Sexo, erotismo, pornografia, fetiches. Violência, criminologia, parafilias, patologias.
Psicanálise, antropologia, teologia, literatura, arte, fotografia, filosofia, cultura, comportamento etc. Se você é um conservador, este não é um lugar pra você. 
    Este é um blog sobre o lado vermelho da vida, um blog sobre a minha vida, sobre a minha arte e espero que você goste bastan- te daqui.  Mas se não gostar, também, foda-se.


bloodpack@uol.com.br

 

 




 




 
 

 

 
  31 de Dezembro de 2007.
Querido Deus,

   Neste próximo ano, prometo não ficar fazendo putarias durante toda a madrugada e depois ir trabalhar com cara de refugiado de guerra. Prometo não fazer sexo com mulheres casadas, comprometidas e nem com mulheres 20 anos mais jovens do que eu. Prometo não ter mais de 4 parceiras sexuais no período de uma semana. Prometo que não vou mais xavecar mulheres pra convencê-las a transar comigo de forma pervertida.

   Prometo não falsificar receita médica controlada e nem identidades. Prometo que vou renovar a minha carteira de motorista e parar de usar a do meu amigo. Prometo que não vou estacionar na zona azul com cartão adulterado e nem grudar fita isolante na placa do carro pra andar no rodízio. Prometo não xingar mais as pessoas no trânsito e prometo não ultrapassar os limites de velocidade e respeitar as mãos das ruas.

   Neste próximo ano, prometo não misturar álcool na caipirinha. Prometo não encher a cara e fumar menos cigarro e charuto. Prometo, aliás, não fumar nada e nem beber mais. Prometo não apostar mais dinheiro no pôquer e nos cavalos. Prometo não apostar na sinuca também. Prometo não passar mais a noite jogando e, principalmente, prometo não brigar ou machucar mais os outros por causa de jogo. 

   Prometo fazer mais ginástica e acordar mais cedo e em melhores condições. Prometo não comer mais do que o médico aconselha e prometo fazer exame de colesterol regularmente. Prometo não ler o caderno policial antes dos outros e prometo não ficar indo atrás de notícias macabras na Internet. Prometo observar uma obra de arte e não procurar desgraça nela. Prometo não escrever poesias mórbidas atrás das portas dos banheiros. Prometo levar a sério todo mundo que tem problemas e conta comigo pra ajudar a resolvê-los de forma profissional. Prometo levar o meu trabalho a sério e, principalmente, a minha vida também.

   Amém.


         11h20min     Posted By Jack Skellington  

Theodoru Badiu

    Theodoru Badiu é um criativo designer de mídia. Vivendo na Áustria, mais precisamente em Viena, Theodoru demonstra um incrível talento para o surreal em suas imagens digitais e ilustrações, como na arte em 3D acima, denominada Vampire. Você pode conhecer um pouco mais sobre o trabalho dele acessando os sites www.apocryph.netwww.theodoru.com.

         10h32min     Posted By Jack Skellington  


 
  30 de Dezembro de 2007.
Bettie Page



Bettie Page in Bondage

                   12h29min     Posted By Jack Skellington    

 

 
  29 de Dezembro de 2007.
Ivan Junqueira

Esse punhado de ossos

Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas de todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ai, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos choram.

Ivan Junqueira
 
A Moacyr Felix

         11h35min     Posted By Jack Skellington  

Oskar Kanehl

Oskar Kanehl, Pôr-do-sol, V.6

         11h28min     Posted By Jack Skellington  


 
  28 de Dezembro de 2007.
Christina Ricci 

   Christina Ricci -- a Wandinha da Família Addams -- debutou em 2006 no Sundance Film Festival, no filme Black Snake Moan, mas um pouco diferente. No papel da loirinha promíscua acolhida pela personagem de Samuel L. Jackson, que deseja colocá-la nos eixos através de uma Christian cure, Christina Ricci desfila de shortinho jeans, blusinha sem-vergonha e botas, ou calcinhas e sumários vestidinhos, não raramente presa a uma corrente. Christina Ricci merece um beijo na boca por ter encarnado a personagem tão perfeitamente e ficado do jeitinho que eu gosto.

   Em um filme repleto de blues e jogos morais típicos das sociedades americanas mais conservadores, Black Snake Moan vale a pena ser visto. Nem que seja apenas pela Chris, que, cá entre nós, é tudo o que um pervertido como eu gostaria de encontrar num bar depois das 4 da manhã, pra pegar de jeito e terminar de se degenar.

