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Querido Deus,
Neste próximo ano, prometo não ficar fazendo putarias durante toda a madrugada e depois ir trabalhar com cara de refugiado de guerra. Prometo não fazer sexo com mulheres casadas, comprometidas e nem com mulheres 20 anos mais jovens do que eu. Prometo não ter mais de 4 parceiras sexuais no período de uma semana. Prometo que não vou mais xavecar mulheres pra convencê-las a transar comigo de forma pervertida.
Prometo não falsificar receita médica controlada e nem identidades. Prometo que vou renovar a minha carteira de motorista e parar de usar a do meu amigo. Prometo que não vou estacionar na zona azul com cartão adulterado e nem grudar fita isolante na placa do carro pra andar no rodízio. Prometo não xingar mais as pessoas no trânsito e prometo não ultrapassar os limites de velocidade e respeitar as mãos das ruas.
Neste próximo ano, prometo não misturar álcool na caipirinha. Prometo não encher a cara e fumar menos cigarro e charuto. Prometo, aliás, não fumar nada e nem beber mais. Prometo não apostar mais dinheiro no pôquer e
nos cavalos. Prometo não apostar na sinuca também. Prometo não passar mais a noite jogando e, principalmente, prometo não brigar
ou machucar mais os outros por causa de jogo.
Prometo fazer mais ginástica e acordar mais cedo e em melhores condições. Prometo não comer mais do que o médico aconselha e prometo fazer exame de colesterol regularmente. Prometo não ler o caderno policial antes dos outros e prometo não ficar indo atrás de notícias macabras na Internet. Prometo observar uma obra de arte e não procurar desgraça nela. Prometo não escrever poesias mórbidas atrás das portas dos banheiros. Prometo levar a sério todo mundo que tem problemas e conta comigo pra ajudar a resolvê-los de forma profissional. Prometo levar o meu trabalho a sério e,
principalmente, a minha vida também.
Amém.
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Theodoru Badiu

Theodoru Badiu é um criativo
designer de mídia. Vivendo na Áustria,
mais precisamente em Viena, Theodoru
demonstra um incrível talento para o
surreal em suas imagens digitais e
ilustrações, como na arte em 3D acima,
denominada Vampire. Você pode
conhecer um pouco mais sobre o trabalho
dele acessando os sites www.apocryph.net
e www.theodoru.com.
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Ivan
Junqueira
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Esse punhado de ossos
Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas de todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ai, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos choram.
Ivan Junqueira
A Moacyr Felix
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Oskar
Kanehl
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Oskar
Kanehl, Pôr-do-sol, V.6
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Christina Ricci
Christina Ricci -- a
Wandinha da Família
Addams -- debutou em 2006 no Sundance Film
Festival, no filme Black Snake Moan,
mas um pouco diferente. No papel da
loirinha promíscua acolhida pela
personagem de Samuel L. Jackson, que
deseja colocá-la nos eixos através de
uma Christian cure,
Christina Ricci
desfila de shortinho jeans, blusinha
sem-vergonha e botas, ou calcinhas e
sumários vestidinhos, não raramente
presa a uma corrente.
Christina Ricci
merece um beijo na boca por ter encarnado
a personagem tão perfeitamente e ficado
do jeitinho que eu gosto.
Em um filme repleto de blues e jogos
morais típicos das sociedades americanas
mais conservadores, Black Snake Moan
vale a pena ser visto. Nem que seja apenas
pela Chris, que, cá entre nós, é tudo o
que um pervertido como eu gostaria de
encontrar num bar depois das 4 da manhã,
pra pegar de jeito e terminar de se
degenar.
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O Martírio de Santa Agatha

