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Senta e roda
Já passamos da hora -- e faz muito tempo
-- de incentivar os desenvol- vedores brasileiros de softwares e outras tecnologias de informação. Não
imagino o motivo pelo qual ainda não
começamos a colocar em prática uma política séria contra a dependência nacional das soluções nipo-americanóides. Me lembro da cagada do
governo Collor, que numa licitação preferiu a
fibra- -ótica estrangeira à nacional por conta de uma diferença de centavos por tonelada e conseguiu, dessa forma, arrasar com a indústria nacional, fazendo o Brasil, que detinha o 2º lugar no ranking mundial de tecnologia no setor a despencar para uma patética penúltima colocação.
Com isso, ficamos atrás da Espanha, que hoje ironicamente
controla uma das maiores companhias brasileiras de telecomunicações, um setor estratégico para o
crescimento do país. Vivemos num mundo onde a informação vale mais do que qualquer coisa. Informação é, perante a atual forma do mundo, o mesmo que dinheiro.
É de extrema importância que o governo adote uma política séria no que se refere à implementação e utilização da informática nas escolas, ao
treina- mento de profissionais que orientem os alunos de maneira séria e coerente e gerenciem uma contextualização da disciplina com relação às demais maté-
rias. A informática deve começar a ser compreendida em seus princípios mais elementares já no ensino fundamental, para que dessa forma nossos jovens sejam capazes de evoluir tendo como base um raciocínio lógico voltado ao sistema. Uma política que privilegie empresários interessados em desenvolver indústrias de informática baseadas em tecnologias puramente nacionais e
um aumento das bolsas de pesquisas para
assuntos da área ajudaria a fazer com o país começasse a enxergar o assunto com outros olhos. Mas também é preciso que o governo invista em estruturas que viabilizem a formação de especialistas nas mais diversas áreas da tecnologia, incentive a criação de centros de pesquisas nas universidades, disponibilize verbas para
desenvolvi- mentos de novos projetos, faça a ponte entre o Estado, as instituições privadas e as acadêmicas, estreitando relacionamentos e aproximando a todos aqueles que tenham como objetivo o desenvolvimento de novas tecnologias da informação a custos muito mais interessantes.
Tudo fica mais
patético se observarmos a indústria da
informática em sua base: a produção mundial de silício
-- material essencial para o setor de
microeletrônica -- é de cerca de 780 mil toneladas por ano, das quais apenas 5% são purificados para atender ao mercado. O Brasil responde por 14% da produção
global e é o 3º maior produtor de
silício de grau metalúrgico do mundo.
Apesar disso, os maiores produtores mundiais de silício de alta pureza são os Estados Unidos, seguidos pelo Japão.
Isso é especialmente interes- sante de
ser levado em conta se considerarmos que o
valor de mercado do produto bruto oscila
entre US$ 1,00 e US$ 1,50 por quilo contra
algo em torno de US$ 500,00 o quilo do
silício de alta pureza, no spot
market. Não é difícil perceber
que continuamos a ser explorados tanto quanto na época do Brasil-colônia.
Não é difícil perceber que continuamos a ser vistos como uma gigantesca mina de
ouro (no caso, de silício).
Quanto tempo mais vamos ter que esperar pra mandarmos o
tio Gates enfiar seu Windows na sacola,
paramos de babar ovo em cima de i-phones,
e de admirarmos boquiabertos a hegemonia
googlena, pra partirmos para soluções estampadas de verde-e-amarelo que gerem novas opções que nos permitam deixar por aqui mesmo toda a grana que até agora está indo pras nádegas dessa galera?
O fato é que neste exato momento, ao mesmo tempo em que estamos aqui neste blog divagando sobre os motivos que fazem com que um bando de imbecis lá de Brasília negligencie um dos mais promissores nichos da economia mundial, a estrela vermelha embala o sono da tecnologia tupiniquim num carnaval de bundas e plumas e o Exterminador do
Futuro sorri, no governo de um estado com culhões de país e PIB superior a
um trilhão de dólares movido a silício e loiras peitudas da praia de Malibú.
E tirando as loiras, eu
honestamente não vejo mais nada para o
qual vale a pena a gente bater palmas.
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Alphaville
Com a mente ecoando em uma rouquidão
robótica daqueles cuja lógica binária
é seu próprio deus, me lembro da Nova
refutação do tempo, de Borges,
onde "o tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio; é um tigre que me despedaça, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o
fogo".
Há dias em que as tardes não têm cor e
tudo me lembra o cenário tecno-futurista
do Alphaville
de Jean-Luc
Godard. Nesses dias tudo é de um
branco absoluto ou de um negro profundo.
