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29
de Fevereiro de 2008. |
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David LaChapelle

Jesus Is My
Homeboy: Annointing, David LaChapelle,
2003
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28
de Fevereiro de 2008. |
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O encontro
Um dia, caminhando por um campo,
encontrei-me com o Cupido.
Seu
corpinho de criança nua, com asinhas
pequeninas e seu rosto rosado, emoldurado
por cabelos encaracolados, ficaram diante
de mim, estacionados.
Eu,
parado, resumi-me a observar o deus
infante com seu arco e suas flechas
ponteadas por minúsculos e afiados
corações vermelhos.
O Cupido me olhava.
Eu olhava o Cupido.
Aquilo me irritou e eu, então, mandei o
Cupido ir tomar no cu.
Ele foi embora e nunca mais voltou.
Jack
Sk.
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Romanos
3:10-18
A tradução é mais ou menos como a
investigação sobre um perfil: o ato de
traduzir possibilita
uma espécie de viagem aos confins da
mente que escreveu o texto, revelando
muito a respeito de quem se
expressou através dele: seus medos, suas
ambições, sua cultura, seu mundo.
Além da grafologia, eu considero a
lingüística uma ciência de grande
importância para as áreas forense e de
psicologia. Considerando que mesmo com a
máxima fidelidade ao sentido original de
um texto qualquer o exercício da
tradução é sempre uma opção,
traduzir, seguindo as regras gramaticais
de um idioma e o sentido oculto na
etimologia das palavras que compõem o seu
léxico, me ajuda não apenas a entender
um pouquinho a cabeça de outra pessoa,
ajuda-me a entender também um pouquinho
mais a minha própria.
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Trecho
do Novo Testamento, em dialeto Grego Koiné,
traduzido por Jack Skellington |
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10
Como está escrito Não existe justo nem um único,
11
não existe o entendedor, não existe o almejante de Deus.
12
todos desviaram-se juntos fizeram-se sem valor; não existe
benfeitor, [não existe] nenhum.
13
tumba aberta a garganta deles, com as línguas deles tramaram
fraudes, veneno de áspide debaixo dos lábios deles;
14
a boca de imprecação e rancor cheia;
15
rápidos os pés deles derramando sangue,
16
ruína e desgraça nos caminhos deles,
17
e o caminho pacífico não conheceram.
18
Não existe respeito a Deus na presença dos olhos deles.
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Romanos 3:10-18 |
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leave

Jack Sk.
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27
de Fevereiro de 2008. |
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Crônicas da
vida
Visão Louca
Loucura é qualidade. Só os loucos possuem uma visão perfeita do mundo.
Eles enxergam o que os anormais seres humanos não conseguem
ver.
Eles aplaudem o que para os estranhos não há graça.
Eles são loucos e os estranhos são apenas humanos.
Keidy Lee Jones |
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É foda.
Eu
mando as pessoas irem se foder,
mas elas insistem em não ir.
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26
de Fevereiro de 2008. |
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O insetinho
Para Bertold Brecht
Um insetinho vinha caminhando pela escrivaninha e subiu sobre a folha de papel onde o Sr. K. estava escrevendo uma carta. Como o insetinho era apenas um
insetinho, apenas um pontinho preto estragando a brancura da folha de papel da carta do Sr. K., o Sr. K. esmagou o insetinho com a ponta de seu dedo,
mas como o insetinho era tão pequenininho, nem teve sangue suficiente para tirar a alvidez da folha de papel de carta. O Sr. K. então limpou o dedo com os restos do insetinho debaixo do assento da cadeira e voltou a escrever, mas antes, parou alguns segundos para pensar.
E foi assim que o Sr. K. percebeu o que significa ser um insetinho.
Jack
Sk.
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Felicidade
Momentos
de felicidade são como minúsculas ilhas
perdidas em um oceano. São marinheiros
desesperados em embarcações frágeis,
lutando por poucos segundos de oxigênio
antes de serem tragados pelas ondas.
Momentos de felicidade são efêmeros pra
caralho. É foda.
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Reticências
A vida é como as imagens em um rolo de
super-8: separadas, cada uma das peças
que formam a nossa existência não passam
de pequenos frames sem sentido. Seus significados
dependem apenas da capacidade de cada um
em fazê-los correr, um atrás do outro.
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21
de Fevereiro de 2008. |
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Post multiuso

Um dia, quando ganhar sozinho na megasena,
eu vou fazer só coisas divertidas, como
passar a noite jogando, brigando em bar,
bebendo até cair e trepando até gastar o
pau, mas enquanto isso não acontece,
alguém tem que carregar este país nas
costas. Por esse motivo, anda meio
complicado pra mim, conseguir postar nos
últimos dias: muito trabalho, muita coisa
pra ler, muita coisa pra escrever, muita
gente pra atender (mas ninguém pra eu
comer).