Martirio
di Sant'Agata,
Sebastiano del Piombo, 1520
Óleo sobre madeira, 131 x 175 cm, Palazzo
Pitti, Firenze
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André Kapel Furman
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| Restos
1 |
Restos
3 |
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Mock-ups
produzidos para o filme Encarnação
do Demônio |
André
Kapel Furman, artista plástico e
especialista em efeitos especiais gore,
é formado em cinema pela FAAP, mas
desenvolveu seu talento de forma
autodidata. Estreou suas habilidades em
criar cenas de violência no curta-metragem
Winner from Hell, elaborando
maquiagens que simulavam tiros e
sangue.
Furman procura utilizar materiais alimentícios para que
os atores não sofram com reações
alérgicas. Ele é capaz de criar sangue
cinematográfico a partir de uma mistura
de glucose, corante alimentício, acidulante e
espessante, regulando as proporções para
obter diferentes efeitos. Os mock-ups (réplicas de partes humanas) são
feitos de silicone e látex.
Trabalhou como armeiro e maquiador nos
filme Bellini e a Esfinge (dirigido
por Roberto Santucci), Sonhos Tropicais
(dirigido por André Strum), Amarelo Manga
(dirigido por Cláudio Assis), O Cheiro do Ralo
(dirigido por Heitor Dhalia), Journey to the End of the Night
(direção de Erick Leason, com a participação do ator Brendan
Fraser), Via Láctea (dirigido por Lina Chamie),
Onde Andará Dulce Veiga (dirigido
por Guilherme de Almeida Prado), Olho de Boi
(dirigido por Hermano Pena) e o ainda
inacabado Gainsville Ripper, de John
Towsend.
Também atuou em aproximadamente 30 curta-metragens, incluindo 4 de sua autoria:
6 tiros 60 ml,
Don’t Smoke, Noturno das Almas e
Haikai-o-Hotel
e nas séries de TV Turma do Gueto (Record),
na novela Metamorfoses (Record), Haru e Natsu (NHK - canal japonês) e
no seriado Carandiru (TV Globo).
Clique
aqui para ler a reportagem completa
Site
oficial de André Kapel Furman
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Herberto Hélder
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Oração mágica finlandesa para estancar o sangue das feridas
Pára, sangue, de correr,
De ressaltar aos borbotões,
De me inundar como torrente,
De me brotar sobre o flanco.
Como contra uma parede,
Imóvel como uma sebe,
Lírio marinho direito
Como espadana na espuma,
Como pedra no talude
E o recife na corrente.
Sangue, sangue, se o desejo
Te faz correr com tal força
Circula dentro da carne
Abraça-te aos ossos vivos.
Belo, belo que é correr
Na obscura pele compacta,
Sussurrando nas artérias,
Murmurando contra os ossos.
Pára, sangue, de correr
Sobre a fria terra morta.
Não corras, leite, no chão,
Sangue inocente no vale,
Beleza humana entre a erva,
Oiro de heróis na colina.
Desce fundo ao coração,
Bate surdo nos pulmões
Desce, desce fundamente
Aos órgãos vivos do corpo.
Não és ria que se escoe,
Nem calmo largo parado,
Nem fonte que brote assim,
Nem barca velha com rombos.
Herberto Hélder
in Poesia toda, 1990
Um
pouco mais sobre o maior poeta
português desde Fernando Pessoa
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As Mulheres
Vermelhas de Niemeyer
Eis um singelo croqui, expondo sutilmente
a visão de mundo tipicamente brasileira
do grande Membro Honorário da Academia
Americana de Artes e Ciências, o
Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório
Magno, do Vaticano: nosso centenário Oscar
Niemeyer.

Mulheres Vermelhas
- croqui - Oscar Niemeyer
50,5 cm x 70,5 cm, Acervo Fundação
Oscar Niemeyer
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Jack, no Punch

The
Nemesis of Neglect (Punch, Sept 29th,
1888)
Uma
caricatura de Jack, o Estripador,
publicada na revista Punch de
setembro de 1888.
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Botero