Nesses dias as garotas repetem as mesmas
coisas sem parar e todos os livros são um
só. Nesses dias os sentimentos se perdem
na ditadura eletrônica de um Alpha 60
qualquer, que me diz o que fazer, onde ir
e o que pensar. Nesses dias eu me sinto
vigiado mesmo não havendo alguém para me
vigiar. Nesses dias eu sou o criador deste
meu mundo totalitário e não meu próprio
salvador. Nesses dias não há uma Natasha
e eu sou von Braun, não Lemmy
Caution.
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Pensamento de
uma madrugada dominical
As hienas
dentro
da minha cabeça
roem
a minha carne
e desfiguram
a minha
face.
O pior
não é a dor
das mordidas,
o pior são
as risadas.
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Hellraiser
Então, o negócio é o seguinte: eu ando
meio sumido porque depois que eu ganhei um
caderno com folhas em branco, estou
dedicando algum tempo aos desenhos. Eu
também ando meio desanimado e sem
inspiração pras palavras. Acho que isso
tudo também tem um pouco a ver com o
calor e com o coração, coisas que
juntas, no meu caso, resultam em uma
reação mais destrutiva do que a do Ácido
nítrico com a Glicerina. Essas coisas
acabam por anular o efeito das minhas
sinapses e pifando meu cérebro. Essas
coisas me fazem descer ao inferno e me
dão um trabalho do caralho pra levantar
de lá e, quando eu volto, depois de
perambular bestamente pelos labirintos de
Leviatã, mais uma vez os meus sentimentos
estão próximos aos de um Cenobita.
Eu fico aqui, meio morto e meio vivo, me
sentindo como um restinho daqueles que
desvendaram o segredo do cubo.
Bem, de qualquer forma, o que realmente
interessa é que
por enquanto eu ainda não me matei e que
esta espelunca não vai acabar.
O lado ruim de ter meia-dúzia de leitores
em seu blog é que você acaba precisando
dar satisfação de praticamente tudo,
porque se você perdê-los, fica sem ter
pra quem escrever.
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Eutanásia, de
Lord Byron
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Eutanásia
Quando o tempo me houver trazido esse momento,
Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule, Esquecimento,
De teu sutil adejo a langue suavidade!
Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, a coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.
Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.
Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.
Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo, talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.
Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.
Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador.
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.
Morrer! Alhures ir... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer!...
Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!"
Lord Byron
Tradução de João Cardoso de Menezes e Souza, Barão de
Paranapiacaba. |
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Constatação
10/25
O foda em dizer
que se ama é que as pessoas podem
acreditar.
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.Posts
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10/13
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Constatação
10/7
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Constatação
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Alemão
urgente! Para brasileiros
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Wir nicht wollen ins Kino gehen.
Wir wollen nicht ins Kino gehen.
Não queremos ir ao cinema.
A palavra nicht, que normalmente nega o verbo e assim a oração inteira, aparece após o verbo conjugado.
Quando o verbo tem participante (acusativo),
nicht se transfere para depois do
acusativo.
Ich werstche den Text
nicht (Não entendo o texto).
Herr Müller hat mir das Geld
nicht gegeben (O Sr. Müller não me deu o dinheiro).
Er hat nicht Geld.
Er hat kein Geld.
Ele não tem dinheiro.
Quando se nega o verbo com marcador indefinido ou ausente, usa-se o marcador negativo
kein, keine etc. Herr Müller besitzt
keine große Villa (O Sr. Müller possui uma grande mansão).
Frau Goebells hat Zeit (A Sra. Goebbels tem tempo).
Frau Goebbels hat keine Zeit
(A Sra. Goebbels tem nenhum tempo).
Atenção para a diferença: Er trinkt den Wein
nicht (Ele não bebe o vinho).
Er trinkt keinen Wein (Ele não bebe nenhum vinho).
Mais um pouco: kein é uma espécie de
substituto para nicht ein, que parece não poder aparecer nessa ordem. Em ordem inversa a expressão ocorre, com seus dois elementos afastados um do outro:
Ein Haus hat er nicht, aber eine Wohnung (Ele não tem uma casa, mas um apartamento, sim).
Ein Haus hat er nicht, aber ein Auto
(Ele não tem uma casa, mas um carro,
sim). |
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Fonte:
Alemão urgente! Para brasileiros: soluções simples e rápidas para aprender de vez - Birgit Braatz e Cristina Schumacher, Editora Campus, Pág. 132/133
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Um presente
Há alguns anos eu praticamente parei de
desenhar. Não sei porque isso aconteceu,
mas o fato é que foram raros os desenhos
que eu fiz nos últimos anos. Isso pode
parecer normal pra maioria das pessoas,
mas quem me conhece e sabe que eu passei
boa parte da minha vida profissional como
desenhista, simplesmente não consegue
entender porque eu nunca mais abri as
gavetas com meus materiais de desenho.
