

Procurei sempre viver calmo,
mas nem sempre consegui.
Mas consegui viver vivo,
E assim, viver bem, eu vivi.

Nunca fui nada que ninguém 
Nunca ter sido, pudesse.
Nem fui nada que ninguém
Nunca ter sido, quisesse. 

Não fui mais do que alguém comum,
tão comum quanto pudesse ter sido.
Alguém que nasceu e respirou e viveu
e sentiu dor e amou e sofreu,
igual a qualquer um.

Fui senão uma ave num porto, 
que como qualquer outra
das milhares de aves que tem,
cantei um música um dia
e não sei se cantei bem.
Também não me importo,
pois apenas canta, quem
vivo está e não está morto.

Não guardei mágoas de ninguém.
E mesmo que tenha dito que sim,
Menti.
Menti para esconder a fraqueza
que sempre escondi em mim.

Amei o mais que pude,
tudo o que pude amar.
Amei.
Só não amei mais, por medo.
E o medo me fez calar.

Quando eu morrer, 
vou-me embora nas asas de um anjo,
para onde ninguém sabe onde.
Sobre o mar, as estrelas, a Lua,
vou pra onde o Sol se esconde.
E se na volta, uma andorinha
não trouxer então, o verão,
que ela chegue até ti, sozinha,
e lhe aqueça o coração...
                                         ...Um dia.

Jack Skellington

 - Rest In Peace, Ed...

                   20h23min     Posted By Jack Skellington    

 

14 de Novembro de 2007.
 
Pierre Louÿs

   Pierre Louÿs, nasceu na Bélgica em 1870 e estudou na Ècole Alsacienne de Paris. Poeta e romancista de língua francesa, Pierre escreveu, em 1917, o Manuel de civilité pour les petites filles à l'usage des maisons d'éducation, uma obra da literatura erótica que tinha como objetivo zoar a goma dos rigorosos e moralistas manuais de educação e boas maneiras utilizados na Belle Époque. Apesar de manifestar-se como um contundente ataque desferido contra as regras vigentes do puritanismo burguês, seu Manual de civilidade destinado às meninas para uso nas escolas só foi levado a público dois anos após sua morte, em 1927, sob alcunha anônima. 

    Pra quem se interessa pela coisa, eis um pequeno trecho da obra, com conselhos extremamente importantes e que devem ser seguidos também por todas as garotas de família de hoje:

      Não diga: "Minha boceta".
      Diga: "Meu coração".

      Não diga: "Estou com vontade de foder".
      Diga: "Estou nervosa".

      Não diga: "Acabo de gozar como uma louca".
      Diga: "Sinto-me um pouco fatigada".

      Não diga: "Vou masturbar-me".
      Diga: "Vou voltar".

      Não diga: "Quando eu tiver pentelho no cu".
      Diga: "Quando eu for grande".

      Não diga: "Eu prefiro a língua ao pau".
      Diga: "Só gosto de prazeres delicados".

      Não diga: "Entre as refeições só bebo porra".
      Diga: "Sigo uma dieta especial".

      Não diga: "Tenho doze consolos em minha gaveta".
      Diga: "Nunca me entedio quando estou só".

      Não diga: "Os romances honestos me chateiam".
      Diga: "Eu gostaria de ter algo interessante para ler".

      Não diga: "Quando se lhe mostra uma pica, ela se zanga".
      Diga: "É uma original".

      Não diga: "É uma menina que se masturba até quase morrer".
      Diga: "É uma sentimental".

      Não diga: "É a maior puta da terra".
      Diga: "É a melhor menina do mundo".

      Não diga: "Ela deixa-se enrabar por todos aqueles que a masturbam".
      Diga: "Ela flerta um pouco".

      Não diga: "Ela é uma lésbica raivosa".
      Diga: "Ela não flerta de jeito nenhum".

      Não diga: "Eu a vi ser fodida pelos dois buracos".
      Diga: "É uma eclética".

      Não diga: "Ele dá três sem tirar da boceta".
      Diga: "Ele tem o caráter muito firme".

      Não diga: "Ele gozou em minha garganta e eu na dele".
      Diga: "Trocamos algumas impressões".

      Não diga: "Seu pau é demasiado grosso para minha boca".
      Diga: "Sinto-me bem pequena quando converso com ele".