“Mulher Chorando” (2003) - Botero,
na exposição ”A Dor da Colômbia Pelos Olhos de Botero”,
no Museu Nacional das Artes, em Buenos Aires.
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Marc
Quinn
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Something for
the Holidays
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Papai Noel Velho Batuta
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Papai Noel Velho Batuta
Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres
Pobres
Mas nós vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo
Por quê?
Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal
Por quê?
Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
Garotos Podres
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Brilha,
brilha, estrelinha...
Thelonious Monk, Wayne Shorter, Tony Williams, Miles Davis, Pixinguinha, Billy Cobham, John Coltrane, Ella Fitzgerald, Hélio Delmiro, Victor Assis Brasil, Abdullah Ibrahim, Sarah Vaughan, Gene Krupa, Hermeto Pascoal, Wes Montgomery, Pet Metheny,
Zimbo Trio, Dave Brubeck e Bud Powell.
Ótimos companheiros pras madrugadas.
Após uma longa noite ouvindo música,
fumando, esvaziando uma garrafa de
conhaque e meia de rum na sala escura mal
iluminada pelo monitor, dinamitando as
lembranças na minha poltrona de 1925 e
fazendo cafuné no gato, só me resta
tomar uma paroxetina, duas aspirinas e
dormir. Quando eu acordar eu descubro quem
tentou falar comigo a noite inteira pelo
telefone mas que eu não atendi. Espero
que não tenha sido coisa importante,
porque se era, f-o-d-e-u.
Boa noite (ou bom dia, como preferir).
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Silk Stockings
A man feels the quality of a line of sheer
stockings
General Photographic Agency
Hulton Archive
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Gaynor
Evelyn Sweeney
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The Temple Series
(Live performance),
340 Old Street Gallery,
London, England, 2005 |
The Temple Series,
Live performance as part of the Transvoyeur Exhibition 2004, Liverpool Biennial 2004. |
Conheça
melhor o trabalho de Gaynor Evelyn Sweeney
clicando
aqui!
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Pain
um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante
carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisa que os valha
ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra
Paulo Leminski |
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Alexandre O´Neill
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Sei
os teus seios
Sei os teus seios.
Sei-os de cor.
Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.
Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.
Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!
Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!
Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?
Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?
Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!
Quantos seios ficaram por amar?
Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!
Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!
Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...
Seios fortes como os da Liberdade
-- Delacroix-guiando o Povo.
Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...
Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!
Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...
O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!
Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.
Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!
Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!
"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos
"Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.
Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...
Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...
Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...
Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!
Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.
Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser
Alexandre
O'Neill
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Português descendente de irlandeses,
Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill
de Bulhões (1924-1986), ou simplesmente Alexandre
O' Neill, foi um foi um
importante poeta do movimento surrealista
em Portugal. O'Neill foi o fundador do
Movimento Surrealista de Lisboa.
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texto