Este post tem, portanto, apenas duas
finalidades: avisar que eu vou continuar
escrevendo aqui porque eu não morri e que
a Avril Lavigne anda muito gostosa e que
se ela quisesse dar pra mim, eu comia.
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16
de Fevereiro de 2008. |
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Angel Maturino
Resendez
O texto no final deste post faz parte de
meus arquivos para estudos de perfis de
criminosos e assassinos em série e foi
escrito por Angel
Maturino Rasendez, conhecido como o Railroad
Killer. Uma rápida análise
grafológica dessa carta revela detalhes
curiosos:
Considerando a dinâmica linear, o
movimento convexo constata de que se trata
de um indivíduo que possui otimismo
inicial que tende a diminuir diante da
dificuldade em transpor obstáculos, picos
de entusiasmo pouco firmes e de curta
duração e capacidade deficiente para
medir os próprios impulsos e a própria
força, inconstância e dificuldade de
concluir tarefas. O grau de coesão
desligado, caracterizado pelo ato de
levantar a caneta entre uma letra ou outra
demonstra intuição, introversão e
isolamento, independência, inconstância,
falta de senso prático, devaneios
utópicos, angústia, inibição e
sentimentos de incompreensão.
Sob aspectos da grafologia indutiva
alfabética, é interessante notarmos que
o "i" minúsculo possui um pingo
em forma de círculo no início das
palavras, mas com tendência a ser grafado
na forma de ponto quando aparecem no final
das palavras, o que significa mimetismo,
desejos de originalidade e extravagância.
O "g" minúsculo com pé
anguloso (em college, na primeira
linha e na assinatura final) revela
repressão e controle volitivo sobre os
impulsos da libido e é coincidentemente
reforçado pelo "g" de pé
interrompido, que não sobe (como na
palavra get, na quinta linha abaixo
do cabeçalho) que implica em má
realização sexual e dificuldade custosa
em entregar-se ao ato sexual em si. É
como dizer que o cara é mal resolvido
sexualmente, quase um broxa que não se
conforma com essa sua condição e
tampouco consegue resolvê-la.
A assinatura no lado direito revela um
excessivo ardor, cujo autor não consegue
reprimir. A assinatura maior do que o
texto revela que o indivíduo se considera
superior à maneira como está se
manifestando. As aspas duplas, que
aparecem entre os números "3" e
"8" é característica de
pessoas que tendem a dramatizar seus
relatos.
Eu poderia descrever muitas outras coisas
a respeito do perfil do autor dessa carta,
mas acontece que não estou inspirado.
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14
de Fevereiro de 2008. |
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Andyonthewall

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12
de Fevereiro de 2008. |
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Sobre o
inferno
Sobre o
inferno e a eternidade das penas
"Considera que o inferno é uma prisão hedionda, cheia de
fogo. Neste fogo estão submersos os
condenados. Neste abismo de fogo que os rodeia por todos os lados, têm chamas na boca, nos olhos, em todas as partes do
corpo. Cada sentido tem seu sofrimento próprio: os olhos são atormentados pelo fumo e pelas trevas, e horrorizados pela vista dos outros condenados e dos demônios; os ouvidos ouvem dia e noite contínuos clamores, prantos e blasfêmias.
O olfato é atormentado pelo cheiro nauseabundo daqueles inumeráveis corpos corrompidos, e o paladar por ardentíssima sede e fome insaciável sem poder obter uma gota de água nem uma migalha de pão.
Por isso aqueles encarcerados infelizes, abrasados pela sede, devorados pelo fogo, torturados por toda a espécie de sofrimentos, choram, clamam, desesperam-se; mas não há nem haverá quem os alivie e console.
Ó inferno, inferno! Quantos há que se recusam a crer em ti até o momento em que caem em teus
abismos! E tu, querido leitor, que
dizes? Se houvesses de morrer agora, para onde
irias? Tu, que não podes suportar o ardor de uma centelha de fogo que te salta á mão, poderás estar em um abismo de fogo que te abrase, abandonado de todos por toda a eternidade e sem lenitivo algum?
(...)"
Santo Afonso Maria de Ligório |
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A morte
segundo São João Bosco
Sobre
a Morte
"(...)
O lugar e a hora de tua morte não te são conhecidos, mas é certíssimo que ela virá. Ainda supondo que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta, sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar.
Nessa hora, estendido sobre o leito, assistindo por um sacerdote que rezará junto de ti as orações dos agonizantes, rodeado por tua família que chora, com o crucifixo numa mão e uma vela acesa na outra, te encontrarás às portas da eternidade.
Tua cabeça sentirá dores e não encontrará repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua estará ardendo; tua garganta, seca, teu peito, oprimido, o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será consumido pela enfermidade e teu coração transpassado por mil dores.