Talvez eu tenha me entediado, talvez eu
tenha perdido a inspiração, talvez eu
tenha descoberto que não gostava tanto
assim de desenhar, talvez eu tenha
simplesmente deixado de ter motivos pra
isso.
Talvez.
Há poucos minutos, entretanto, ganhei da
minha mãe um Sketchbook
com 224 páginas de papel com pH neutro,
capa dura e encadernado, da Watson-Guptill.
Confesso que foi um presente motivador.
Agora, quem sabe, eu volte a desenhar e a
recomece a produzir alguma arte à moda
antiga.
Quem sabe.
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tudoaomesmotempoagora
SEIOSSEMSOUTIEN'MIM
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assim...
De vez em quando, o simples ato de existir
parece fazer com que eu sinta meu corpo
flutuando num show de jazz. Quando eu olho
pra trás não consigo enxergar o cordão
prateado. É como se meu espírito
estivesse aos poucos me abandonando, entre
as vibrações das pequenas cordas que,
segundo a teoria, dão forma ao universo.
Uma espécie de sono vaporiza minha
consciência e é como se minha estrutura
psíquica se rompesse. A história da
minha vida surge como um filme em câmera
lenta, projetado sobre uma inconstante
cortina roída por traças, atrás de uma
vidraça opaca. A mente turva, o hálito
cheira absinto, os olhos enganam, os
ouvidos enganam. O olfato parece farejar
terra úmida e o tato deixa de sentir. O
cérebro cria uma dança confusa, os
neurotransmissores já não têm pares,
não há fantasias lúcidas, apenas uma
sensação de histeria que imobiliza as
idéias como na visão do quadro da Mãe
morta e a menina, de Munch. A perspectiva se perde,
tudo converge e nada converge, as linhas
de fuga parecem estáticas e todas as
cores decaem em tons de sépia.
Melancolia. Um vômito cardíaco força
através dos poros a saída de sentimentos
que escorrem entre as costelas partidas e
que trazem consigo um desejo inquieto de
devorar meus próprios rins, de beber de
minha própria bile, de respirar meu
sangue coagulado, de me afogar em meus
próprios intestinos. A música não
cessa, o filme não cessa, mas não há
trilha e nem retorno, não há caminho de
volta. Há apenas o tempo, que dilata e
encolhe, na medida em que a velocidade da
minha mente rege a gravidade deste
buraco-negro que me consome.
É foda.
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Calvin &
Hobbes
Quanto
mais você sabe, tanto mais difícil é
tomar atitudes decisivas.
Uma vez que você se torna informado,
você começa a enxergar complexidades
e nuances de cinza. O que você
realiza não é mais tão claro e simples
como
parecia no início. Em última
instância, conhecimento é paralisante.
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Gaia Ciência
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"O homem louco se lançou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar: "Para onde foi Deus?", gritou ele, "já lhes direi! Nós matámo-lo — vocês e eu. Somos todos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como conseguimos beber inteiramente o mar? Quem nos deu a esponja para apagar o horizonte? Que fizemos nós, ao desatar a terra do seu sol? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos continuamente? Para trás para os lados, para a frente, em todas as direções? Existe ainda 'em cima' e 'embaixo'? Não vagamos como que através de um nada infinito? Não sentimos anoitecer eternamente? Não temos de acender lanternas de manhã? Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? — também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós matámo-los! Como nos consolar, nós assassinos entre os assassinos? O mais forte e mais sagrado que o mundo até então possuía sangrou inteiro sob os nossos punhais — quem nos limpará este sangue? Com que água poderíamos nos lavar? A grandeza desse acto não é demasiado grande para nós? Não deveríamos nós mesmos nos tornar deuses, para ao menos parecer dignos dele? Nunca houve um acto maior — e quem vier depois de nós pertencerá, por causa desse acto, a uma história mais elevada que toda a história até então!"
Friedrich Wilhelm Nietzsche,
in A Gaia Ciência |
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Os Outros
Voltaire tinha uma visão bastante otimista acerca da China. Ele a encarava como o modelo do despotismo esclarecido mais próximo que ele já havia visto. Para Voltaire, a China era a pátria dos reis filósofos. Essa postura foi imitada por Quesnay, um fisiocrata que encarava a China como um despotismo legal, a extremidade oposta do despotismo arbitrário. Enquanto isso, com uma visão diferente daquela que tinham Voltaire e Qesnay, Montesquieu criticava a China e seu modelo feudal, declarando que era a nação dos déspotas que monopolizavam a terra, um lugar carente das mais fundamentais leis políticas e de comércio.