Jack
Sk.
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Natacha
Merritt
"Merritt, born 1977, works with a digital camera, the Polaroid of the 90s, breaking down the most intimate details into universally accessible bits of information. Eric Kroll came across Natacha Merritt by chance in the internet, where she had put several of her photographs. This was something that left the tradition of classical pin-up and fetish photography, in which Kroll himself works, far behind it."
Natacha
Merritt e seus Digital
Diaries: se você curte arte
digital, fotografias eróticas e se
interessa pela cena underground, vale a
pena conhecer.
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seu almeida
Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, zelava pela moral e pelos
bons costumes. Seu Almeida não aceitava
homossexuais, Seu Almeida não aceitava prostitutas. Filho dele não usava brinco e filha dele, não vestia mini-saia. Seu Almeida ia à missa todos os domingos.
Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, enxergava o sexo com restrições: mulher dele não fazia sexo oral e nem trepava sem roupa. Mulher dele, aliás, só trepava se fosse pra ter filho e mesmo assim, não
Trepava, com letra maiúscula.
Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém e que enxergava o sexo com restrições, tendo as madrugadas como cúmplice, transava com travestis e não penetrava, porque penetrar outro corpo era traição. Seu Almeida exergava o sexo com restrições.
Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, acreditava sinceramente que se fosse currado por alguém que considerava menos homem, seria considerado menos viado.
Ou quem sabe, mais Homem.
Jack
Sk.
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David
Levinthal
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David Levinthal,
Toy model of woman's legs
wearing nylon stockings |
David Levinthal,
Toy model of woman wearing leather
top and see-through bikini |
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Fetish
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Titus
Andronicus
TITUS
(À
parte.)
- Reconheço-os perfeitamente,
muito embora pensem que estou fora
do juízo. Hei de apanhá-los em
sua própria armadilha, a esses
malditos mastins do inferno e à mãe
que os pôs no mundo.
DEMETRIUS
(À
parte, a Tamora.)
- Podeis
sair, senhora, sem cuidado,
deixando-nos aqui.
TAMORA
- Sim, Andronicus; cuidar vai a
Vingança dos castigos que irão já
receber teus inimigos. (Sai.)
TITUS
- Adeus, doce Vingança; estou
contente.
CHIRON
- Dize-nos velho: que fazer
devemos?
TITUS
- Silêncio! Reservei-vos muita
coisa. Publius, vem cá! Vem,
Caius! Valentine!
(Entram
Publius e outras pessoas.)
PUBLIUS
- Que desejais?
TITUS
- Conheces estes dois?
PUBLIUS
- Os filhos são da imperatriz,
Demetrius, parece-me, e Chiron.
TITUS
- Ora, ora, Publius! Estás muito
enganado, Morte e Crime, é como
eles se chamam. Por tudo isso, meu
gentil Publius, amarra-os;
Valentine, Caius, as prestantes mãos
sobre eles ponde. Suspirar já me
vistes muitas vezes por este
instante que ora se apresenta.
Amarrai-os, portanto, com bem força,
e a boca lhes tapai, se
protestarem.
(Sai.
Publius e os outros seguram Chiron
e Demetrius.)
CHIRON
- Miseráveis, parai! Somos os
filhos da imperatriz.
PUBLIUS -
Por isso mesmo vamos dar
cumprimento às ordens recebidas.
A boca lhes tapai, não permitindo
que pronunciem uma só palavra.
Estás bem preso? Ponde força
nisso.
(Volta
Titus com uma faca, e Lavinia com
uma bacia.)
TITUS -
Vem ver, Lavinia; vem. Estão bem
presos os teus dois inimigos.
Amarrai-lhes a boca, não deixando
que me falem. O Chiron e Demetrius!
Celerados! Eis aqui a fonte que
deixastes turva com todo o vosso
lodo, o ameno estio que destruístes
com vosso frio inverno.
Matastes-lhe o marido; condenados
por esse crime foram seus dois
manos. Perdi uma das mãos por
mero escárnio; ela, as duas, a língua,
e o que é mais caro que mãos e língua:
a pura castidade, por vós
roubada, monstros impiedosos! Que
poderíeis alegar em vossa defesa,
se falar eu vos deixasse? Miseráveis!
Implorar graça o pejo não vos
permitiria. Ouvi, bandidos, de que
modo pretendo castigar-vos.
Ficou-me uma das mãos para o
pescoço cortar-vos neste
instante, enquanto fixa Lavinia
nos dois cotos a bacia que aparar
vai vosso culposo
sangue. Sabeis que vossa mãe vem
banquetear-se comigo, daqui a
pouco, apresentando-se como a
vingança, por julgar-me louco.
Ouvi-me, celerados! Vossos ossos
vou reduzir a poeira, que no
sangue misturada uma pasta me
forneça com que uma torta
aprontarei de vossas cabeças
infamantes, para, logo, dizer àquela
prostituta, vossa maldita mãe,
que, como a própria terra,
devorar venha os filhos. Esse é o
banquete para que a convidei,
sendo esse o prato com que ela vai
fartar-se. Pois se minha filha
sofreu
bem mais que Philomela, mais do
que Progne hei de vingar-me agora.
Preparai as gargantas. Vem,
Lavinia.
(Degola-os.)
Apara o
sangue, e, após terem morrido, a
poeira lhes reduzo os ossos todos,
porque a misture neste
odioso líquido e as vis cabeças
coza nessa pasta. Vamos! Vamos!
Que todos se azafamem no aprestar
o banquete, pois pretendo mais
sinistro deixá-lo e sanguinário
que o festim dos Centauros.
Carregai-os... Assim... Assim... Vou ser o
cozinheiro, para arranjar as
coisas de maneira que, ao vir a mãe,
eles estejam prontos.
(Saem
carregando os cadáveres.)
William
Shakespeare
Titus
Andronicus: Ato V, Cena II |
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Aforismo
Tudo
o que não me mata só me deixa mais
forte."
Friedrich
Nietzsche |
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Miss Kittin