Quando a alma tiver abandonado o corpo, este coberto com uma mortalha, será lançado a um buraco, onde se converterá em podridão; os vermes o devorarão e de ti só restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó mal cheiroso.
Abre uma tumba e observa o que restou de um jovem rico, de um homem poderoso no mundo; pó e podridão... O mesmo te acontecerá a ti.
Lê estas considerações com atenção, meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos os outros homens.
Agora o demônio, para induzir-te a pecar, se esforça e distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa, dizendo-te que não há grande mal em tal prazer, em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente, diante de ti.
Que farás tu naquele terrível instante? Desgraçado de quem então se encontrar em pecado mortal!
(...)"
São
João Bosco |
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Circuncisão
Masculina

As mais antigas representações da circuncisão
masculina das quais se têm notícias
datam da Sexta Dinastia do Egito Antigo
(de 2.345 a.C. a 1.181 a.C.). A
ilustração acima foi baseada em informações
obtidas na tumba de Ankhmahor,
um vizir com claro interesse por
procedimentos médicos.
A tumba de Ankhmahor
é muito conhecida por suas diversas cenas de pessoas sendo submetidas a diversos tratamentos médicos. Graças a isso, essa tumba recebeu, por merecimento, o nome de "A tumba do fisiologista", mesmo
Ankhmahor não
tendo sido exatamente, um genuíno fisiologista.
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11
de Fevereiro de 2008. |
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Foi assim, ó
Então, a história foi assim, ó: você apareceu na minha frente num daqueles momentos em que a vida da gente pede por alguma coisa diferente e eu, que nunca soube exatamente o que era ser diferente, porque na verdade nunca soube o que era ser igual (e esse é o tipo de coisa que exige um certo parâmetro), simplesmente fiquei sem saber o que fazer, mas como eu precisava fazer alguma coisa, mesmo que essa coisa não fosse a coisa certa, então eu te agarrei e quando eu te agarrei eu não sabia como fazer pra terminar de fazer aquilo que eu havia começado a fazer porque, sabe, estava muito bom, daí foi subindo aquele comichão, entende, aquele negócio que vem vindo lá de baixo e explodindo lá em cima (ou seria vindo lá de cima e explodindo lá em baixo?) e eu, que não estava conseguindo me segurar, percebi que você também não estava, então aproveitei o embalo daquela coisa que estava muito boa de sentir e fui logo pros finalmente e nem me dei conta de que a gente estava diante da igreja, nem que havia gente vendo e muito menos, que havia gente que prende gente no meio daquela gente que estava vendo a gente, mas não me olha com essa sua cara porque você saiu correndo sem ter percebido também, eu que fui besta e fiquei lá sozinho, olhando pras estrelas numa noite em que nem havia estrelas na porra do céu.
E foi por isso, exatamente por isso, exatamente por sua culpa
e de mais ninguém, que eu acabei indo preso naquela noite.
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A Deusa da
Fertilidade
"Cybele,
a Deusa da Fertilidade", escultura de
Mihail Chemiakin,
em frente à Mimi Ferzt Gallery, no Soho,
em Prince Street.
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Blasfêmia

Um
dia eu ainda hei de arder no mármore do
inferno.
(mas
que antes eu como todas que eu quiser, ah,
isso eu como)
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10
de Fevereiro de 2008. |
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John Currin
Quadros da Exposição
John Currin, de John
Currin, realizada na Madison Avenue de
NYC entre 11 de novembro de 2006 e 27 de
janeiro de 2007 e organizada pela Gagosian
Gallery.
Nessa exposição,
Currin exibe os
resultados de suas contínuas
explorações e elaborações da história
da arte figurativa, realizada através de
diversas pesquisas em diversas fontes,
como antigos retratos, anúncios
veiculados na revista Playboy durante os
anos 1970, filmes da segunda metade do
século XX etc. Obviamente
Currin promoveu
durante sua mostra, além da
extravagância de um maneirismo
explicitamente provocador, um festival de
tias-velhas reclamando e tapando os olhos
pois, você sabe, isso não é coisa pra
se mostrar em público, principalmente em
uma sociedade tão pura em relação a
seus valores morais quanto a sociedade
protestante americana dos conservadores
republicanos de hoje e de sempre.
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World Press
winners
Arts and Entertainment: 1st prize singles
Ariana Lindquist - USA
"Girl dressed in an anime character costume waits backstage
before performing in a cosplay competition, Shanghai, China."
Site
da WorldPress
Winners Gallery 2008
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Art or Porn?
Se
você é uma daquelas pessoas que defendem
que arte e pornografia são coisas
completamente distintas, separadas por
linhas nítidas e critérios
compreensíveis para qualquer ser humano
capaz de passar por um teste para
chimpanzé da Nasa, faça
este teste e veja se realmente a vaga
de primata da agência espacial americana
não lhe cai melhor do que você gostaria.