           20h59min     Posted By Jack Skellington     

O Martírio de Santa Agatha



Martirio di Sant'Agata
, Sebastiano del Piombo, 1520
Óleo sobre madeira, 131 x 175 cm, Palazzo Pitti, Firenze


           20h47min     Posted By Jack Skellington     


 
  27 de Dezembro de 2007.
André Kapel Furman
Restos 1

Restos 3

Mock-ups produzidos para o filme Encarnação do Demônio

    André Kapel Furman, artista plástico e especialista em efeitos especiais gore, é formado em cinema pela FAAP, mas desenvolveu seu talento de forma autodidata. Estreou suas habilidades em criar cenas de violência no curta-metragem Winner from Hell, elaborando maquiagens que simulavam  tiros e sangue. 

   Furman procura utilizar materiais alimentícios para que os atores não sofram com reações alérgicas. Ele é capaz de criar sangue cinematográfico a partir de uma mistura de glucose, corante alimentício, acidulante e espessante, regulando as proporções para obter diferentes efeitos. Os mock-ups (réplicas de partes humanas) são feitos de silicone e látex.

   Trabalhou como armeiro e maquiador nos filme Bellini e a Esfinge (dirigido por Roberto Santucci), Sonhos Tropicais (dirigido por André Strum), Amarelo Manga (dirigido por Cláudio Assis), O Cheiro do Ralo (dirigido por Heitor Dhalia), Journey to the End of the Night (direção de Erick Leason, com a participação do ator Brendan Fraser), Via Láctea (dirigido por Lina Chamie), Onde Andará Dulce Veiga (dirigido por Guilherme de Almeida Prado), Olho de Boi (dirigido por Hermano Pena) e o ainda inacabado Gainsville Ripper, de John Towsend.

   Também atuou em aproximadamente 30 curta-metragens, incluindo 4 de sua autoria: 6 tiros 60 ml, Don’t Smoke, Noturno das Almas e Haikai-o-Hotel e nas séries de TV Turma do Gueto (Record), na novela Metamorfoses (Record), Haru e Natsu (NHK - canal japonês) e no seriado Carandiru (TV Globo).

     Clique aqui para ler a reportagem completa
   
 Site oficial de André Kapel Furman

           18h23min     Posted By Jack Skellington     

Herberto Hélder

Oração mágica finlandesa para estancar o sangue das feridas

Pára, sangue, de correr,
De ressaltar aos borbotões,
De me inundar como torrente,
De me brotar sobre o flanco.
Como contra uma parede,
Imóvel como uma sebe,
Lírio marinho direito
Como espadana na espuma,
Como pedra no talude
E o recife na corrente.
Sangue, sangue, se o desejo
Te faz correr com tal força
Circula dentro da carne
Abraça-te aos ossos vivos.
Belo, belo que é correr
Na obscura pele compacta,
Sussurrando nas artérias,
Murmurando contra os ossos.
Pára, sangue, de correr
Sobre a fria terra morta.
Não corras, leite, no chão,
Sangue inocente no vale,
Beleza humana entre a erva,
Oiro de heróis na colina.
Desce fundo ao coração,
Bate surdo nos pulmões
Desce, desce fundamente
Aos órgãos vivos do corpo.
Não és ria que se escoe,
Nem calmo largo parado,
Nem fonte que brote assim,
Nem barca velha com rombos.

Herberto Hélder
in Poesia toda, 1990

 Um pouco mais sobre o maior poeta português desde Fernando Pessoa

           17h48min     Posted By Jack Skellington     

As Mulheres Vermelhas de Niemeyer

    Eis um singelo croqui, expondo sutilmente a visão de mundo tipicamente brasileira do grande Membro Honorário da Academia Americana de Artes e Ciências, o Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório Magno, do Vaticano: nosso centenário Oscar Niemeyer.



Mulheres Vermelhas - croqui - Oscar Niemeyer
50,5 cm x 70,5 cm, Acervo
Fundação Oscar Niemeyer

           16h24min     Posted By Jack Skellington     


 
  26 de Dezembro de 2007.
Jack, no Punch



The Nemesis of Neglect (Punch, Sept 29th, 1888)

Uma caricatura de Jack, o Estripador,
publicada na revista Punch de setembro de 1888.


         14h05min     Posted By Jack Skellington  

Botero



“Mulher Chorando” (2003) - Botero, 
na exposição ”A Dor da Colômbia Pelos Olhos de Botero”,
no Museu Nacional das Artes, em Buenos Aires.