O orientalista francês Anquetil-Duperron publicou diversas obras entre 1778 e 1791, onde deixava claro a oposição à idéia de que o governo da Índia tivesse uma postura déspota e que ignorava todo e qualquer direito relacionado à propriedade. Nessa mesma época, Adam Smith escreveu em
A Riqueza das Nações que tanto a Índia como a China, favoreciam amplamente a agricultura em face à manufatura e que todo a riqueza ficava restrita ao controle de poucos, que não só não investiam nas terras, como também não permitiam que outros o fizessem.
Até Hegel meteu seu bedelho nessa conversa. Logo no começo do século XIX, o filósofo alemão declarou que a Europa, a partir do contato com o Oriente passou a conhecer o desenrolar da autoconsciência. Ele pregava que no Oriente o indivíduo experimentava um desenvolvimento da consciência moral externa, ou em outras palavras, o desenvolvimento de uma moral abstrata.
Mas nada disso na
verdade importa realmente. Eu só escrevi
tudo isso pra dizer que vale a pena
conhecer um pouco mais sobre o modo de
pensar oriental e sobre como o Ocidente
interpreta e se vale de suas filosofias.
Num mundinho que nem este em que estamos
vivendo, acredito sinceramente na
importância do envolvimento de cada um no
sentido de aprender mais sobre o outro, e
ler um pouco mais sobre filosofia,
sociologia e história, certamente é a
melhor maneira de promover esse
envolvimento.
Ou então vá ler a
Caras e não me encha o saco.
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Constatação
10/13
O amor é uma
desvantagem evolutiva.
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.Posts
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10/7
....................................
Constatação
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Síndrome de
Asperger
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"As síndromes autísticas e a de Asperger são síndromes originadas de alterações precoces e fundamentais no processo de socialização, levando a uma cascata de impactos no desenvolvimento da atividade e adaptação, da comunicação e imaginação sociais, entre outros comprometimentos. Muitas áreas do funcionamento cognitivo estão freqüentemente preservadas e, às vezes, os indivíduos com essas condições exibem habilidades surpreendentes e até prodigiosas. O início precoce, o perfil de sintomas e a cronicidade dessas condições implicam que mecanismos biológicos sejam centrais na etiologia do
processo.
Contrastando um pouco com a representação social no autismo, os indivíduos com Síndrome de Asperger encontram-se socialmente isolados, mas não são usualmente inibidos na presença dos demais. Normalmente, eles abordam os demais, mas de uma forma inapropriada e excêntrica. Por exemplo, podem estabelecer com o interlocutor, geralmente um adulto, uma conversação em monólogo caracterizada por uma linguagem prolixa, pedante, sobre um tópico favorito e geralmente não-usual e bem delimitado. Eles também podem reagir de forma inapropriada ou não compreender o valor do contexto da interação afetiva, geralmente transmitindo um sentido de insensibilidade, formalidade ou desconsideração pelas expressões emocionais das demais pessoas.
Os indivíduos com Síndrome de Asperger normalmente acumulam uma grande quantidade de informações factuais sobre um tópico, de uma forma muito intensa. O tópico em questão pode alterar-se de tempos em tempos, mas em geral domina o conteúdo do intercâmbio social. Freqüentemente, toda a família pode estar imersa no assunto por longos períodos de tempo. Esse comportamento é extravagante no sentido de que, na maior parte das vezes, grandes quantidades de informações factuais são aprendidas sobre tópicos muito circunscritos (e.g., cobras, nomes de estrelas, guias de programação da TV, panelas de fritura comerciais, informações sobre o tempo, informações pessoais sobre membros do Congresso), sem uma genuína compreensão dos fenômenos mais amplos envolvidos. Esse sintoma pode nem sempre ser facilmente reconhecido na infância, já que fortes interesses, como dinossauros ou personagens ficcionais da moda, são onipresentes. No entanto, tanto em crianças mais jovens como em mais velhas, os interesses especiais normalmente se tornam mais bizarros e com foco mais restrito.
Indivíduos com Síndrome de Asperger podem ter um histórico de aquisição atrasada das habilidades motoras, tais como andar de bicicleta, agarrar uma bola, abrir garrafas e subir em brinquedos de parquinho ao ar livre. Com freqüência, são visivelmente desajeitados e têm uma coordenação pobre, e podem exibir padrões de andar arqueado ou aos saltos e uma postura bizarra. Do ponto de vista neuropsicológico, existe, em geral, um padrão relativamente elevado em habilidades auditivas e verbais e aprendizado repetitivo, e déficits significativos nas habilidades visuomotoras e visuoperceptuais e no aprendizado conceptual. Muitas crianças exibem altos níveis de atividade na infância precoce e, como mencionado, podem desenvolver ansiedade e depressão na adolescência e no início da vida adulta."