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9
de Fevereiro de 2008. |
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Graffiti

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Cecília
Meireles
Herança
Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?
E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?
Cecília Meireles |
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Rembrandt van Rijn
Brain dissection by Professor Johan Deyman
Rembrandt van Rijn (1606-1669),
Rijksmuseum, Amsterdam.
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Autópsia
Autópsia
Limpo com um espanador a memória de Maria Teresa Cayetana da Silva, Duquesa de Alba, enterrada no Campo de Santo Isidoro, de onde foi exumada para autópsia em 1945, notando-se então a falta dos pés.
Enterraram-na vestida, e é assim que o corpo surge na fotografia, com a mão direita visível e um esgar de dor na caveira.
A nudez, aqui, pertence apenas à morte, que lhe aconteceu antes dos quarenta anos, como se a mais bela mulher de Espanha pudesse morrer de um dia para outro, sem razão aparente.
Falou-se de veneno. Mas seu veneno era outro: o da beleza.
Nua sobre almofadas, no quadro de Goya, os seios apontando horizontes do amor, o púbis sobressaindo de entre as coxas, na linha do umbigo, a duquesa de Alba nos fixa com os olhos desmaiados do prazer.
A mão que se vê no túmulo segura, na tela, a cabeça. E o rito da morte é substituído por um sorriso de lábios fechados, num desafio a quem por ela passa, como se alguém pudesse resistir ao abismo que se abre sob seu braço esquerdo, onde se encontram o tecido e o torso.
Nua e vestida, a duquesa de Alba está inteira. Olho para seus pés, onde cada um dos dedos, com as unhas perfeitas, não adivinha a mutilação póstuma, para relíquia ou simples descuido, o que não é grave: em algum juízo final, os restos se hão de colar. E Maria Teresa Cayetana da Silva, restituída a seu esplendor, se apresentará com o argumento com que a limpo, agora, do pó dos séculos: a beleza absoluta de seu corpo, o mais puro sinal de que merece a eternidade.
Nuno Júdice |
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8
de Fevereiro de 2008. |
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Jeff Koons

Jeff
Koons está expondo alguns de seus
trabalhos no Contemporary Art Museum
de Los Angeles. Dentro de sua proposta
pós-modernista, Jeff
Koons opta por não tocar em suas
obras, tendo uma equipe para produzi-las,
usa a arte para descrever a própria arte
em uma referência metalingüística
própria do cachorro que corre atrás do
próprio rabo e utiliza o espectador como
parte da obra. Fico até imaginando o
diálogo das duas americaninhas
neo-liberais aí em cima:
-- Mas qual será o
significado dessa lagosta, heim?
-- Lagosta? Que lagosta?
Pois é. Não sei quanto a vocês, mas eu
gosto.
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Bonnie &
Clyde
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Momentos I
"Xilogravura" - Jack Sk.
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Knee
Suspension
Tracie Hanna, a garota acima, apresenta-se
em uma performance de Suspensão Corporal
através dos joelhos. Atualmente
insurgindo na esfera dos fetiches, essa
prática, que na verdade já existe há
alguns milhares de anos, foi abduzida,
pelos performáticos adeptos da body
modification, de rituais religiosos
comuns a diversas culturas asiáticas e
primitivas.
Enquanto alguns isolam-se em suas cavernas
para observar o mundo através das sombras
digitais providas pela Internet em seus
monitores LCD de 20'', outros encontram no
corpo a mais poderosa mídia disponível.
Esse aparente paradoxo, na verdade não
passa de uma óbvia constatação da
necessidade cada vez mais explícita de se
estabelecer novos níveis de
comunicação: a velha reafirmação de
que, em nossa nova aldeia global, o
meio é a mensagem.
Esse é mais um dos temas que me fazem
estabelecer uma relação muito íntima
entre a religião, a arte e o fetiche e
que eu, obviamente, acho deveras
interessante, pra não dizer, excitante.
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7
de Fevereiro de 2008. |
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Tragédia,
tragédia, tragédia...
Algum imbecil decidiu que eu, aos 12 anos
de idade, deveria ler O Ateneu, de
Raul Pompéia. Como seria preciso fazer
uma prova a respeito do livro, eu acabei
lendo. Quem já leu O Ateneu deve
imaginar o que eu achei da história,
especialmente quando a porra do colégio
pega fogo e o Raul utiliza-se de seu
vocabulário irrestrito para descrever o
inferno que concebia naquele momento. Eu
não entendia merda nenhuma. E esse foi o
segundo passo para que eu desenvolvesse
uma explícita vontade de ver o sujeito
morto e esquartejado (o primeiro passo foi
terem me obrigado a ler o livro).