         11h38min     Posted By Jack Skellington  

Marc Quinn






 





   Self: auto-retrato de Marc Quinn, feito com 4,5 litros de sangue do próprio artista, coletado aos poucos, congelado em um molde negativo de sua própria cabeça e exposto em um display refrigerado.

   Mais imagens da instalação
   Site oficial de Marc Quinn

         11h33min     Posted By Jack Skellington  


 
  25 de Dezembro de 2007.
Something for the Holidays



         12h09min     Posted By Jack Skellington  

Papai Noel Velho Batuta

Papai Noel Velho Batuta

Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres
Pobres

Mas nós vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo
Por quê?

Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal
Aqui não existe Natal

Por quê?

Papai Noel filho-da-puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos

Garotos Podres

         12h02min     Posted By Jack Skellington  


 
  24 de Dezembro de 2007.
Brilha, brilha, estrelinha...

   Thelonious Monk, Wayne Shorter, Tony Williams, Miles Davis, Pixinguinha, Billy Cobham, John Coltrane, Ella Fitzgerald, Hélio Delmiro, Victor Assis Brasil, Abdullah Ibrahim, Sarah Vaughan, Gene Krupa, Hermeto Pascoal, Wes Montgomery, Pet Metheny, Zimbo Trio, Dave Brubeck e Bud Powell. Ótimos companheiros pras madrugadas.

   Após uma longa noite ouvindo música, fumando, esvaziando uma garrafa de conhaque e meia de rum na sala escura mal iluminada pelo monitor, dinamitando as lembranças na minha poltrona de 1925 e fazendo cafuné no gato, só me resta tomar uma paroxetina, duas aspirinas e dormir. Quando eu acordar eu descubro quem tentou falar comigo a noite inteira pelo telefone mas que eu não atendi. Espero que não tenha sido coisa importante, porque se era, f-o-d-e-u.

   Boa noite (ou bom dia, como preferir).

         06h01min     Posted By Jack Skellington  

Silk Stockings



A man feels the quality of a line of sheer stockings

General Photographic Agency
Hulton Archive


         05h52min     Posted By Jack Skellington  

Gaynor Evelyn Sweeney 

The Temple Series
(Live performance),
340 Old Street Gallery, 
London, England, 2005

The Temple Series, 
Live performance as part of the Transvoyeur Exhibition 2004, Liverpool Biennial 2004.

Conheça melhor o trabalho de Gaynor Evelyn Sweeney clicando aqui!

         05h46min     Posted By Jack Skellington  

Three studies for a crucifixion

   
Three studies for a crucifixion, Francis Bacon, 1962.
Oil on canvas - 197.2 x 147 cm (cada painel)
Staatsgalerie Moderner Kunst, Munich

The official site of The Estate of Francis Bacon


         05h12min     Posted By Jack Skellington  

Pain 
um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante

carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisa que os valha

ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra

Paulo Leminski

         03h22min     Posted By Jack Skellington  

Alexandre O´Neill

Sei os teus seios

Sei os teus seios.
Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.

Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!

Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?

Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?

Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!

Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...

Seios fortes como os da Liberdade
-- Delacroix-guiando o Povo.

Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...

Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!

Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...

O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"

Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!

Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!

Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!

"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos

"Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.

Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...

Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...

Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...

Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!

Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser

Alexandre O'Neill

   Português descendente de irlandeses, Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões (1924-1986), ou simplesmente Alexandre O' Neill, foi um  foi um importante poeta do movimento surrealista em Portugal. O'Neill foi o fundador do Movimento Surrealista de Lisboa.

         03h20min     Posted By Jack Skellington  


 
  23 de Dezembro de 2007.
texto

Jack Sk.    

         07h12min     Posted By Jack Skellington  

Natacha Merritt

   "Merritt, born 1977, works with a digital camera, the Polaroid of the 90s, breaking down the most intimate details into universally accessible bits of information. Eric Kroll came across Natacha Merritt by chance in the internet, where she had put several of her photographs. This was something that left the tradition of classical pin-up and fetish photography, in which Kroll himself works, far behind it."

  
Natacha Merritt e seus Digital Diaries: se você curte arte digital, fotografias eróticas e se interessa pela cena underground, vale a pena conhecer.

         01h58min     Posted By Jack Skellington  

seu almeida

   

   Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, zelava pela moral e pelos bons costumes. Seu Almeida não aceitava homossexuais, Seu Almeida não aceitava prostitutas. Filho dele não usava brinco e filha dele, não vestia mini-saia. Seu Almeida ia à missa todos os domingos.

   Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, enxergava o sexo com restrições: mulher dele não fazia sexo oral e nem trepava sem roupa. Mulher dele, aliás, só trepava se fosse pra ter filho e mesmo assim, não Trepava, com letra maiúscula. 

   Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém e que enxergava o sexo com restrições, tendo as madrugadas como cúmplice, transava com travestis e não penetrava, porque penetrar outro corpo era traição. Seu Almeida exergava o sexo com restrições.

   Seu Almeida, o abastado marido de Dona Carmém, acreditava sinceramente que se fosse currado por alguém que considerava menos homem, seria considerado menos viado.

   Ou quem sabe, mais Homem.

Jack Sk.   

         01h09min     Posted By Jack Skellington  


 
  22 de Dezembro de 2007.
David Levinthal 

David Levinthal,
Toy model of woman's legs
wearing nylon stockings

David Levinthal,
Toy model of woman wearing leather
top and see-through bikini


         11h42min     Posted By Jack Skellington  

Fetish 

 

         11h37min     Posted By Jack Skellington  


 
  21 de Dezembro de 2007.
Breast Fetishism 
Amber Lynn Anna Nicole Smith Jenna Jameson
Savannah Pamela Anderson Samantha Fox

Seios DD (+100cm), na Wikipedia: List of big-bust models and performers

         13h04min     Posted By Jack Skellington  

Titus Andronicus
TITUS (À parte.) - Reconheço-os perfeitamente, muito embora pensem que estou fora do juízo. Hei de apanhá-los em sua própria armadilha, a esses malditos mastins do inferno e à mãe que os pôs no mundo.

DEMETRIUS (À parte, a Tamora.) - Podeis sair, senhora, sem cuidado, deixando-nos aqui.

TAMORA - Sim, Andronicus; cuidar vai a Vingança dos castigos que irão já receber teus inimigos. (Sai.) 

TITUS - Adeus, doce Vingança; estou contente.

CHIRON - Dize-nos velho: que fazer devemos?

TITUS - Silêncio! Reservei-vos muita coisa. Publius, vem cá! Vem, Caius! Valentine!

(Entram Publius e outras pessoas.)

PUBLIUS - Que desejais?

TITUS - Conheces estes dois?

PUBLIUS - Os filhos são da imperatriz, Demetrius, parece-me, e Chiron.

TITUS - Ora, ora, Publius! Estás muito enganado, Morte e Crime, é como eles se chamam. Por tudo isso, meu gentil Publius, amarra-os; Valentine, Caius, as prestantes mãos sobre eles ponde. Suspirar já me vistes muitas vezes por este instante que ora se apresenta. Amarrai-os, portanto, com bem força, e a boca lhes tapai, se protestarem.

(Sai. Publius e os outros seguram Chiron e Demetrius.)

CHIRON - Miseráveis, parai! Somos os filhos da imperatriz.

PUBLIUS - Por isso mesmo vamos dar cumprimento às ordens recebidas. A boca lhes tapai, não permitindo que pronunciem uma só palavra. Estás bem preso? Ponde força nisso.

(Volta Titus com uma faca, e Lavinia com uma bacia.)

TITUS - Vem ver, Lavinia; vem. Estão bem presos os teus dois inimigos. Amarrai-lhes a boca, não deixando que me falem. O Chiron e Demetrius! Celerados! Eis aqui a fonte que deixastes turva com todo o vosso lodo, o ameno estio que destruístes com vosso frio inverno. Matastes-lhe o marido; condenados por esse crime foram seus dois manos. Perdi uma das mãos por mero escárnio; ela, as duas, a língua, e o que é mais caro que mãos e língua: a pura castidade, por vós roubada, monstros impiedosos! Que poderíeis alegar em vossa defesa, se falar eu vos deixasse? Miseráveis! Implorar graça o pejo não vos permitiria. Ouvi, bandidos, de que modo pretendo castigar-vos. Ficou-me uma das mãos para o pescoço cortar-vos neste instante, enquanto fixa Lavinia nos dois cotos a bacia que aparar vai vosso culposo
sangue. Sabeis que vossa mãe vem banquetear-se comigo, daqui a pouco, apresentando-se como a vingança, por julgar-me louco. Ouvi-me, celerados! Vossos ossos vou reduzir a poeira, que no sangue misturada uma pasta me forneça com que uma torta aprontarei de vossas cabeças infamantes, para, logo, dizer àquela prostituta, vossa maldita mãe, que, como a própria terra, devorar venha os filhos. Esse é o banquete para que a convidei, sendo esse o prato com que ela vai fartar-se. Pois se minha filha sofreu
bem mais que Philomela, mais do que Progne hei de vingar-me agora. Preparai as gargantas. Vem, Lavinia.