      Não diga: "Ele fode muito bem as menininhas, mas não sabe enrabá-las".
      Diga: "É um simplório".

    Muito bom... Pena que ele teve essa idéia uns 90 anos antes de mim, porque queria eu ter escrito uma coisa dessas. Qualquer hora eu preciso escrever alguma coisa do tipo.

 

           22h28min     Posted By Jack Skellington     

Criatividade   

  Suspeito de canibalismo se nega a falar em corte
  Escritor nega ter comido namorada
 
Mexicano é suspeito de cozinhar mulher
  Sem-teto é suspeito de canibalismo
  Canibal alemão pega prisão perpétua
  Canibal de 16 crianças comove Índia
  Autópsia confirma canibalismo em prisão
  Detento diz ter comido coração de colega de cela 

   Odeio pessoas sem criatividade. Ô povinho sem imaginação... 

           21h11min     Posted By Jack Skellington     

Lindsay Lohan e Vanessa Minnillo

 

   Minina, minina, minina... Num brinca com isso que o diabo atenta...

           15h32min     Posted By Jack Skellington     

Clayton Bailey


The Murder Victim, Clayton Bailey, 1973: Low fire ceramic, China paint, Luster

           15h19min     Posted By Jack Skellington     

confiteur Deo omnipotenti

   Eu nunca entendi teu amor pela cruz. Mesmo desdobrando meus mais aguçados sentidos, nunca fui capaz de entender todos os significados da tradição que insistiu em tirar você de mim. E foi por isso e bebi teu sangue enquanto sentia o cheiro do lodo na clareira encharcada pelo sereno da noite. Senti o gosto de tua língua inerte, que pendia diante da minha tal e qual uma sanguessuga, envolta por lábios roxos como os hematomas em tua face. Já não sentia mais a mesma raiva, e a certeza de tua presença sem desejo de fuga em meus braços, sossegava-me o coração. Teus olhos leitosos espiavam-me sem piscar enquanto teus fluídos escorriam-me pelos cantos da boca. Meus dentes vermelhos, vermelhos e quase cerrados, vermelhos como nosso amor eternizado naquele instante fugaz, serviam-nos como janelas, levando para meus pulmões o ar úmido e com o cheiro acre de tua sagrada defunção. Depois de muitos dias arrastando-te pela escuridão da densa mata tropical, minhas pernas cansadas defrontaram-nos com a luz. Enquanto os primeiros raios de sol abençoavam teu corpo renhido ao qual eu me abraçava, reuni tudo o que restava de minha coragem e mordi teu coração.

   E nesse momento sublime, quando tua carne finalmente me tocou o estômago antes alimentado por teu sangue, senti que nem mesmo o fim dos tempos testemunhariam o fim de nossa união. Ao mesmo tempo em que mastigava teu corpo, cerrei meus olhos para ouvir melhor todas aquelas palavras que você jamais voltaria a dizer e a paz daquela liturgia tomou conta de mim.


   Com teu corpo dentro do meu, entendi pela primeira vez em minha vida o verdadeiro significado da comunhão.

Jack Skellington

           14h55min     Posted By Jack Skellington     


13 de Novembro de 2007.
 
É cor-de-rosa-choque

   Eu nunca imaginei que um elefantinho de pelúcia sobre um edredom de cetim púrpura e um carpete pink pudessem ser assim, tão... tão... fotogênicos

   Conheço caras que matariam por muito menos.

         19h04min     Posted By Jack Skellington  

Alice in Wonderland


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


    'Fury said to a
   mouse, That he
  met in the
 house,
"Let us
 both go to
  law: I will
   prosecute
    YOU. --Come,
      I'll take no
      denial; We
     must have a
    trial: For
  really this
 morning I've
nothing
 to do."
  Said the
   mouse to the
    cur, "Such
      a trial,
       dear Sir,
          With
        no jury
      or judge,
     would be
    wasting
    our
    breath."
    "I'll be
      judge, I'll
       be jury,"
        Said
        cunning
         old Fury:
         "I'll
              try the
               whole
              cause,
              and
            condemn
           you
          to
         death."'

 

 

 

 

 

   Texto de Lewis Carroll, desenho de John Tenniel.
   http://www.ebbemunk.dk/alice/alice1.html

         09h35min     Posted By Jack Skellington  


12 de Novembro de 2007.
 