E esse desejo mórbido, que inicialmente
deveria ter desaparecido quando me
disseram que ele já estava morto há um
puta tempo, só se afastou realmente de
meu cérebro possuído pelo cramulhão
quando eu descobri Uma
tragédia no Amazonas. Foi após
ter lido essa obra que eu parei de tentar
imaginar uma maneira de trazer novamente o
Raul Pompéia à vida, apenas pra poder
matá-lo de novo: o livro era muito bom,
mas muito bom mesmo, dava até vontade de
saber brigar que nem o paraense que, a
certa altura da história, distribuía
coronhada de espingarda de todos os modos
pra cima dos caras que o cercavam, munidos
de foices e o cacete. Mas por incrível
que pareça, uma professora da época, com
quem eu comentei sobre o livro, me
aconselhou a parar de lê-lo, porque você
sabe, é leitura muito pesada pra
criança, violência demais, impressiona
sem necessidade.
E foi assim que tentaram fazer com que eu
odiasse literatura, mas não conseguiram.
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Raul Pompéia
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"Quis gritar. A mão grosseira do seu carregador tapou-lhe a boca e ela sentiu que ele deitava a correr para a mata. Fez uma contorsão desesperada, mas, exausta, deixou pender depois a cabeça para as costas do infame que a arrebatava...
A sombra que Rosalina avistara era Otávio Dugarbon; porém o bravo menino não chegava a tempo...
Passara grande parte do dia escondido nas ribas do Iapurá, a pouca distância da habitação de Eustáquio.
A demora dos malfeitores fê-lo crer que eles não apareceriam naquele dia. Deixando o seu posto, ele seguiu para S. João do Príncipe, onde demorou-se até cair a noute.
Voltou então para o lugar que ocupara de dia, indo pelo rio, embarcado em uma pequena canoa, para não ser apercebido.
Estava a meio caminho, quando alguns tiros longínquos chegaram-lhe aos ouvidos. Sem demora encostou à margem a sua embarcação, saltou em terra e, tirando da cintura uma faca, única arma que nessa ocasião levava, lançou-se de carreira para a habitação de Eustáquio. Quando lá chegou, apenas viu dous indivíduos, que, sem pressa, saíam de dentro do cercado daquela habitação. O fardo era Rosalina, desmaiada. Um outro homem corria na frente.
O bandido ouviu os passos... olhou para trás, e, com pavor, viu aquela sombrinha que o ia acometer. Como os gladiadores da antiga Roma, saltou para o lado, fez fincar-pé e ergueu acima da cabeça um punhal, que tirara do seio, para baixá-lo sobre o seu agressor.
Otávio, com felina agilidade, furta-se ao golpe da arma, que desce rasgando somente o ar.
Agacha-se. Ergue-se, cosendo-se ao corpo do malfeitor e, sem que este o espere, mergulha-lhe no peito toda a lâmina da sua faca.
O bandido não deu um só gemido... Caiu sobre a menina, que foi atirada ao chão pelo peso do corpo do seu adversário.
De súbito, Otávio sentiu nas costas uma dor aguda e soltou um grito involuntário. Antes de cair, o malfeitor apunhalara-o pelas costas. O menino levou a mão à ferida e arrancou a arma, que os dedos de um morto já não seguravam.
Em seguida, horrorizado pela idéia de ter sobre si um cadáver, moveu-se bruscamente e fez rolar para um lado o peso que o oprimia.
Nesse momento, um brado pungente veio perturbar o silêncio da noite. Uma voz de criança gritou ao longe:
-- Otávio! Otávio!
-- É ela! É ela! exclamou o menino em francês.
O chefe da quadrilha fugia pelo mato com Rosalina ás costas. Otávio quis levantar-se para socorrer a quem o chamava. O infeliz não teve forças. Erguendo-se, por um instante, caiu prostrado.
-- Meu Deus!... disse, apenas, e rompeu em soluços.
-- Otávio! Otávio! repetiu mais longe a voz de criança.
-- Ai! gemeu com desespero o menino.
Por um esforço inaudito, pôs-se de pé, mas não conseguiu dar um passo sequer... Caiu de novo... Ficou sem movimento no chão... Balbuciou:
-- Meu pai, está satisfeito?
-- E morreu...
-- Otávio! Otávio!
Estes gritos lancinantes partiram ainda uma vez do âmago das trevas, mas já fracos... imperceptíveis quase.
Depois, mais nada... a noute a ciciar um cântico sobre a hecatombe.
Alta noute, no mesmo teatro das cenas de sangue que acabamos de narrar, passou-se uma cousa indescritível.
Um homem apareceu correndo do meio da escuridão dos bosques. Trazia nos braços uma carga, que não parecia pesar-lhe.