(Degola-os.)

Apara o sangue, e, após terem morrido, a poeira lhes reduzo os ossos todos, porque a misture neste  odioso líquido e as vis cabeças coza nessa pasta. Vamos! Vamos! Que todos se azafamem no aprestar o banquete, pois pretendo mais sinistro deixá-lo e sanguinário que o festim dos Centauros. Carregai-os... Assim... Assim... Vou ser o cozinheiro, para arranjar as coisas de maneira que, ao vir a mãe, eles estejam prontos.

(Saem carregando os cadáveres.)

William Shakespeare
Titus Andronicus: Ato V, Cena II

         11h43min     Posted By Jack Skellington  


 
  20 de Dezembro de 2007.
Aforismo 
  Tudo o que não me mata só me deixa mais forte."

Friedrich Nietzsche

                   20h32min     Posted By Jack Skellington    

 

 
  17 de Dezembro de 2007.
Miss Kittin 

 

   Francesinha de Grenoble, Caroline Hervé -- Miss Kittin para os íntimos -- é vocalista e DJ de Música Eletrônica e, pra quem não sabe, a estrela da minha fantasia nas Catacombes de Paris.

         19h14min     Posted By Jack Skellington  

Les Catacombes de Paris 

   Muita gente diz que Paris vale a pena pelo Tour Montparnasse e pelo L’Hotel des Invalides ou pelo Grand Palais e a Tour Eifel. Eu já penso diferente: como todo bom sociopata romântico, minha fantasia parisiense tem início em uma portinhola situada na base de L’avenue du General Leclerc, na Place Denfert-Rochereau, a partir da qual é possível descer uma escadaria que conduz a 100 metros abaixo do nível do Sena e, como um Cataphile, fazer um sexo animalmente incansável entre as paredes forradas de fêmurs, crânios e ossos dos mais de 6 milhões de parisienses que ali encontraram seu descanso final quando o Cimetières des Innocents superlotou em 1786. 

   Uma ou duas garrafas de Russky Standart Original completam a cena de amor nas Catacombes de Paris. Se melhorar, estraga.



         19h06min     Posted By Jack Skellington  

Baudelaire
Uma carniça

Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos 
Numa bela manhã radiante: 
Na curva de um atalho, entre calhaus e ramos, 
Uma carniça repugnante. 

As pernas para cima, qual mulher lasciva, 
A transpirar miasmas e humores, 
Eis que as abria desleixada e repulsiva, 
O ventre prenhe de livores. 

Ardia o sol naquela pútrida torpeza, 
Como a cozê-la em rubra pira 
E para ao cêntuplo volver à Natureza 
Tudo o que ali ela reunira. 

E o céu olhava do alto a esplêndida carcaça 
Como uma flor a se entreabrir. 
O fedor era tal que sobre a relva escassa 
Chegaste quase a sucumbir. 

Zumbiam moscas sobre o ventre e, em alvoroço, 
Dali saíam negros bandos 
De larvas, a escorrer como um líquido grosso 
Por entre esses trapos nefandos. 

E tudo isso ia e vinha, ao modo de uma vaga, 
Ou esguichava a borbulhar, 
Como se o corpo, a estremecer de forma vaga, 
Vivesse a se multiplicar. 

E esse mundo emitia uma bulha esquisita, 
Como vento ou água corrente, 
Ou grãos que em rítmica cadência alguém agita 
E à joeira deita novamente. 

As formas fluíam como um sonho além da vista, 
Um frouxo esboço em agonia, 
Sobre a tela esquecida, e que conclui o artista 
Apenas de memória um dia. 

Por trás das rochas irrequieta, uma cadela 
Em nós fixava o olho zangado, 
Aguardando o momento de reaver àquela 
Náusea carniça o seu bocado. 

-- Pois hás de ser como essa infâmia apodrecida, 
Essa medonha corrupção, 
Estrela de meus olhos, sol de minha vida, 
Tu, meu anjo e minha paixão! 

Sim! tal serás um dia, ó deusa da beleza, 
Após a benção derradeira, 
Quando, sob a erva e as florações da natureza, 
Tornares afinal à poeira. 

Então, querida, dize à carne que se arruína, 
Ao verme que te beija o rosto, 
Que eu preservei a forma e a substância divina 
De meu amor já decomposto! 