Ami
Klin,
em "Autismo e síndrome de
Asperger: uma visão
geral"
Artigo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria,
vol.28, suppl.1, São Paulo, Maio de
2006
Leia
o artigo completo AQUI |
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Refletindo
A suspensão corporal, ritual
amplamente difundido entre os adeptos da Body
Modification geralmente assume-se como
um mecanismo que possibilita uma
integração mais profunda entre o corpo e
a mente de seus praticantes, inserindo a
meditação em níveis mais elevados de
consciência espiritual.
Um incomum caso de crucificação de um
deus foi o de Alcestos de Eurípedes, em
600 a.C., o único exemplo conhecido de
uma deusa que se propôs a expiar os
pecados do mundo através da cruz. A
doutrina da Santíssima Trindade e da
expiação como forma de compensação ao
pecado estão incalcadas como parte dessa
crença religiosa de origem grega.
Adam Lowenstein, professor de
estudos cinematográficos da
Universidade de Pittsburgh (EUA) e autor do
livro Shocking
Representation: historical trauma,
national cinema, and the modern,
postulou recentemente que o interesse
mórbido pelo gênero de terror conhecido
por Toture
Porn possui raízes firmadas nos
medos Pós-11 de Setembro.
Maurizio Cattelan, um artista italiano, polemizou
neste ano com sua instalação na
Alemanha, onde uma mulher permaneceu
exposta crucificada no muro de uma igreja
católica que já abrigou uma sinagoga,
como parte do Synagogue
Stommeln Art Project, que existe
desde 1991.
Seja como canal de meditação
transcendental, forma de expiação dos
pecados, estratégia de exaltação do
medo ou modelo de polemização, a menina
aí em cima me mostra que, na pior das
hipóteses, essa parece ser uma das
melhores maneiras de se pendurar uma
mulher dentro do guarda-roupas, depois de
usá-la.
Ho! ho!
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A assustadora
história das pestes & epidemias
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"Um
ano depois que as notícias sobre a
doença se espalharam pela Europa, a
peste penetrou em cidades ao longo
do Mediterrâneo e apareceu em
Alexandria, no Egito. À beira das
estradas, as pilhas de cadáveres
eram tão altas que serviam de
abrigo para emboscadas de
bandidos."
Jeanette
Farrell, em "A assustadora história
das pestes & epidemias"
Pág. 97 - Ediouro, 2003 |
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"A
mortandade em Siena começou em
maio. Foi uma coisa cruel e horrível;
e não sei por onde começar para
contar sobre a crueldade e a
impiedade... É impossível para a língua
humana narrar a terrível verdade...
As vítimas morriam quase que
imediatamente... Morriam às
centenas, à luz do dia e da
noite..."
Trecho
extraído do depoimento do italiano
Agnolo di Tura no ano de 1348,
citado por
Jeanette Farrell, em "A
assustadora história das pestes
& epidemias"
Pág. 98 - Ediouro, 2003 |
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HÀ VAGAS
(sic)
Vou
dormir que eu ganho mais. Boa noite.
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desabafo
De que adianta um cara conhecer pra
caralho sobre psicologia comporta- mental,
neurociência cognitiva, biologia evolutiva,
robótica estrutural e ele- trônica, teorias
computacionais, história da ciência e da
tecnologia, história da arte,
egiptologia, semiótica, lingüística comparada,
teologia comparada, anatomia e osteologia
comparadas, filosofia e sociologia,
astronomia e mecâ- nica estelar, teorias
matemáticas modernas, primatologia,
entomologia, paleontologia e literatura,
ser capaz de traduzir 23 idiomas,
tocar 8 instru- mentos e de desenhar e
pintar em cerca de 20 diferentes estilos
se esse mesmo cara não é capaz de
valorizar a si mesmo e tomar vergonha na
cara?
Eu acho que eu sei a resposta: é que a
inteligência humana, por maior que possa
parecer, tem um limite, mas a burrice
não, a burrice é ilimitada.
Ao contrário do que Cazuza cantou um dia,
"raspas e restos não me
interessam". Esse negócio de
passado feliz é lindo na teoria, mas na
prática é uma grande e fedida boceta.
Que o vácuo me engula e o tempo me
retroceda ao Big Bang à velocidade da
luz, de forma que após ter cada um dos
átomos do meu corpo privado de sua força
eletromagnética e estilhaçado pela explo-
são, meus Quarks, Muons, Taus e Leptons
porrem-se caralhosamente uns contra os outros e produzam
estupidilhões de Bósons de Higgs,
fazendo chover no universo inteiro
sub-partículas elementares de um Jack
idiota que nunca, mas nunca mesmo, deveria
ter existido.