Francesinha de Grenoble, Caroline Hervé
-- Miss
Kittin para os íntimos -- é
vocalista e DJ de Música Eletrônica e,
pra quem não sabe, a estrela da minha
fantasia nas Catacombes
de Paris.
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Les Catacombes
de Paris
Muita gente diz que Paris vale a pena pelo
Tour Montparnasse e pelo L’Hotel des
Invalides ou pelo Grand Palais e a
Tour Eifel. Eu já penso
diferente: como todo bom sociopata
romântico, minha fantasia parisiense tem
início em uma portinhola situada na base de
L’avenue du General Leclerc, na Place Denfert-Rochereau,
a partir da qual é possível descer uma
escadaria que conduz a 100 metros abaixo
do nível do Sena e, como um Cataphile,
fazer um sexo animalmente incansável
entre as paredes forradas de fêmurs,
crânios e ossos dos mais de 6 milhões de
parisienses que ali encontraram seu
descanso final quando o Cimetières des Innocents
superlotou em 1786.
Uma ou duas garrafas de Russky
Standart Original completam a cena
de amor nas Catacombes
de Paris. Se melhorar, estraga.
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Baudelaire
| Uma
carniça
Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos
Numa bela manhã radiante:
Na curva de um atalho, entre calhaus e ramos,
Uma carniça repugnante.
As pernas para cima, qual mulher lasciva,
A transpirar miasmas e humores,
Eis que as abria desleixada e repulsiva,
O ventre prenhe de livores.
Ardia o sol naquela pútrida torpeza,
Como a cozê-la em rubra pira
E para ao cêntuplo volver à Natureza
Tudo o que ali ela reunira.
E o céu olhava do alto a esplêndida carcaça
Como uma flor a se entreabrir.
O fedor era tal que sobre a relva escassa
Chegaste quase a sucumbir.
Zumbiam moscas sobre o ventre e, em alvoroço,
Dali saíam negros bandos
De larvas, a escorrer como um líquido grosso
Por entre esses trapos nefandos.
E tudo isso ia e vinha, ao modo de uma vaga,
Ou esguichava a borbulhar,
Como se o corpo, a estremecer de forma vaga,
Vivesse a se multiplicar.
E esse mundo emitia uma bulha esquisita,
Como vento ou água corrente,
Ou grãos que em rítmica cadência alguém agita
E à joeira deita novamente.
As formas fluíam como um sonho além da vista,
Um frouxo esboço em agonia,
Sobre a tela esquecida, e que conclui o artista
Apenas de memória um dia.
Por trás das rochas irrequieta, uma cadela
Em nós fixava o olho zangado,
Aguardando o momento de reaver àquela
Náusea carniça o seu bocado.
-- Pois hás de ser como essa infâmia apodrecida,
Essa medonha corrupção,
Estrela de meus olhos, sol de minha vida,
Tu, meu anjo e minha paixão!
Sim! tal serás um dia, ó deusa da beleza,
Após a benção derradeira,
Quando, sob a erva e as florações da natureza,
Tornares afinal à poeira.
Então, querida, dize à carne que se arruína,
Ao verme que te beija o rosto,
Que eu preservei a forma e a substância divina
De meu amor já decomposto!
Charles Baudelaire
Traduzido
por Ivan Junqueira |
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Goethe
| A Máscara
Na minha parede, a máscara de madeira
de um demônio maligno, japonesa -
ouro e laca.
Compassivo, observo
as túmidas veias frontais, denunciando
o esforço de ser maligno.
J.
W. von Goethe |
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Qualquer hora vou
postar por aqui umas traduções que eu
fiz de alguns trechos do Fausto.
Será que este blog ensangüentado,
mórbido e pervertido tem mais algum
leitor (fora eu mesmo) que curta a obra de
Goethe?..
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Vodu