Charles Baudelaire
Traduzido por Ivan Junqueira

         18h42min     Posted By Jack Skellington  


 
  16 de Dezembro de 2007.
Juan Serrano
Tribute to J. Craig, Aquarela Hellina 01, Tinta Acrílica
Snuff, Aquarela Autopsia, Aquarela

Obras do espanhol Juan Serrano,
sob influências de Alex Ross, Goya e Simon Bisley.
Mais dele aqui.


                   10h42min     Posted By Jack Skellington    

 

 
  15 de Dezembro de 2007.
Goethe
A Máscara

Na minha parede, a máscara de madeira
de um demônio maligno, japonesa -
ouro e laca.
Compassivo, observo
as túmidas veias frontais, denunciando
o esforço de ser maligno.

J. W. von Goethe

   Qualquer hora vou postar por aqui umas traduções que eu fiz de alguns trechos do Fausto. Será que este blog ensangüentado, mórbido e pervertido tem mais algum leitor (fora eu mesmo) que curta a obra de Goethe?..

         09h39min     Posted By Jack Skellington  

Vodu



Ela fez um vodu / mas mesmo assim, / coitada, / tomou bem no meio do cu.

         09h33min     Posted By Jack Skellington  


 
  14 de Dezembro de 2007.
Kat Von D

 

   Eis que lhes apresento uma mulher daquelas feitas com muito capricho e boa vontade: Kat Von D. Kat é uma tatuadora mexicana muito fera, que faz parte da equipe de artistas do show Miami Ink, exibido aqui pela People+Arts. Nesse programa, Kat divide a atenção do público com um bando de marmanjos, entre eles o careca israelense Ami James (que vira-e-mexe aparece fazendo ponta em algum seriado) e Chris Nuñez (um cubano que viveu no Brasil). No ano que vem, a emissora vai estrear L.A. Ink, onde ela será a estrela principal, provando que uma mulher bonita sozinha faz tanto ou mais sucesso quanto um monte de machos fedorentos juntos, ainda que talentosos.

   Essa eu comia beijando e depois ainda tatuava o nome no pinto.

         10h36min     Posted By Jack Skellington  

Road Kill Toys



Se você tem uma namorada que adora bichinhos de pelúcia, não perca a oportunidade
de presenteá-la com um brinquedo super fofo a la Jack Style: um lindo guaxinim de
pelúcia atropelado, pela bagatela de £25. Na Road Kill Toys, edição limitada. Hohoho.


         10h22min     Posted By Jack Skellington  

Isso, sacaneia.

 

   Eu adoro mulheres tatuadas. Eu adoro mulheres com piercings. Eu adoro mulheres com ligas. Eu adoro mulheres com meias-arrastão. Qualquer visão de uma dessas cenas é o suficiente pra me fazer melhorar instantaneamente de qualquer ressaca, noitada ou briga de bar.

   Sendo assim, a única coisa que eu posso concluir é que essa garota aí em cima só pode estar de sacanagem comigo.

         08h06min     Posted By Jack Skellington  


 
  13 de Dezembro de 2007.
Sobre a Lua

Tua boca é sonho onde me perco
em frágeis devaneios
imagem, som e calor,
aromas, sabores, encantos
sangue, suor e prantos.

Teu corpo é varinha de condão
em mãos de feiticeira
magia, sorriso e vida,
silêncios, rumores, ar
terra, fogo e mar.

Fetichista em roupas de couro
em veludos rosados
azuis, ouro e rubi,
caxemira, sedas, cetim
negro, branco e carmim.

Teu hálito doce enfeitiça
e o sal amargo do sexo
sibila, escorre e encaixa
teu ventre em minha barriga,
enxofre sobre a ferida.

Tuas pernas me abraçam
e o humor lascivo sem nexo
ofega, murmura e respira
teu ar em ré, sol e dó,
eu e você num só.

Fada em cintas e ligas
em véus estrelados
rendas, prata e ônix
veludo, peles, vinil
rubro, neve e anil.

E tuas unhas sobre meu dorso
sangram rios escarlates
como cavalos furiosos
tigresa assustada, paixão
Teu amor, tua dor, teu tesão.

E minha Linga dentro de ti
penetra a brumada senda,
tua gruta molhada, suor,
dragão poderoso, céu
Teu Shiva, teu Sol, teu mel.

Tua respiração alva desvia
Refração da neve no vento,
frenesi que vai e que vem,
hipérbole, pleonasmo,
guerra, armistício, orgasmo.

Dois corpos caem cansados
Calor sobre calor
raio e energia
trovão escaldante, ardor
sangue, suor e poesia.