Pintura, baixo-relevo e fotografias


Ilustração da decapitação de soldados chineses violentos -  Utagawa Kokunimasa, 1894
Sharf Collection, Museum of Fine Arts, Boston


Mulheres da Dacia torturam prisioneiros romanos. Detalhe da Coluna de Trajano, reproduzido
em plaster-cast no Museum of Romanian History em Bucharest, Romênia - Foto: Joe Mabel, 2006


Um ladrão tem sua mão direita amputada - Foto: Uthman El Kadi, 1953 - Fonte: Al Mashiriq


Amputação da segunda mão - Foto: Uthman El Kadi, 1953 - Fonte: Al Mashiriq

         18h33min     Posted By Jack Skellington  


11 de Novembro de 2007.
 
Charles Bukowski

 

      Confissão

     
esperando pela morte
     
como um gato
  
    que vai pular
  
    na cama

  
    sinto muita pena de
  
    minha mulher

  
    ela vai ver este
  
    corpo
  
    rijo e
  
    branco
  
           
  
    vai sacudi-lo e
   
   talvez
  
    sacudi-lo de novo:

      
“Henry!”

       e Henry não vai
       responder.

       não é minha morte que me
       preocupa, é minha mulher
       deixada sozinha com este monte
       de coisa
       nenhuma.

       no entanto,
       eu quero que ela
       saiba
       que dormir
       todas as noites
       a seu lado

       e mesmo as
       discussões mais banais
       eram coisas
       realmente esplêndidas

       e as palavras
       difíceis
       que sempre tive medo de
       dizer
       podem agora
       ser ditas:

       eu
       te amo.

       Charles Bukowski

                   21h39min     Posted By Jack Skellington    

 

10 de Novembro de 2007.
 
Pablo Neruda, por Jack

   Na época eu chamei essa proposta de Poesia em Quadrinhos. O trabalho faz parte de uma idéia que eu tive há alguns anos atrás, onde eu adaptava algumas das poesias que eu mais gostava a imagens que podiam se relacionar a seus conteúdos. O desafio reside no fato de que nem sempre você consegue encontrar uma fotografia que sirva direitinho como plano de fundo para determinados trechos de determinadas poesias. 


         22h18min     Posted By Jack Skellington  

Rose McGowan

 

   Rose McGowan, uma das estrelas de Grindhouse, escrito, produzido e dirigido por Tarantino (Pulp Fiction) e Rodriguez (Sin City) para homenagear os filmes de terror dos anos 70, é a prova de que mulher que nasce gostosa, continua gostosa mesmo depois da terceira década de vida. A mulher tem que ter muita moral pra desfilar com meio vestidinho, transparente e sem soutien durante uma Premiere, com diversas lentes prontas pra captar o menor traço de celulite.

   Essa eu comia beijando e ainda pagava uma pizza.

         15h24min     Posted By Jack Skellington  

Pérolas da sabedoria cibernética

   Homo hominis lupus*, já propunha o velho Plauto em sua peça Asinaria. A citação, mais tarde assumida por Thomas Hobbes, é companheira de outra de suas muito sensíveis descrições da realidade humana: Bellum omnium contra omnes**. Em le Père Goriot, Balzac nos apresenta o intrigante Sr. Vautrin, que a certa altura, diz ao estreante Eugênio que "como não há cinqüenta bons lugares, vocês terão de devorar-se uns aos outros, como aranhas num frasco". O tempo passou, o mundo girou, a ciência cresceu e a tecnologia despontou no horizonte de eventos de nosso grande buraco-negro antropocentrista como uma provável solução para os males da civilização. Mais tarde, apoiado em conceitos considerados radicais por muitos, o americano John Zerzan, quase um Kaczynski melhorado, revelou ao mundo sua filosofia anarco-primitivista. 

   Moral da história: Seja você quem for -- filósofo real, personagem fictício ou simples mortal -- e esteja você onde estiver -- nas modernas sociedades cibernéticas ou na mais primitiva e luddita delas --, a grande verdade é que, desde os primeiros séculos da Era Cristã, (ou provavelmente desde muito antes) tudo o que terá visto com relação à humanidade, será um macaco cuidando do rabo do outro. É cobra comendo cobra.