Ela fez um vodu
/ mas mesmo assim, / coitada, / tomou bem no meio do cu.
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Kat Von D

Eis que lhes apresento uma mulher daquelas
feitas com muito capricho e boa vontade: Kat
Von D. Kat é uma tatuadora mexicana
muito fera, que faz parte da equipe de
artistas do show Miami
Ink, exibido aqui pela People+Arts.
Nesse programa, Kat divide a atenção do
público com um bando de marmanjos, entre
eles o careca israelense Ami James (que
vira-e-mexe aparece fazendo ponta em algum
seriado) e Chris Nuñez (um cubano que
viveu no Brasil). No ano que vem, a
emissora vai estrear L.A.
Ink, onde ela será a estrela
principal, provando que uma mulher bonita
sozinha faz tanto ou mais sucesso quanto
um monte de machos fedorentos juntos,
ainda que talentosos.
Essa eu comia beijando e depois ainda
tatuava o nome no pinto.
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Road Kill Toys

Se você tem
uma namorada que adora bichinhos de
pelúcia, não perca a oportunidade
de presenteá-la com um brinquedo super
fofo a la Jack Style: um lindo
guaxinim de
pelúcia atropelado, pela bagatela de £25.
Na Road
Kill Toys, edição limitada. Hohoho.
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Isso, sacaneia.

Eu adoro mulheres tatuadas. Eu adoro
mulheres com piercings. Eu adoro mulheres
com ligas. Eu adoro mulheres com
meias-arrastão. Qualquer visão de uma
dessas cenas é o suficiente pra me fazer
melhorar instantaneamente de qualquer
ressaca, noitada ou briga de bar.
Sendo assim, a única coisa que eu posso
concluir é que essa garota aí em cima
só pode estar de sacanagem comigo.
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Sobre a Lua
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Tua boca é sonho onde me perco
em frágeis devaneios
imagem, som e calor,
aromas, sabores, encantos
sangue, suor e prantos.
Teu corpo é varinha de condão
em mãos de feiticeira
magia, sorriso e vida,
silêncios, rumores, ar
terra, fogo e mar.
Fetichista em roupas de couro
em veludos rosados
azuis, ouro e rubi,
caxemira, sedas, cetim
negro, branco e carmim.
Teu hálito doce enfeitiça
e o sal amargo do sexo
sibila, escorre e encaixa
teu ventre em minha barriga,
enxofre sobre a ferida.
Tuas pernas me abraçam
e o humor lascivo sem nexo
ofega, murmura e respira
teu ar em ré, sol e dó,
eu e você num só.
Fada em cintas e ligas
em véus estrelados
rendas, prata e ônix
veludo, peles, vinil
rubro, neve e anil.
E tuas unhas sobre meu dorso
sangram rios escarlates
como cavalos furiosos
tigresa assustada, paixão
Teu amor, tua dor, teu tesão.
E minha Linga dentro de ti
penetra a brumada senda,
tua gruta molhada, suor,
dragão poderoso, céu
Teu Shiva, teu Sol, teu mel.
Tua respiração alva desvia
Refração da neve no vento,
frenesi que vai e que vem,
hipérbole, pleonasmo,
guerra, armistício, orgasmo.
Dois corpos caem cansados
Calor sobre calor
raio e energia
trovão escaldante, ardor
sangue, suor e poesia.
Jack
Sk.
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Reflexão

"E se no auge de minha velhice,
faltar-me decência,
peço àqueles que me amam que a restabeleçam,
trazendo a mim a dignidade,
na forma de um projétil de chumbo."
Jack
Sk.
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Altocalcifilia