Jack Sk.

         17h13min     Posted By Jack Skellington  

Reflexão

"E se no auge de minha velhice,
faltar-me decência,
peço àqueles que me amam que a restabeleçam,
trazendo a mim a dignidade,
na forma de um projétil de chumbo."

Jack Sk.   

         17h01min     Posted By Jack Skellington  

Altocalcifilia



Sara Ishii - A Small Shoe Collection: Breaking the Ice,
Rejecting an Image, If You Want it Clean
You're Going to Have to Do it Yourself; 2005
DVD video - 11 minutes 22 seconds


         16h34min     Posted By Jack Skellington  

Eu não sou da sua rua


                                                        Arnaldo Antunes

         11h09min     Posted By Jack Skellington  


 
  12 de Dezembro de 2007.
Dostoievski



           13h19min     Posted By Jack Skellington     

Acomoclitismo




























La Naissance de Vénus
Eugène Emmanuel Amaury Pineux Duval, 1862
Palais des Beaux-Arts de Lille, França

           13h11min     Posted By Jack Skellington     

Que assim seja

   Os cavalos de vidro nadam entre as montanhas da lua, que assistem ao nascimento do piano de fogo congelado, ecoando a luz de suas sombras translúcidas. Os homens azuis nada fazem, a não ser gritar com seus olhos mudos pelo cheiro do gelo, rezando para que a galáxia se ponha antes das nuvens morrerem. Que se vão os lenços, mas fiquem os pés.

   E assim é a vida.

Jack Sk.   

           12h33min     Posted By Jack Skellington     


 
  11 de Dezembro de 2007.
Taschen

   Acabo de voltar da caixa de correio com contas, faturas, propagandas, dois cartões de natal (um de uma antiga namorada e outro do seminário onde estudei grego e hebraico por muitos anos) e a revista da Taschen, edição Fall/Winter 2007. Gosto de receber essa revista, especialmente porque ela vem cada hora de um remetente diferente. Desta vez, as etiquetas no verso do plástico dizem:

Taschen España, C/ Victor Hugo, 1, 2º DCHA.,E-28004 Madrid, 193346
Prioritaire
If undeliverable, please return to P.O.Box 75833
NL-1118 ZZ Schiphol Triport

   Gosto de imaginar o caminho que essa revista fez até chegar na minha caixa, quantos quilômetros percorreu, quantas pessoas a pegaram na mão, quantas leram suas etiquetas, o que cada um pensou, quem não ligou e quem olhou a capa por um segundo a mais do que o habitual. Pode parecer besteira, mas o fato é que eu gosto de imaginar. Gosto de imaginar. Imaginar.

    E enquanto isso, um sol no rosto através da veneziana, ajudando a aquecer o café forte com conhaque e iluminando esta garganta que engole uma aspirina, porque dor-de-cabeça, logo quando a gente acorda, é foda.

           09h47min     Posted By Jack Skellington     

A morte de Castro Alves
Quando eu morrer

Quando eu morrer... não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério...
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.
Corre nas veias negras desse mármore

Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.
Ei-la a nau do sepulcro-o cemitério...
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam

Para as plagas sem fim do outro mundo.
Tem os fogos — errantes — por santelmo.
Tem por velame — os panos do sudário...
Por mastro-o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas — o mocho funerário...
Ali ninguém se firma a um braço amigo

Do inverno pelas lúgubres noitadas...
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas...
Como deve custar ao pobre morto
Ver as placas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares

Levantar-se por entre as avenidas!...
Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito...
E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito."

Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho"...
... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro
O coração do morto volta ao ninho!...

Castro Alves

           09h32min     Posted By Jack Skellington     


 
  10 de Dezembro de 2007.
Se piorar melhora?

   Olhando pra fotografia aí em cima eu me pergunto se não teria mais negócio ter rachado o crânio e ficar internado, só pra ver se uma gostosa dessas não aparecia pra cuidar de mim.

         19h42min     Posted By Jack Skellington  

Tattooed pig

“Driven by a dream I had at the age of twenty-three during my junior year at the
University of St. Thomas in Houston, Texas, I began to draw pigs with wings.
I drew pigs with wings over and over until, during my senior year, I realized it
might be possible to actually create a real winged pig by employing tattoos…”

Andy Feehan, in Tattooed Pigs And Hairless Dogs


Friends, 1984 - Photo by Mark Green and Andy Feehan

   Eu gosto muito de porcos. Eu me identifico bastante com eles, pois nenhum animal é tão parecido conosco quanto os porcos. Aliás, eu me considero a metáfora viva do porco com asas. Qualquer dia eu posto aqui a minha fábula d'O porco que tinha asas.