Inesperadamente ele parou.
Tropeçara em um objeto.
-- Mais outro?! murmurou ele, em francês.
E abaixou-se para ver em que esbarrara.
Nessa ocasião o minguante da lua, levantando-se, mostrou-se no céu e difundiu alguma luz pelo campo.
Então, como se essa luz viesse queimá-lo, o desconhecido deixou partir dos seus lábios um som apenas comparável ao uivo derradeiro do cão a morrer.
-- Morto! disse depois.
O objeto em que tropeçara era o cadáver de Otávio.
Depôs então o seu fardo em terra e ajoelhou-se ao lado do menino morto.
Aquele fardo era o corpo de Rosalina. O desconhecido o encontrara na floresta, despido e sacrilegamente maltratado, e o trouxera envolto no seu capote.
Com dous estertores pronunciou dous nomes e chorando debruçou-se para os cadáveres.
-- Meus pobres filhos! exclamou ele.
Em tom de desespero acrescentou: -- Meu Deus! Meu Deus! Ambos assassinados!
E, abatido pela dor, estirou-se ao lado dos dous cadáveres."
Uma Tragédia no Amazonas
Raul Pompéia
XIV - A TRAGÉDIA |
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Houston,
we've had a problem...
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6
de Fevereiro de 2008. |
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Ô vida..

Tá
bom, amor, não fica assim... Eu fico com
você, vai.
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Coleoptera

Depois da ordem Diptera, que
envolve, por exemplo, as
moscas-varejeiras, Coleoptera é a segunda ordem de maior interesse
forense, uma vez que possui vários representantes
necrófagos e também os de hábitos
predatórios, que são atraídos aos
cadáveres pela chance de capturar os
verdadeiros necrófagos.
A ocorrência dos Coleoptera
necrófagos no processo aumenta na medida
em que o corpo avança para estágios mais
secos, o que diminui a competição com os
Diptera, em oposição aos
predadores, que se aproveitam justamente
da presença das larvas de moscas para
seus objetivos. Goff (1991) citou que a
incidência de Coleoptera em um
corpo aumenta tanto em número de indivíduos quanto
em número de espécies durante estágios avançados de decomposição de restos em
ambiente aberto, mas que ao serem
observados em ambientes fechados, restos
em estágio similar tendem a ter a ordem
representada de maneira praticamente nula
na população de sua fauna cadavérica.
Essa afirmação vem sendo reforçada
desde meados do século passado, quando os
entomologistas já previam maior ou menor
incidência de insetos da ordem Coleoptera
nas experiências de coleta realizadas em
carcaças decompostas, utilizando jarros
de barro enterrados com suas aberturas ao
nível do solo e valendo-se de carne putrefata
como isca.
É por esse motivo que os Coleoptera
são considerados, quando encontrados
esqueletos secos de seres humanos,
a principal evidência entomológica para
a determinação do Intervalo
Post-Mortem,
tendo especialmente, como base, seus
padrões de sucessão.
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Madison Young
Quer
ver a ruivinha aí em cima em cenas menos
"frias"?
É só acessar o site Madison
Bound e descobrir do que ela é
capaz.
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5
de Fevereiro de 2008. |
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Açoitamentos
As duas cenas de mulheres sendo açoitadas
têm em comum, além do tema, o fato de
terem sido criadas nas duas décadas
finais do século XVIII. A arte da
esquerda, em tons de verde, representa uma
mulher sendo chicoteada pelo fato de ser
mãe solteira na Inglaterra, já a da direita,
assim como o sujeito que está
batendo, eu também não sei o motivo, mas
a mulher, com certeza, sabe porque está
apanhando.
Certas coisas, passa século e entra
século, não mudam nada.
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Leg Corset
Pra quem como eu, tem um certo fetiche por
piercings, esse Leg Corset é bem
interessante. A dona do ornamento se chama
Danae. A arte é dos piercers da Fallen
Angel Tattoo, de Citrus Heights, na
California.
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Ariel
Sylvia Plath, que se suicidou aos 11 dias
do mês de fevereiro de 1963, em Londres.
A poeta deixou pra trás, além de seus 30
outonos de existência, a obra Ariel.
Mas seu marido Ted Hughes, como todo homem
imbecil que se preza, realizou uma
espécie de edição criminosa no livro
que Sylvia havia cuidadosamente organizado
e preparado antes de se matar.
Dessa forma, Ted extirpou 13 poemas do
arranjo original, que considerou muito
agressivos sob seu ponto de vista pessoal
e colocou no lugar outros 13, escritos em
sua maior parte no ano de 1963. Além
disso, também alterou a seqüência dos
poemas, descaracterizando o Ariel
original.
Em dezembro de 2004, porém, os
verdadeiros manuscritos deixados por
Sylvia Plath foram finalmente levados a
público em um lançamento simultâneo,
feito na Inglaterra e nos Estados Unidos.