Sara Ishii -
A Small Shoe Collection: Breaking the Ice,
Rejecting an Image, If You Want it Clean
You're Going to Have to Do it Yourself;
2005
DVD video - 11 minutes 22 seconds
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Dostoievski

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Acomoclitismo
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La Naissance de
Vénus
Eugène Emmanuel Amaury Pineux Duval,
1862
Palais des Beaux-Arts de Lille,
França |
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Que assim
seja
Os cavalos de vidro nadam entre as montanhas da lua, que assistem ao nascimento do piano de fogo congelado, ecoando a luz de suas sombras translúcidas. Os homens
azuis nada fazem, a não ser gritar com seus olhos mudos pelo cheiro do gelo, rezando para que a galáxia se ponha antes das nuvens morrerem.
Que se vão os lenços, mas fiquem os
pés.
E assim é a vida.
Jack
Sk.
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Taschen
Acabo de voltar da caixa de correio com
contas, faturas, propagandas, dois
cartões de natal (um de uma antiga
namorada e outro do seminário onde
estudei grego e hebraico por muitos anos)
e a revista da Taschen, edição Fall/Winter
2007. Gosto de receber essa revista,
especialmente porque ela vem cada hora de
um remetente diferente. Desta vez, as
etiquetas no verso do plástico dizem: Taschen
España, C/ Victor Hugo, 1, 2º DCHA.,E-28004
Madrid, 193346
Prioritaire
If undeliverable, please return to P.O.Box
75833
NL-1118 ZZ Schiphol Triport
Gosto de imaginar o caminho que essa
revista fez até chegar na minha caixa,
quantos quilômetros percorreu, quantas
pessoas a pegaram na mão, quantas leram
suas etiquetas, o que cada um pensou, quem
não ligou e quem olhou a capa por um
segundo a mais do que o habitual. Pode
parecer besteira, mas o fato é que eu
gosto de imaginar. Gosto de imaginar. Imaginar.
E enquanto isso, um sol no rosto através
da veneziana, ajudando a aquecer o café
forte com conhaque e iluminando esta
garganta que engole uma aspirina, porque
dor-de-cabeça, logo quando a gente
acorda, é foda.
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A morte de
Castro Alves
| Quando
eu morrer
Quando eu morrer... não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério...
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.
Corre nas veias negras desse mármore
Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.
Ei-la a nau do sepulcro-o cemitério...
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam
Para as plagas sem fim do outro mundo.
Tem os fogos — errantes — por santelmo.
Tem por velame — os panos do sudário...
Por mastro-o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas — o mocho funerário...
Ali ninguém se firma a um braço amigo
Do inverno pelas lúgubres noitadas...
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas...
Como deve custar ao pobre morto
Ver as placas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares
Levantar-se por entre as avenidas!...
Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito...
E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito."
Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho"...
... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro
O coração do morto volta ao
ninho!...
Castro
Alves |
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Se piorar
melhora?

Olhando pra fotografia aí em cima eu me
pergunto se não teria mais negócio ter
rachado o crânio e ficar internado, só
pra ver se uma gostosa dessas não
aparecia pra cuidar de mim.
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Tattooed pig
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“Driven
by a dream I had at the age of
twenty-three during my junior year
at the
University of St. Thomas in
Houston, Texas, I began to draw pigs
with wings.
I drew pigs with wings
over and over until, during my
senior year, I realized it
might be
possible to actually create a real
winged pig by employing tattoos…” |
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Andy
Feehan, in Tattooed Pigs And
Hairless Dogs |

Friends,
1984 - Photo by Mark Green and Andy Feehan
Eu gosto muito de porcos. Eu me identifico
bastante com eles, pois nenhum
animal é tão parecido conosco quanto os
porcos. Aliás, eu me considero a
metáfora viva do porco com asas.
Qualquer dia eu posto aqui a minha fábula
d'O porco que tinha asas.
Para ler a história por trás da
fotografia acima, clique
aqui.
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Solomon Grundy
Poema
infantil do final do Século XVIII,
traduzido por Jack
Skellington
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Solomon Grundy,
Born on a Monday,
Christened on Tuesday,
Married on Wednesday,
Took ill on Thursday,
Grew worse on Friday,
Died on Saturday,
Buried on Sunday.
That was the end of
Solomon Grundy. |
Solomon Grundy,
Nascido numa segunda,
Batizado numa terça,
Casado numa quarta,
Ficou mal numa quinta,
Ficou pior numa sexta,
Morto num sábado,
Enterrado no domingo,
Este foi o fim de
Solomon Grundy. |
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Carmen Electra