   Para ler a história por trás da fotografia acima, clique aqui.

         16h55min     Posted By Jack Skellington  

Solomon Grundy
            
Poema infantil do final do Século XVIII, traduzido por Jack Skellington

Solomon Grundy,
Born on a Monday,
Christened on Tuesday,
Married on Wednesday,
Took ill on Thursday,
Grew worse on Friday,
Died on Saturday,
Buried on Sunday.
That was the end of
Solomon Grundy.

Solomon Grundy,
Nascido numa segunda,
Batizado numa terça,
Casado numa quarta,
Ficou mal numa quinta,
Ficou pior numa sexta,
Morto num sábado,
Enterrado no domingo,
Este foi o fim de
Solomon Grundy.

         14h18min     Posted By Jack Skellington  


 
  8 de Dezembro de 2007.
Zombando da morte
Que vai dessa vida
tem choro --
tanto dinheiro,
sem se divertir
que vale essa vida
sem canto e sem fim
É certo que a morte
um dia há de vir
Por isso da Penha
até o alto da Lapa
de leste a oeste
e de sul a norte
Os quatro calungas
naquela garapa
só passam
zombando da morte

Refrão de Zombando da Morte
Aníbal Augusto Sardinha (Garoto) e M.G.Barreto
Lado B do vinil 78 RPM Columbia, nº 22 050
Outubro de 1931


    MP3 da gravação original
 Site Sovaco de Cobra - MPB

                   22h03min     Posted By Jack Skellington    

 

 
  6 de Dezembro de 2007.
Carmen Electra

 

   Carmen Electra é um nome interessante, principalmente se você for uma garota assim, que nem ela. Carmen remete à carmesim, rubro, vermelho. Electra remete diretamente à eletricidade, energia. E isso tudo ela transpira até pelo umbigo. Mas o nome verdadeiro dessa musa balzaquiana (sim, ela já passou dos 30 há meia década) é, na minha opinião, muito mais indicativo daquilo que ela evoca em qualquer criatura viva que possua cromossomos do tipo Y: Tara Leigh Patrick

   Mas esqueça o Leigh e o Patrick. Tara basta. Ô se basta.

         19h57min     Posted By Jack Skellington  

causa mortis

     in www.wguerra.blogspot.com

Corpo de um latrocida.
 Após assaltar e matar um
 morador de uma favela
 carioca do Complexo do
 Alemão, foi executado 
com tiros de fuzil AR-15,
 com direito à mão decepada -- a mesma 
que usou para atirar
 contra a vítima.

Vítima de latrocínio, que
 não resistiu às diversas
 facadas. Repare que o
 pescoço do sujeito foi
 praticamente degolado.

Vítima executada com
 um tiro no tórax após
 reagir a um assalto. 
O orifício feito a partir
 da saída do projétil 
não deixa dúvida: 
calibre .556 disparado,
provavelmente, por um
 fuzil AR-15.

"Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio
Confia em mim"

         16h43min     Posted By Jack Skellington  

Shinai Musim

   Tá vendo a terceira espada, de cima pra baixo? Ela se chama Shinai e é de um modelo conhecido como Musim, feito com três tiras de bambu. Mede 120cm e pesa cerca de 500g. Serve à prática de Kenjutsu, uma modalidade do Kendo e quando empunhada por um oponente habilidoso, é capaz de lhe causar sérios problemas, mesmo durante um treino, especialmente se você for do tipo suicida que resolve ignorar regras de segurança e não usar protetores.

   Jack está com dois dedinhos amassados por causa dela, portanto tenham paciência com este singelo psicopata.

         15h21min     Posted By Jack Skellington  


 
  3 de Dezembro de 2007.
E.E.G.

Este programa executou uma operação ilegal e será fechado.

         16h52min     Posted By Jack Skellington  

Mais uma vez!

   Mudei de novo o esquema dos links aí ao lado. O outro modelo estava dando problemas pra algumas pessoas, sem contar que a programação era muito mais complicada e eu não havia curtido muito as fuças do layout. Em outras palavras: eu gostei mais assim, do modo como está agora. 

   Se você também, gostou, obrigado. Se não gostou, fuck off.

         09h36min     Posted By Jack Skellington  

Vai sifudê

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   Pronto, agora posso começar o mês de dezembro com o pé direito.

         09h31min     Posted By Jack Skellington  

    

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