   * O homem é o lobo do homem.
  
** A guerra de todos contra todos.

    PS: este post não traz links com nenhuma referência externa, só de sacanagem.

         01h38min     Posted By Jack Skellington  


09 de Novembro de 2007.
 
Um pouco de história

Antonio - Escravo
Aos oito dias do mes de janeiro de 1863 foy sepultado no cemiterio monicipal no Quadro Geral sepultura n 29 o cadavel de Antonio fallecido hontem nesta Freguesia no Hospital de Caridade de Arehia com 60 anos de idade, criollo, filho de M. e sua mulher Antonia, Escravo da Snra. D. Maria Joanna Gavião, pode ser sepultado no Semetrio Publico. S. Paulo 8 de Janeiro de 1863. O Cura Marcelino F. Bueno. Nada mais constava a ditta guia, o Administrador Faria.


Marquesa de Santos

Aos 4 dias de nobro de 1867 foi sepultada no cemiterio monicipal na sepultura feita na rua larga do meio que sai da capella pa. o lado da cidade decendo o lado direito e sepultura n 3 nella esta sepultado o cadaver da Exma. Sra. Marquesa de Santos que morreu conforme o atestado seguinte: atesto que a exma sra. Marquesa de Santos morreu ontem as [...] horas e meia da tarde de uma entereocolite. S. Paulo 4 de 9bro de 1867 G. Elis. Sepultou no cemiterio publico S. Paulo 4 9bro de 1867 o cuadejutor Pe. Joaquim Theodoro Arrego Tavares. Nada mais constava a ditta guia, o Administrador Faria. 

(Registros referentes aos livros do Cemitério da Consolação)

  Arquivo Histórico Municipal
  Os tesouros dos cemitérios de São Paulo
  Fotos do Cemitério da Consolação


                   20h50min     Posted By Jack Skellington    

 

08 de Novembro de 2007.
 
Bloodworks, por Pete Doherty

BLOOD PORTRAIT (2007)
pigment print on paper - A2

NO.3 ON THE 2'S (2007)
blood on canvas - 36inX48in

   Pra quem não sabe, Pete Doherty, vocal, guitarra e um dos fundadores da ex-banda de punk rock britânica The Libertines, tirou do armário seu lado freak artist com a exposição Bloodworks. Levada a público há alguns meses pela Galeria Bankrobber, em Londres, Bloodworks esfregou na cara do povo diversos quadros pintados por Pete com o próprio sangue. 

   Durante a mostra, gravuras assinadas pelo artista com seu viscoso fluído avermelhado chegaram a ser vendidas por 2.500 libras.

           13h39min     Posted By Jack Skellington     

Nelson Rodrigues
      "Mas não vou acabar sem referir um outro episódio da Guerra Civil Espanhola. Prenderam uma freira que, por infelicidade, era mocinha. Se tivesse 85 anos, seria apenas fuzilada. Mas, repito, era mocinha. Um miliciano pergunta-lhe: — “Queres casar comigo?”. Não quis. E, então, ele tomou-lhe o rosário e enfiou-lhe no ouvido as contas do rosário. Em seguida, bateu-lhe na orelha com a mão aberta, até rebentar-lhe os tímpanos. Ato contínuo, fez o mesmo na outra orelha. E, por fim, a violou. Transfiram o mesmo fato para o Brasil dos nossos dias. As nossas classes dominantes estão encantadas com a letra de Vandré. Há grã-finas que a cantam, deliciadas, como se cada qual fosse a própria “Passionaria”. É uma pose, claro, mas uma pose pode comprometer ao infinito. Em caso de Guerra Civil, prendem a capa de Manchete. Um sujeito pergunta: — “Queres casar comigo?”. Não. O revolucionário faz o seguinte: — enfia-lhe pedrinhas no ouvido. Depois dá murros na orelha. Os tímpanos explodem. Faz o mesmo na outra orelha. E depois, depois. Paro aqui."

Nelson Rodrigues, em
A cabra vadia: novas confissões
Sangue como groselha, Pág. 281

           11h49min     Posted By Jack Skellington     

Evan Rachel Wood

   Tem dias em que eu topava ser feio que nem o Manson, só pra poder chegar em casa e achar uma Evan Rachel Wood da vida assim, na minha cama, com scarpin de oncinha e comendo um Good & Plenty com essa carinha de ninfeta safada. 