No ano passado eu li a edição
brasileira, bilíngüe, da Editora Verus,
que traz, inclusive, a versão fac-similar
de Ariel. Tudo o que posso dizer
sobre o livro, é que se trata de uma
leitura no mínimo essencial pra você,
que fica aí sentado, criando bolor no
sovaco e
pensando que o seu sentimento pelo
próprio umbigo é a melhor coisa que lhe
aconteceu na vida.
Ariel
Êxtase no escuro,
E um fluir azul sem substância
De penhasco e distâncias.
Leoa de Deus,
Nos tornamos uma,
Eixo de calcanhares e joelhos! – O sulco
Fende e passa, irmã do
Arco castanho
Do pescoço que não posso abraçar,
Olhinegra
Bagas cospem escuras
Iscas –
Goles de sangue negro e doce,
Sombras.
Algo mais
Me arrasta pelos ares –
Coxas, pêlos;
Escamas de meus calcanhares.
Godiva
Branca, me descasco –
Mãos secas, secas asperezas.
E agora
Espumo com o trigo, reflexo de mares.
O grito da criança
Escorre pelo muro
E eu
Sou flecha,
Orvalho que avança,
Suicida, e de uma vez se lança
Contra o olho
Vermelho, fornalha da manhã.
Sylvia Plath
Tradução: Rodrigo G. Lopes e Maurício A. Mendonça |
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O corpo de
Cristo

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4
de Fevereiro de 2008. |
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Judiaria
Judiaria
Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia, a sua ingratidão
A judiaria que você um dia fez pro coitadinho do meu coração
Estas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater
Já chega um tempo que eu fiquei
sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer
Lupicínio Rodrigues |
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Emily Scott

Considerada a mulher mais sexy da
Austrália em 2007 e a 9ª mais sexy do
planeta pela Revista
FHM, a loiríssima dos zóios verdes
-- Emily Scott -- é um exemplo de porque
às vezes eu acho que na Austrália não
apenas os cangurus, mas também algumas
mulheres, deveriam nascer com bolsas, só
pra eu poder me imaginar entrando por
completo dentro delas. Eu sei que esse é
um pensamento de mau gosto e bastante
chauvinista, mas eu, que nasci um homem de
mau gosto e me esforcei muitos e muitos
anos para me tornar um verdadeiro
chauvinista, não consigo deixar de ter
idéias desse naipe.
Você pode conhecer mais a respeito dessa
maravilha da Oceania acessando o MySpace
da gata ou visitando seu site oficial,
o Emily's
Motel.
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Katie Price
Se eu tivesse um par de peitos como os da Katie
Price, provavelmente eu passaria
metade do dia acariciando a mim mesmo.
Mais conhecida como Jordan, ela é, do
alto de seus 29 aninhos bem vividos,
provavelmente a colunista de tablóides
ingleses mais gostosa de todos os tempos.
Percebam que além do corpo especialmente
desenhado para matar os homens de enfarte,
a garota também possui um coraçãozinho
estrategicamente situado na região mais
desejada das ilhas britânicas.
Ouvi dizer que ela recentemente tirou os
implantes porque andava farta do visual
peitudaça, tendo retornado a suas formas
glandulares naturais, mas mesmo assim,
essa inglesa eu comia bem comido e depois
ainda saia correndo, de pau duro, atrás
da Rainha Elizabeth.
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Fragmentos I
Eu acho que a vida é feita de pequenos
fragmentos. E é justamente através da
soma desses pequenos pedaços de nossa
existência que encontramos o nosso
significado verdadeiro: somos uma
metáfora real do mito de Osíris,
espalhados pelo mundo e à espera de
alguém capaz de reconstituir o nosso todo
a partir de nossas partes.
Doido, isso.
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Sóamortesalva

Jack Sk.
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3
de Fevereiro de 2008. |
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Novo layout
E
aí, notaram o novo layout? Resolvi tirar
um pouco de cores e deixar o negócio mais
clean. Além da imagem de abertura
aí em cima, eu também mudei a imagem lá de baixo
e a que fica do lado esquerdo, abaixo das
caixas de links que dividem os posts por
categoria.
Também inseri, debaixo de cada post, um
sistema que serve pra deixar um
comentário e é claro que ninguém vai
comentar nada de útil, uma vez que este
blog também não apresenta nada de útil.
Mas de qualquer forma, aproveitem, pois
sendo eu um
anti-social-tipo-nem-aí-pra-opinião-dos-outros,
é bastante provável que eu acabe tirando
esse negócio muito em breve.