Ou que todo mundo vá pra puta que o
pariu.
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H.R. Giger
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Aviso às
navegantes
Se você garota, algum dia, atreveu-se a
cruzar uma rua fora da faixa de segurança
e um carro dirigido por um homem parou
educamente para que você atravessasse,
saiba que ele não estava tentando ser
gentil contigo. Ele queria mesmo era ver a
sua bunda.
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Escritos sobre
o corpo
A proposta de Amir
Brito Cadôr é complexa e ao mesmo
tempo, simples: evocar a figura feminina
através do uso de letras, números e
sinais, apelando para recursos visuais
concretos e poéticos.
A melhor explicação acerca da idéia por
trás dessa arte são as palavras do
próprio Amir:
"A associação entre corpo e escrita é uma alusão ao erotismo que aparece em muitas obras de artistas surrealistas, como as fotografias de Man Ray (1890–1976). Utilizei como modelo as pin ups, que serviram de inspiração para os pintores do pós-guerra, notadamente artistas da pop art. O detalhe anatômico ampliado é comum nas pinturas que fazem parte da série
'o grande nu americano', de Tom Wesselman (1931-2004)."
O blog
do Amir é o Gramatologia,
um dos mais interessantes que andei
conhecendo ultimamente e que merece uma
visita demorada, seja pela excelência do
conteúdo ou pela seriedade da proposta.
|
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Poema
Nupcial
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No meio do
caminho
No meio do caminho tinha um caralho
tinha um caralho no meio do caminho
tinha um caralho
no meio do caminho tinha um caralho.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas pregas tão fustigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um caralho
tinha um caralho no meio do caminho
no meio do caminho tinha um caralho.
Eu
só me fodo nesta merda. |
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Constatação
10/7
Alguém lá em
cima tem humor-negro.
|
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Sobre o nosso
quintal
A mais exata caracterização do Socialismo será aquela que principiar pelo conceito de associação, porque por ela expressa tanto uma relação econômica como jurídica. Não é preciso uma intricada dedução para mostrar que a indicação da natureza jurídica do Socialismo é de tanta importância quanto
sua natureza econômica. Deixando de lado a questão de saber
se ou em que sentido a lei é um fator
primário ou secundário da vida de uma comunidade, é a natureza das leis dessa comunidade que em cada caso dá a idéia mais concentrada
de seu caráter. Caracterizamos formas de comunidade não segundo seus fundamentos tecnológicos ou econômicos, mas de acordo com os princípios fundamentais das suas instituições legais. Falamos de uma idade
da pedra, do bronze, da máquina,
da eletricidade, mas identificamos a ordem da sociedade como
feudal, capitalista, burguesa. A isso corresponderia a definição de socialismo como um movimento no sentido de uma ordem de sociedade baseada no princípio de associação. Nesse mesmo sentido, que corresponde à etimologia da palavra (sócios -- um sócio)
usarei o termo socialismo no que segue.
O materialismo histórico
vê as condições preliminares no moderno desenvolvimento da produção. Com a expansão das grandes empresas capitalistas na indústria e agricultura, supõe-se estar aí uma permanente e crescente causa material para o ímpeto necessário à transformação socialista da sociedade. Em tais empreendimentos, a produção já está socialmente organizada, só a gerência é individualista e o lucro é retido por indivíduos não com base no seu trabalho, mas na sua quota de capital.
O trabalhador ativo está separado da posse de seus instrumentos de produção, está na situação dependente do assalariado, da qual não escapa enquanto viver e a pressão suscitada por essa situação torna-se mais marcada pela incerteza que está junta à dependência, tanto do empregador
que o dirige como das flutuações no desenvolvimento do negócio. Tal como a própria produção, as condições de existência para os produtores pressionam no sentido da socialização e da organização cooperativa da produção e da troca. Logo que esse desenvolvimento está suficientemente avançado, a realização do socialismo converte-se em necessidade imperativa para novos progressos da comunidade. Consegui-lo é tarefa do proletariado organizado como partido de classe, o qual para a consecução de tal objetivo, deve apoderar-se do governo político.