           10h44min     Posted By Jack Skellington     

Implicância

   Andei olhando esse troço que eu fiz aí ao lado pra relacionar os posts por categorias e de repente, comecei a achar feio. Simplesmente deixei de achar bonito, sabe. Vou fazer de outra forma, abrindo numas janelinhas com uns trecos mórbidos ilustrando. 

   Pois sim, eu sou o único neurótico que implica consigo mesmo.

           10h32min     Posted By Jack Skellington     


06 de Novembro de 2007.
 
cacos et phonias
            

Amor,
te cedo
a morte
amortecida
a morteirada.

A morte irada,
a morte-cor,
amor tecido
em teu calor.

Calor que ama,
calorama,
ama a calpa,
na cautela
desta tela.

Amor,
te cedo
em trevas,
atrevidas,
outras vidas,
para teres
outras terras
para teres
outras teses,
para tantas
e outras muitas
teorias.

Theo, rias,
se tivermos,
novos turnos,
novas vidas,
novos mundos,
no vácuo,
no vacilo,
no asilo,
na vieira,
na videira
e vide a eira,
sem poeira,
sem sua beira,
pó poluto
e luto em pó,
pois só o luto,
só soluto,
tece a morte,
amortecida
em teu amor.

 Jack Skellington



         20h10min      Posted By Jack Skellington  


05 de Novembro de 2007.
 
The Boy with Nails in His Eyes
            
Tim Burton, cineasta, escritor e desenhista americano, traduzido por Jack Skellington

 The Boy with the Nails in His Eyes

The boy with the nails in his eyes
put up his aluminum tree.
It looked pretty strange
because he couldn't really see.

Tim Burton
 
 

O Menino com Pregos em Seus Olhos

O menino com pregos em seus olhos
pôs sua árvore de alumínio a montar.
Isso um pouquinho estranho ficou
pois ele não podia mesmo enxergar.

Tim Burton
  

         16h12min      Posted By Jack Skellington  

Tim Burton

  Sábado eu ganhei um livrinho intitulado O triste fim do Menino Ostra e outras histórias, escrito e ilustrado por ninguém menos do que o genial Tim Burton. Ao contrário do que a historiadora Dida Bessana afirma em sua resenha para o UOL Educação, não achei a que tradução de Márcio Suzuki preserva tão bem assim os jogos de palavras, as figuras de linguagem e a métrica do original (acho que na verdade ela não leu o original), embora concorde que sob os aspectos da recriação, o trabalho dele seja de fato criativo.

  Por isso eu resolvi fazer uma nova tradução pra esse livro, pra ver se consigo fazer algo mais fiel na minha opinião de amador e fã deslumbrado do Tim Burton. Vou postar, antes do final desta tarde, minha homenagem a esse artista, na forma de minha primeira tradução a uma de suas poesias.

  Poucos sujeitos conseguem me sensibilizar da mesma forma que Tim Burton. Eu enxergo Tim como uma espécie de híbrido gótico incubado por caras como Baudelaire e van Gogh. Não consigo olhar para um de seus bonecos e não enxergar, dentro deles, uma alma com as mesmas cores e traços d'O Grito de Edvard Munch. A obra de Tim Burton possui um encanto inocente, característico de suas fábulas escritas para crianças que não são mais crianças. Tim tem o poder de reacender em cada um de nós os medos e as angústias ocultos sob a sombra dos anos.

  Tim é foda. 

         13h23min     Posted By Jack Skellington  

Novembro começa agora

   Bem-vindo ao mês de Novembro. Após alguns dias fora do ar ajustando os arquivos desta porcaria e me acabando por aí, o Blood Pack começa a retomar o seu ritmo normal. Se você quiser ler algum post antigo, basta clicar na singela imagem localizada abaixo deste texto (onde está escrito voltar) ou procurar por ele na coluna ao lado, em uma das categorias disponíveis. Não sei se vai ficar fácil pra encontrar as coisas por aqui, mas por enquanto essa foi a melhor solução que eu fui capaz de desenvolver.

         11h41min     Posted By Jack Skellington  

 

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