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Eros-Thanatos-Perasma
Há um ano e inspirada pelos trabalhos de Vesalius,
Bérangère Haegy, fotógrafa plástica
vinculada ao Istituto
Francese realizou, durante sua
permanência no Palazzo Lenzi e com a colaboração do Museo
di Storia Naturale di Firenze, a
mostra Eros-Thanatos-Perasma,
trabalhando sobre a coleção de cera
anatômica do Museu.
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2
de Fevereiro de 2008. |
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Flor na chuva
Flor
na chuva*
Oh please don't you think baby that I am
wrong to cry, yeah... Olhava pela
janela e imaginava-se infiltrada no outro
apartamento, a meio quilômetro de distância...
You loved me, too, so how come you just
sit there and laugh and laugh and laugh
and laugh ?.. Os olhos refletiam o céu
cinzento que espremia o sol e ordenava
parcos feixes de luz... Things just can't
be this way and not for very long no no
no... As nuvens se denunciavam
pesadas, prenuncio da epopéia moderna de
Gilgamesh... Our love affair said it's
just history, yes it is... Olhava em
transe, não via as pombas se recolhendo e
não via os carros lá em baixo... And
I tried to love you in my own way,I think
that you know I did... Seus olhos
abertos denunciavam sua ausência,
denunciavam sua presença em outro
corpo... But to have you here, to see
you living, oh so near to me, yeah, yeah,
yeah... O vento do outono carregava as
folhas e as árvores nuas enrubesciam com
um pudor incrédulo, enfileiradas na
alameda toada pelos vermelhos daquele
final de tarde... Oh but you are
distant and so it's dead and so often
people are glad to be old, yeah yeah..
O vermelho que insistia em catequizar
aquele céu escuro... Our love
affair is just history, yes it is...
Naquele dia as rosas amanheceram
abertas... Once in a green time a
flower... Eram vermelhas... Oh,
fell in love with the sun... Tinham os
caules cortados com cuidado, folhas
aparadas, escolhidas a dedo... The
passion lasted for an hour and then she
wilted from her loved one... Mas
apesar daquela pequena fração de
primavera ao seu lado, ela sentia
representar o próprio outono naquela
tarde sem fim... Once in a green time a
flower... Árvore seca... Oh, fell
in love with the sun... Ela era uma árvore
seca... The passion lasted for an hour
and then she wilted from her loved one...
Um amontoado de madeira morta, plantada em
um vaso de concreto.
And I see you looking up
at the sky, how high it is, yeah... Não
havia mais azuis fora do rádio mal
sintonizado, que insistia em lhe chamar
inutilmente a atenção... You wonder
if there is, who'another me now how can
that be, how can it be?.. Apenas a cor
do sangue que acompanhava as primeiras
gotas, pesadas e frias, velozes e
impertinentes ... Well, I sit here and
I ask you, why all this ?.. Enquanto
as nuvens lhe cuspiam no rosto com o
deboche típico dos finais de tarde
chuvosos, o som dos primeiros trovões
misturava-se ao eco de seus pensamentos...
I just got toni-ni-ni-ni-night...
As pessoas corriam como formigas,
distantes da atenção de seus olhos
estatelados... Our love affair said
it's just a history... Veria as
estrelas que brilhavam acima das nuvens, não
fosse a escuridão que se formava veloz na
forma de densas nuvens que começavam
a abraçar a cidade... But baby, baby,
I said it's over, Charlie, I can't stand
another lo-lo-lonely, I'm never too lonely...
Sentiu o aroma de peixe podre invadindo
suas narinas molhadas... It's over
baby, where were you when I wanted ya 'nd
needed ya right by my side ?.. A
janela escancarada estremecia diante da
paisagem torrencial que explodia entre os
buzinaços que marcavam a bateria
descompassada da água nos telhados de
zinco... I said-a, baby, baby, don't
you feel me moving, baby, don't you hear
me cry ?.. O rosto encharcado,
expressionisticamente inexpressivo foi o
primeiro ato do espetáculo de Tanatos.. I
know I hurt you, but Lord don't you know I
cried, I know I hurt you, but babe don't
you know I tried...
Ninguém ouviu quando seu corpo inerte
abraçou, sob aquele aguaceiro, a luminária
do boulevard, apagando a única luz que
iluminava o jardim sem flores, que ninguém
via... Oh baby, oh baby...
Jack
Sk.
*ao
som de flower in the sun, de janis
joplin.
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Blood
Pack é escrito e produzido por
Jack Skellington. Você pode reproduzir os meus textos
onde quiser, mas cite a fonte. Se você gostou do que
leu aqui, escreva um e-mail
comentando, pra gente conversar. Se não gostou, nem perca
tempo tentando me azucrinar, porque eu não vou estar nem
aí pra tua crítica. Se curtiu o blog, indique-o para os
seus inimigos. Se não curtiu, vá tomar no cu e não volte
mais aqui, que você ganha mais. |
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