De acordo com tal esquema temos como primeira condição da realização do socialismo um grau de desenvolvimento capitalista definido e, em segundo lugar, o exercício da soberania política pelo partido de classe trabalhadora, isto é, a democracia social. A ditadura do proletariado é, de acordo com
Marx, a forma de exercício do poder no período de transição e podemos pensar nessa conquista de várias maneiras: pela via da luta parlamentar, mudando o direito de voto no sentido que se pretende, ou pela via da força, ou seja, pela revolução. Para isso o povo é conduzido, antes de mais nada, pela idéia de que a classe trabalhadora é a mais numerosa e também a mais enérgica da comunidade. Uma vez na posse das rédeas do poder, não descansaria enquanto não houvesse substituído os alicerces do sistema atual por arranjos tais que tornassem impossível a restauração daquele.
Se contamos como o conjunto de pessoas sem propriedade, todas as que não têm rendas originadas em propriedade ou em posições privilegiadas, então essas formam, certamente, a maioria absoluta da população nos países avançados. Mas esse "proletariado" seria uma extraordinária mistura de elementos os mais díspares, de classes que possuem impensáveis diferenças entre si e que, certamente, na medida em que as condições preliminares de propriedade são mantidas, têm mais interesses comuns do que os opostos; mas as naturezas diferentes das suas necessidades e interesses rapidamente se lhes tornaria conhecida logo que as classes proprietárias e governantes fossem removidas ou desprovidas das suas posições.
Os modernos assalariados não são daquela massa homogênea por igual destituída de propriedade, família
e tudo o mais que o Manifesto Comunista prevê;
é justamente nas mais avançadas indústrias manufatureiras que uma inteira hierarquia de trabalhadores diferenciados se
encontre e entre cujos grupos talvez apenas um
distante sentimento de solidariedade exista.
O operário altamente especializado que fabrica instrumentos de precisão, o mineiro, o
decorador e o porteiro, o escultor e o servente, levam gêneros de vida diferentes, em regra, e têm, por isso, espécies diferentes de necessidades. Onde a luta pelos seus padrões de vida não conduza à colisão entre eles, o fato de serem todos assalariados pode apagar essas diferenças em suas idéia, e a consciência de que estão conduzindo a mesma luta contra o capital pode, então,
eventualmente, produzir uma vívida e mútua simpatia.
Mas mesmo supondo que essa diferenciação não
exista na classe operária industrial, ou que não
exerça qualquer influência na maneira de pensar dos trabalhadores em causa, os trabalhadores industriais não deixarão todavia de ser, em parte, minoria da população.
Podemos considerar admitido que não haveria questão de uma imediata encampação total pelo Estado dos meios de fabricação e distribuição dos produtos. O Estado não poderia mesmo encarregar-se da totalidade das empresas médias e pequenas, nem as autoridades locais, como elos de ligação, poderiam fazer grandes coisas parra auxiliar a intervenção estatal. Poderiam socializar-se no máximo aqueles negócios que produzem, ou prestam serviços
para uma localidade em particular, e mesmo assim,
devemos admitir que já teriam uma complicada tarefa
a realizar.
Agora me respondam: o mundo inteiro está
praticamente virando do avesso e, enquanto
o seu lobo não vem, o populismo
brinca de pular corda em nosso quintal.
Que diabos (de verdade) os populistas têm
na merda da cabeça? O que querem esses
caras? Onde esse pessoal pensa realmente
que vai chegar?
Oras, vão todos se foder.
Ou me foder. Vai saber.
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Divagações
de uma manhã chuvosa1-)
A psicodelia humana transforma o pensamento inteligente em um bordel sintático. O expressionismo do dia-a-dia é nosso mais concreto axioma.
2-) Psicodelia: neologismo do grego ψυχή
[alma, mente]
+ δήλος [manifesto,
evidente]. Etimologia psic(o)- + el.
delo < gr. dêlos,é,on
'visível, claro, manifesto, evidente',
conexo com o sânsc. dídéti 'ele
mostra', + ico; o voc. entrou no
port. prov. por infl. do ing. psychedelic
(1957) 'id.', form. irreg.; cp. o v.gr. delóó
'tornar visível, mostrar, fazer ver,
manifestar'; cp. ainda o fr. psychédélique
(1967) 'id.', com orig. no ing. (Fonte:
Dicionário Houaiss) 3-)
Toda simplicidade induz ao erro.
4-)
Fatos tais e quais eles são, não podem também
ser entendidos como tais e quais eles nos
são, sob nossos pontos de vista, sob nossos valores pessoais? Assim sendo, a forma como a informação nos é empacotada e vendida não poderia, de fato, atenuar, como faz a vacina com o vírus, nossa capacidade de interpretar os fatos como eles realmente seriam interpretados por nós caso a informação obedecesse à embalagem de um formato isento do(s) desejo(s) do(a) emissor(a)? 5-) É preciso
atenção para que informações otimizadas pela mídia, na tentativa de oferecer cada vez mais conteúdo, não atenuem a capacidade de perceber os fatos tais e quais eles realmente são. 6-)
O calor da luz cega o sono pelo tato dos olhos, quando a mente turva a visão pela ausência da noite. A premissa também é válida para aqueles que vêem com os olhos do coração.