Carmen
Electra é um nome interessante,
principalmente se você for uma garota
assim, que nem ela. Carmen remete à
carmesim, rubro, vermelho. Electra remete
diretamente à eletricidade, energia. E
isso tudo ela transpira até pelo umbigo.
Mas o nome verdadeiro dessa musa
balzaquiana (sim, ela já passou dos 30
há meia década) é, na minha opinião,
muito mais indicativo daquilo que ela
evoca em qualquer criatura viva que possua
cromossomos do tipo Y: Tara
Leigh Patrick.
Mas esqueça o Leigh e o Patrick. Tara
basta. Ô se basta.
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causa mortis
in www.wguerra.blogspot.com
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Corpo
de um latrocida.
Após assaltar e matar um
morador de uma favela
carioca do Complexo do
Alemão, foi executado
com tiros de fuzil AR-15,
com direito à mão decepada -- a mesma
que usou para atirar
contra a vítima. |
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Vítima
de latrocínio, que
não resistiu às diversas
facadas. Repare que o
pescoço do sujeito foi
praticamente degolado. |
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Vítima
executada com
um tiro no tórax após
reagir a um assalto.
O orifício feito a partir
da saída do projétil
não deixa dúvida:
calibre .556 disparado,
provavelmente, por um
fuzil AR-15. |
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"Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio
Confia em mim" |
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Shinai Musim

Tá vendo a terceira espada, de cima pra
baixo? Ela se chama Shinai e é de
um modelo conhecido como Musim,
feito com três tiras de bambu. Mede 120cm
e pesa cerca de 500g. Serve à prática de
Kenjutsu, uma modalidade do Kendo
e quando empunhada por um oponente
habilidoso, é capaz de lhe causar sérios
problemas, mesmo durante um treino,
especialmente se você for do tipo suicida
que resolve ignorar regras de segurança e
não usar protetores.
Jack está com dois dedinhos
amassados por causa dela, portanto tenham
paciência com este singelo psicopata.
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E.E.G.

Este
programa executou uma operação ilegal e
será fechado.
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Mais uma vez!
Mudei de novo o esquema dos links aí ao
lado. O outro modelo estava dando
problemas pra algumas pessoas, sem contar
que a programação era muito mais
complicada e eu não havia curtido muito
as fuças do layout. Em outras palavras:
eu gostei mais assim, do modo como está
agora.
Se você também, gostou, obrigado.
Se não gostou, fuck off.
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Vai sifudê
|
vai
sifudê, vai sifudê, vai sifudê,
vai sifudê, vai sifudê, vai
sifudê, vai sifudê, vai sifudê,
vai sifudê, vai sifudê, vai
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vai sifudê, vai sifudê, vai
sifudê, vai sifudê, vai sifudê,
vai sifudê, vai sifudê, vai
sifudê, vai sifudê, vai sifudê,
vai sifudê, vai sifudê, vai
sifudê. |
Pronto, agora posso começar o mês de
dezembro com o pé direito.
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Blood
Pack é escrito e produzido por
Jack Skellington. Você pode reproduzir os meus textos
onde quiser, mas cite a fonte. Se você gostou do que
leu aqui, escreva um e-mail
comentando, pra gente conversar. Se não gostou, nem perca
tempo tentando me azucrinar, porque eu não vou estar nem
aí pra tua crítica. Se curtiu o blog, indique-o para os
seus inimigos. Se não curtiu, vá tomar no cu e não volte
mais aqui, que você ganha mais. |
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