7-) O equilíbrio perfeito que contenha a expansão do universo, anularia, de acordo com a relatividade, os conceitos clássicos de passado e futuro?
8-) Se o universo
um dia estacionar, ele o fará em um momento do tempo, já que o próprio tempo continuará a existir como dimensão, de acordo com a física relativística. Assim sendo, não seria mesmo curioso, imaginarmos se o que não se extirparia de nossos conceitos, seriam apenas as concepções de passado e futuro, de antes e depois? não permaneceríamos "congelados", sem raciocínio linear, mas com o conceito de presente, do agora puro e simples, em uma mente estacionada, porém consciente? Como saberíamos de fato que a consciência imediata (e/ou do imediato) depende da existência do tempo? E caso não dependa, como ela se daria e o que ela seria? Haveria percepção do presente em um universo estacionado? 9-)
O passado não existe sem o futuro.
10-) Chesterton
talvez tenha sido o primeiro a colocar a questão do sistema de percepção da
informação. A informação percebida pode diferenciar-se da transmitida: "o discurso exato não está orientado para o contexto e não é redundante, por isso ele não é
comunicativo." 11-)
Talvez este discurso de hoje não seja propositalmente exato.
12-) Assim como vemos em Tchekov, no advogado que abre mão de seu prêmio de 2 milhões em
"A Aposta" (Pari) e resume-se em estado de quase-loucura:
"surpreende-me que vocês tenham trocado o céu pela terra. Não faço questão de entendê-los.", bem como no Dr. Raguin de
"Enfermaria nº 6" (Palakta nº
6): "se por acaso a medicina tem por finalidade aliviar sofrimento, de que serve ela se é costume dizer-se que o sofrimento purifica a vida? Para que servem a religião e a filosofia, que se propõem à mesma
finalidade?".
13-) E tendo você "a noção clara de Deus",
poderia seguramente afirmar que "Deus morreu"?
14-) Ou como pensou Locke um dia: "Todas as relações terminam em idéias
simples."
15-) Infinito é infinito, mas entre o 0 e o 1 há um outro espaço infinito, pois há infinitas casa decimais. Entre o 0 e o infinito existem diversos outros infinitos. Assim sendo, podemos concluir que existem infinitos menores e infinitos maiores, já que possuímos, ao que parece, infinitos infinitos dentro de outro infinito?
Da mesma maneira, uma forma geométrica
fractal possui um perímetro que tende
matematicamente ao infinito, apesar de ser
facilmente alocada dentro de uma outra
forma geométrica simples com área e
perímetro matematicamente finitos.
16-) Samsara,
a roda da ilusão ou ciclo de reencarnação do
budismo, aparece também como estado de consciência próprio do homem comum. 17-)
Esperto foi Blaise Pascal, que disse que
"nem a contradição é sinal de falsidade nem a falta de contradição é sinal de verdade".
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Página de
abertura
Como todo mundo pode ver, pra entrar nesta
roubada que eu decidi denominar através
da alcunha de blog, agora é
preciso clicar num link idiota
situado em uma igualmente idiota página
de abertura. Isso pode encher um pouco o
saco, mas precisei implementar esse
recurso para facilitar um pouco o meu
trabalho na hora de atualizar o conteúdo
e realizar as mudanças de meses.
Quem quiser ver melhor os detalhes da
imagem que ocupa o lugar de background
da nova página de abertura, pode clicar
aqui.
E agora, retornamos com nossa
programação (a)normal.
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Toda a
proposta deste blog está resumida em seu título e
subtítulo: "Blood Pack
- sobre a arte de reciclar seu
próprio sangue". Se você não entendeu o
que isso significa, é provável que não entenda mais
nada do que acontece por aqui. Aliás, se você não
entendeu isso, é bastante provável também que nem
esteja lendo esta nota, afinal de contas, quem lê as
letras miúdas nos contratos, não é mesmo? |
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Blood
Pack é escrito e produzido por
Jack Skellington. Você pode reproduzir os meus textos
onde quiser, mas cite a fonte. Se você gostou do que
leu aqui, escreva um e-mail
comentando, pra gente conversar. Se não gostou, nem perca
tempo tentando me azucrinar, pois eu não vou estar nem
aí pra tua crítica. Se curtiu o blog, indique-o para os
seus inimigos. Se não curtiu, vá tomar no cu e não volte
mais aqui, que você ganha mais. |
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Since September 17, 2007
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